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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ipac se dobra a interesses estranhos

No portal do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), em texto que trata sobre reunião de "Conselho Gestor para a Salvaguarda do Centro de Abastecimento", que ninguém sabe da existência, a informação de que o Centro de Abastecimento "passou a funcionar a partir de 1916 na avenida Getúlio Vargas e a partir de 1976 na região da cidade, abastecendo Feira e cidades vizinhas."
Não se sabe como uma página oficial de um órgão de governo publica tanta desinformação. Triste porque o Ipac é uma autarquia que cuida da preservação da cultura.
Primeiro, nunca existiu Centro de Abastecimento na avenida Getúlio Vargas. O que existia até 10 de janeiro de 1977 era a feira livre, por todo o centro, inclusive a avenida, que somente foi aberta na segunda gestão do prefeito Heráclito Dias de Carvalho (1938-1943).
Segundo, o Centro de Abastecimento foi inaugurado oficialmente na segunda-feira, 17 de janeiro de 1977, há 40 anos. Antes, no sábado, 15, a primeira feira no local. Não foi em 1976.
Terceiro, é muito vago o dado "na região da cidade". O Ipac não sabe nem a localização do Centro de Abastecimento, situado no Parque Manoel Matias, Barroquinha.
O Ipac, autarquia hoje vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, tem a missão de atuar de forma integrada e em articulação com a sociedade e os poderes públicos municipais e federais, na salvaguarda de bens culturais tangíveis e intangíveis e na política pública estadual do patrimônio cultural. 
"O órgão deveria cuidar melhor de sua missão em Feira de Santana, sem se deixar levar por disputas políticas mesquinhas. Não pode perder a dignidade e se dobrar a interesses estranhos ao processo de desenvolvimento do entreposto", considerou um observador atento das coisas de Feira de Santana.

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