sexta-feira, 28 de julho de 2017

"Ganhava bem, mas parecia viciado em propina"



A propina exigida da Odebrecht por Aldemir Bendine era falta de vergonha misturada com ganância. Ele recebia R$ 62,4 mil do Banco do Brasil, como aposentado, e mais R$ 123 mil para presidir a Petrobras, mas decidiu cobrar propina da empreiteira antes mesmo de assumir o cargo. Após sair do comando da petroleira, o ambicioso Bendine ainda levou mais R$ 750 mil pela infame quarentena. Esse valor equivale a seis meses de salário do cargo ocupado durante o governo Dilma.
Testemunhas não faltam
Vários executivos delataram os achaques de Bendine, e até um ex-motorista, que revelou a rotina de leva-e-traz de malas de dinheiro.
Prisão esperada
A prisão Aldemir Bendine era uma das mais sólidas certezas, no âmbito da Lava Jato, em razão do estilo agressivo, no submundo de Brasília.
Dilma era fã
Quando o escolheu para presidir a Petrobras, a então presidente Dilma o anunciou como uma espécie de "salvação". Quase quebrou a estatal.
Fonte: Cláudio Humberto

quinta-feira, 27 de julho de 2017

"Dona Flor" em Feira de Santana há 40 anos

No filme "Dona Flor e Seus Dois Maridos", de Bruno Barreto, exibido em janeiro de 1971, fatos curiosos ocorreram nesta cidade.
Nunca antes havia ocorrido em Feira de Santana um filme ser exibido simultaneamente, no Cine Íris e no Cine Timbira, com quatro sessões diárias, cada um. Então, os preços dos ingressos foram majorados, passando para Cr$ 10,00 inteira e Cr$ 5,00 meia. As salas, Íris com 1.115 cadeiras e Timbira com 782 poltronas, receberam 2.531 e 5.051 pagantes, respectivamente, nos dois primeiros dias.
Outra coisa, na plateia, durante o desenrolar do filme, a reações de gritos, sussurros, admiração, choque, espanto, grossuras, por aí afora. Quando em um diálogo com Dona Flor (Sonia Braga), o primeiro marido, Vadinho (José Wilker), que voltava do além, se refere a Feira de Santana, o público delirava gratificado.
Os registros estão em coluna de Cinema, de Dimas Oliveira, no jornal "Feira Hoje", publicada em 7 de janeiro de 1977, há mais de 40 anos.

Artes plásticas sem espaço


As artes plásticas sofreram com o fechamento da Galeria de Arte Raimundo de Oliveira, em maio. Até então o espaço se constituía no grande centro de cultura da cidade, pelas inúmeras atividades desenvolvidas. A última exposição, "Fim de Século", de Pedro Roberto, em dezembro de 1987, parecia anunciar o epílogo da galeria.
Já o Museu Regional continua com seus acervo exposto sem qualquer objetivo crítico, que não dá ao visitante eventual uma ideia do que se pretende dizer com as peças expostas, sem condições para que se descubra, fomentando assim a passividade e não a criatividade dos espectadores.
Com 21 anos de funcionamento, o Museu precisa se transformar num lugar de encontro e de confronto de opiniões, que são instrumentos para aproximar a arte da vida e reciprocamente. O espaço precisa ter a função fundamental de conservação, restauração, pesquisa e organização de exposições.
Local de grandes exposições, o Museu neste ano não viveu nenhuma promoção na área, a não ser a pintura que artistas fizeram na sua frente e no muro, servindo até para evitar notórios pichadores.
Nenhum novo artista surgiu no cenário e salvando-se o singular trabalho de Juraci Dórea, que tem reconhecimento internacional a partir de sua participação na 19 Bienal de São Paulo e na 43 Bienal de Veneza, pouco há o que se registrar num cenário afeito à obras edulcoradas, meramente decorativas. Não se pode omitir a obra de Carlo Barbosa, que desapareceu deixando um vigoroso trabalho para a posteridade.
Texto de Dimas Oliveira publicado na edição especial de 18 anos do jornal "Feira Hoje", em 4 de setembro de 1988.

Semana do Cinema Francês

Entre 6 e 10 de dezembro de 1977, como atividade cultural do Cinema Extra elaborada pelo Departamento de Cinema da Secretaria de Turismo (Setur), a realização de Semana do Cinema Francês, com exibição - em 16mm - de cinco filmes do Auditório da Biblioteca Municipal Arnold Silva. A secretaria, o departamento e o auditório não existem mais.
Os filmes programados foram:

Dia 6 - "As Estranhas Coisas de Paris" (Elena et les Hommes), de Jean Renoir, 1956, drama romântico, com Ingrid Bergman, Jean Marais e Mel Ferrer.
Dia 7 - "A Trilha dos Colegiais" - sem dados.
Dia 8 - "A Quermesse Heróica" (La Kermesse Heroique), de Jacques Feyder, 1935, comédia romântica, com Françoise Rosay e Jean Murat.

Dia 9 - "Ascensor Para Cadafalso" (Ascenseur Pour l'Echafaud), de Louis Malle, 1958, thriller, com Jeanne Moreau, Maurice Ronet e Lino Ventura.


Dia 10 - "Brinquedo Proibido" (Jeux Interdits), de Renè Clèment, 1952, drama, com Georges Poujouly e Brigitte Fossey.

"Planalto acha que sepultará denúncia na quarta"




O Planalto está confiante de que haverá quórum, na sessão de quarta-feira (2), e que o plenário da Câmara vai votar e rejeitar a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer. A avaliação, inclusive, é que a oposição cairá na própria armadilha, ao propor votação nominal com transmissão da sessão pela TV: agora, boicotar a sessão deixaria mal os defensores da denúncia da PGR.
Constrangimento
A oposição pressionou pela votação nominal achando que, assim, os deputados ficariam constrangidos de votar favoravelmente a Temer.
Números governistas
As expectativas se alteraram, na Câmara, e ao menos 261 deputados são contrários à denúncia. E tenta conquistar votos entre 79 indecisos.
Números da oposição
A oposição soma 171 votos, metade dos 342 necessários à aprovação da denúncia da PGR, o que abriria caminho para afastar Temer do cargo.
Temer em sua praia
Fazer política é a praia de Michel Temer. Ele passa o dia tomando decisões, como presidente, e conversando com parlamentares.
Fonte: Cláudio Humberto

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Filmes em Exibição no Orient Cineplace Boulevard

Semana até 2 de agosto de 2017

                                 LANÇAMENTO NACIONAL
DUNKIRK (Dunkirk), de Christopher Nolan, 2017. Com Fionn Whitehead, Jack Lowden, Tom Hardy, Kenneth Branagh e Cillian Murphy. Drama histórico de ação. Entre maio e junho de 1940, a Operação Dínamo resgatou centenas de milhares de homens da cidade francesa, durante a Segunda Guerra Mundial. A operação envolvia a retirada da Força Expedicionária Britânica (FEB) e de outras tropas aliadas do porto de Dunkirk, cercado pelas forças nazistas. Enquanto a liderança do exército inglês calculava que apenas 25% da FEB conseguiria sair do cerco, a operação conseguiu tirar a salvo de Dunkirk mais de 330 mil homens das forças da França, do Reino Unido, da Bélgica e da Holanda. Duração: 107 minutos. Não recomendável para menores de 14 anos. Horários: 16h10 e 18h30, com cópia dublada, e 20h50, com cópia legendada. Sala 2 (158 lugares).
CONTINUAÇÕES
CARROS 3 (Cars 3), de Brian Fee, 2017. Animação. Durante mais uma disputa eletrizante nas pistas, o campeão Relâmpago McQueen acelerou demais e acabou perdendo o controle. Agora, após quase ter partido dessa para melhor, o vermelhinho vai ter sua vida alterada para sempre. O acidente foi tão grave que, com os estragos, McQueen pode ter que se aposentar de vez. Em terceira semana. Classificação: Livre. Duração: 108 minutos. Horários: 13 horas, na Sala 1 (240 lugares); e 15h50, na Sala 4 (165 lugares).

TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO (Transformers: The Last Knight), de Michael Bay, 2017. Com Mark Wahlberg, Isabela Moner e Anthony Hopkins. Ação, aventura e ficção-científica. O gigante Optimus Prime embarcou em uma das missões mais difíceis de sua vida: encontrar, no espaço sideral, os Quintessons, seres que são os responsáveis pela criação da raça Transformers. O problema é que, enquanto isso, seus amigos estão precisando de ajuda na Terra, já que uma nova ameaça alienígena resolveu destruir toda a humanidade. Em segunda semana. Duração: 149 minutos. Não recomendável para menores de 12 anos. Horários: 15h20 e 18h20, com cópia dublada, e 21h20, com cópia legendada. Sala 1.
DETETIVES DO PRÉDIO AZUL, de André Pellenz, 2017. Com Letícia Braga, André Lima, Pedro Henrique Motta e Tâmara Taxman. Infantil. Pippo, Sol e Bento são crianças detetives confrontadas com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. Em segunda semana. Classificação: Livre. Duração: 90 minutos. Horários: 14h10, na Sala 2, e 13h10 e 21h10, na Sala 3 (165 lugares).
MEU MALVADO FAVORITO 3 (Displicate Me 3), de Pierre Coffin e Kyle Balda, 2017. Animação. O ex-ator mirim e astro de TV, Balthazar Bratt, foi um típico malvado bem-sucedido nos anos 80 e agora está de volta à ativa. Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os atrapalhados Minions. Em meio a tudo isso, Gru também vai encontrar o seu irmão gêmeo, Drew. Em quinta semana. Cópia dublada. Duração: 89 minutos. Classificação: Livre. Horários: 15h10, 17h10 e 19h10. Sala 3.
HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR (Spider-man: Homecoming), de Jon Watts, 2017. Com Tom Holland, Robert Downey Jr., Michael Keaton e Marisa Tomei. Ação, aventura e ficção-científica. Depois de atuar ao lado dos Vingadores, chegou a hora do pequeno Peter Parker voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava. Cópia dublada. Em quarta semana. Não recomendado para menores de 12 anos. Duração: 135 minutos. Horários: 13 horas, 18h10 e 21 horas. Sala 4 (261 lugares).
ENDEREÇO E TELEFONES
Orient Cineplace Boulevard - Multiplex do Boulevard Shopping, telefax 3225-3185 e telefone 3610-1515 para saber informações sobre programas e horários.

(Com informações do Departamento de Marketing do Orient Cinemas)

Enfatiotados com igualdade



Prefeito José Ronaldo ladeado pelo vice Colbert Martins, deputado estadual Angelo Almeida, vereador Roberto Tourinho e secretário de Meio Ambiente Sérgio Carneiro. Todos combinaram - ou foi coincidência? - vestir paletó claro para comparecimento à missa matinal da padroeira, nesta quarta-feira, 26. Até o pessebista.

Unidade do Senai com novo gerente

A unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Feira de Santana está com novo gerente. Trata-se de Antonyony de Jesus Santana (Foto), 36 anos, que já foi coordenador de área da mesma unidade, onde começou como aluno.  
Ele estava gerenciando a unidade Senai Oeste - Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, durante quatro anos e meio. Antonyony é mestre em Administração pela Unifacs.

Cinco filmes da "Fase Crítica do Cinema Alemão" no Clube de Cinema em 1973



Cinco filmes da "Fase Crítica do Cinema Alemão" foram exibidos em 1973 pelo Clube de Cinema de Feira de Santana - que funcionava em sala da Faculdade de Educação, onde é hoje o Museu Regional de Arte do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) - com a colaboração do Instituto Cultural Brasil-Alemanha (ICBA).
Os cinco filmes:
3 de novembro - "Frente Ocidental 1918" (Vastfronten 1918), de G. W. Pabst, 1931, com Fritz Kampers e Gustav Diessl
10 de novembro - "Berlin Alexanderplatz" (Berlin Alexanderplatz: Die Geschichte Franz Biberkopfs), de Phil Jutzi, 1931, com Heinrich George e Maria Bard
17 de novembro - "Rasputin" (Rasputin, Demon der Frauen), de Adolf Trotz, 1932, com Conrad Veidt e Paul Otto
24 de novembro - "Ariane" (Ariane), de Paul Czinner, 1931, com Elisabeth Bergner e Rudolf Forster
1 de dezembro - "M - O Vampiro de Dusseldorf" (M), de Friz Lang, 1931, com Peter Lorre e Inge Landgut.

Festival de filmes da United Artists

Um festival de filmes da United Artists foi apresentado - um filme por dia em uma semana - no Cine Timbira, entre 15 e 21 de novembro de 1973, com os filmes, então inéditos, "Mato em Nome da Lei" (Lawman), de Michael Winner, 1971, com Burt Lancaster, Robert Ryan e Robert Duvall; "O Massacre dos Pistoleiros" (Doc), de Frank Perry, 1971, com Stacy Keach, Faye Dunaway e Harris Yulin; "Canhões Para Córdoba" (Cannon For Cordoba), de Paul Wendkos, 1970, com George Peppard, Giovanna Ralli e Raf Vallone; "Barquero" (Barquero), de Gordon Douglas, 1970, com Lee Van Cleef, Warren Oates e Forrest Tucker; mais as reapresentações de "Fugindo do Inferno" (The Great Escape), de John Sturges, 1963, com Steve McQueen, James Garner e Charles Bronson (Poster original); "Quando os Bravos Se Encontram" (Valdez Is Coming), de Edwin Sherin, 1971; e "Sabata, Adeus" (Adios, Sabata), de Gianfranco Parolini, 1970, com Yul Brynner, Dean Reed e Susan Scott.

Digitalização de "A Divina Maravilhosa e o Vampiro Celestial"



Em 1975, a dupla Zé Maria e Ideval Alves realizou, em Super 8, "A Divina Maravilhosa e o Vampiro Celestial". O filme, marcante - que, inclusive, foi apreendido para exame pelo Serviço de Censura de Diversões Públicas da Polícia Federal -, vai ser digitalizado pelo Núcleo de Preservação da Memória Feirense da Fundação Senhor dos Passos para compor mais um exemplar da coletânea de DVDs "Fragmentos da Memória de Feira de Santana".
Nesta quarta-feira, Dimas Oliveira recebeu o filme de Ideval Alves, depois que familiares de Zé Maria, falecido em 4 de janeiro, entregaram o material.
O filme é estrelado por Raimundo José, Verinha (Foto na capa de folheto), Chuquinha, Gracinha, Mariamélia, Virgínia e Eliane.
No folheto distribuído no lançamento do filme - mais de 1975 - em Super 8 realizado em Feira de Santana, Zé Maria disse: "Nada tenho a declarar, visto ser tudo mentira, tudo figura...".
Por sua vez, o co-autor Ideval considerou: "Nem tudo que é 'bem' é bem, nem tudo que é 'mal' é mal. Um vampiro pode ser menos perigoso do que uma fada bondosa, principalmente se ele for celestial. O mal pode estar dentro do próprio 'bem'. Bom mesmo é estar longe de ambos".
No folheto, Dimas Oliveira, que ajudou na montagem do filme, escreveu e depois publicou em sua coluna de cinema no jornal "Feira Hoje", de 8 de maio de 1975:
Em "A Divina Maravilhosa e o Vampiro Celestial", vemos o progresso de Zé Maria e Ideval Alves em relação ao primeiro filme, "Coisas do Destino". Se neste a simplicidade técnica como foi realizado era superada pela exuberância das cores, do figurino, das personagens, numa transmissão imaginativa de muito bom gosto, no choque entre a divina e o vampiro vimos que o aperfeiçoamento do domínio da câmera de Zé Maria, com a produção muito bem cuidada, da realização de um filme sem a pressa do anterior, influíram para um melhor resultado. Mas uma correlação entre os dois filmes é observada no que é apresentado na tela.
Em "Coisas do Destino" há uma personagem catalizadora que seduz os homens que a cercam e a interferência exercida por uma outra exótica personagem.
Em "A Divina Maravilhosa..." há o Vampiro Celestial absorvendo para si o relacionamento das mulheres, numa atração tão irresistível como fatal, existindo sempre a interferência da Divina Maravilhosa, bem simbolizada.
As intenções de Zé Maria mais Ideval ficam naquela de fazer os filmes que gostariam de ter visto ou sonhado. As incursões sempre nostálgicas que vemos através da elaboração bem situadas das personagens.
Mais uma vez montamos um filme da produção do Super 8 local. A cada novo trabalho uma nova experiência, o maior conhecimento do assunto, num trabalho acurado, criterioso, que nos dá satisfação de realizar.
Este filme tem a distribuição do Cinestúdio Super 8. No elenco aparecem, naturalmente, um astro e algumas estrelas e não um ator e certas atrizes. Eis aí outro fator determinante das obras de Zé Maria e Ideval. Assim, Raimundo José, Verinha Chuquinha, Mariamélia, Eliane, Gracinha e Virgínia compõem a constelação envolvente de "A Divina Maravilhosa e o Vampiro Celestial", um filme que deve agradar pela beleza de cenários e figurinos, de situações, das personagens, interligados nos mil e um fotogramas em contínuo e mágico movimento.

O que é arte

Imponente Monumento ao Caminhoneiro
Foto: ACM
 
A arte é tudo o que pode causar uma emoção estética, tudo que é capaz de emocionar suavemente a nossa sensibilidade, dando a volúpia do sonho e da harmonia, fazendo pensar em coisas vagas e transparentes, mas iluminadas e amplas como o firmamento, dando-nos a visão de uma realidade mais alta e mais perfeita, transportando-nos a um mundo novo, onde se aclara todo o mistério e se desfaz toda a sombra, e onde a própria dor se justifica como revelação ou pressentimento de uma volúpia sagrada. É em conclusão, a energia criadora do ideal.
A definição de arte é de Clóvis Monteiro e vem a calhar neste momento em que se discute (até em fóruns de discussão sobre arquitetura e urbanismo na Internet) o belo Monumento ao Caminhoneiro, criado pelo artista plástico Gil Mário, que é um marco de Feira de Santana, recentemente inaugurado e que causa impacto, inclusive pelas suas dimensões, daí ser considerado o maior no Norte e Nordeste - ainda sem contestação.
O certo é que o Monumento ao Caminhoneiro é o mais novo cartão postal da cidade.
Observação 1: O monumento foi inaugurado em 15 de setembro de 2007, há quase dez anos;
Observação 2: Postagem no Blog Demais em 2 de outubro de 2007 e em 24 de dezembro de 2014.

Casarão não existe mais



Em 1988, a então existente Fundação Cultural de Feira de Santana lutava para adquirir o imóvel pertencente à família do escritor Fernando Ramos, ma praça Monsenhor Renato Galvão (praça da Matriz), número 74, para transformá-lo em sua sede.
Na época, noticiava-se que o imóvel havia sido desapropriado pela Prefeitura, pois ameaçado de demolição.
O certo é que o imóvel não existe mais.

Carro de boi no Carro de Boi



Carro de boi no antigo - e já então desativado - Restaurante Carro de Boi.
Foto publicada no primeiro número da revista "Panorama", em matéria que tratava sobre a construção do Centro de Cultura, que leva o nome de Amélio Amorim.

O que é que há em cinema em Feira de Santana?



Ou duas ou três coisas que precisam ser
ditas para fazer algum barulho por nada

Postagem no Blog Demais em 15 de abril de 2007, há mais de dez anos:

Nos distantes anos 50 a 80, Feira de Santana teve intensa atividade cinematográfica, com realização de filmes e estudo de cinema. Mas hoje não se pode dizer que Feira tenha um movimento cinematográfico. O que existe no momento, na verdade, são pessoas aqui a ali com o interesse na realização de filmes (mais correto dizer vídeos?). Pois o que se tem feito é mais gravação em vídeo do que em filme, celulóide. Como é o caso de Johnny Guimarães e Volney Menezes que realizaram um trabalho documental sobre os anos cinzentos da ditadura, "Chuvas de Março". Agora, tem grupos que se reúnem para o estudo de cinema, como é o caso do Coletivo Olney São Paulo, dentro da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), e o Cine Clube Dimas Oliveira, no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, promovendo debates, seminários e mostras.
Ontem e hoje, quem sabe amanhã, o que Feira tem sido é cenário, com locações de filmes. Como o caso mais recente de "Lua Violada", que o cineasta José Umberto realizou no primeiro semestre de 2003 e mostrou o filme pronto em julho, em evento artístico-cultural marcante no Orient Cineplace, Multiplex do Iguatemi, com presenças do prefeito José Ronaldo de Carvalho - a Prefeitura deu apoio logístico à produção - e do então secretário de Estado da Cultura, Paulo Gaudenzi.
Antes, o próprio José Umberto, que tem raízes em Feira de Santana, utilizou a cidade como cenário de três filmes: "Urubu", "Ser Tão" e "Brabeza". Outros filmes com locações nesta cidade são: "O Pistoleiro", de Oscar Santana, "O Amuleto de Ogum", de Nelson Pereira de Souza, "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha, e o episódio "Ana", de "A Rosa dos Ventos", de Alex Viany. Todos utilizando Feira como referencial de locações.
O nome de Olney São Paulo deve ser lembrado. Ele viveu em Feira, como profícuo realizador de cinema, colocando a cidade que o abrigou na tela, como no pioneiro "Um Crime na Rua", de 1955. Também em "O Grito da Terra", "O Profeta de Feira de Santana", "Como Nasce uma Cidade", "Ciganos do Nordeste", "Pinto Vem Aí". Nos seus tempos na terra, havia a Associação de Críticos Cinematográficos de Feira de Santana e também surgiu o Clube de Cinema de Feira de Santana - que no início dos anos 80 ressurgiu, mas durou pouco tempo.
Nos anos 80, o surgimento de um muito barulhento (por nada?) movimento de cinema Super 8 na cidade, contando com os nomes de Dimas Oliveira (que também editou praticamente todos os filmes realizados na época), das dupla Juraci Dórea & Everaldo Cerqueira e Zé Maria & Ideval Alves, mais Antônio Carlos Carvalho, Antônio Miranda, Ivan Dórea, Nailson Chaves. A bitola superoitista era meio e fim para as ideias que tinham na cabeça de cada um deles. Os títulos de então: "O Vampiro Ralipiu", "Corpo a Corpo", "Palhaços", "Tapera", "Anjanil", "Wa Okum", "Etérito", "O Rumbeira" (ou "A Rumbeiro"), "A Divina Maravilhosa e o Vampiro Celestial", "Coisas do Destino", "Denúncia", "Vestibular, O Bicho Papão", entre outros.
A exibição dos experimentos era feita em paredes de escolas e associações, que viravam telas de exibição. Lançamentos eram feitos onde hoje está instalado o Museu Regional de Arte, no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca). Também eram mostrados em festivais e jornadas de cinema. Os experimentos eram realizados e vistos, discutidos e muitas vezes arrasados nos comentários. A maioria desses filmes nem existe mais, alguns tendo desaparecido e destruídos. Era tempo de censura contra a criação artística e os filmes tinham que passar pelo crivo dos censores.
O certo é que Feira de Santana que sempre teve arte e cultura, também viveu seus dias de cinema. Tem quem lamente que hoje não exista mais movimento. As coisas mudam, não é mesmo?

"Governo não corta privilégios e mordomias"




O governo conta lorota quando divulga que aumentar impostos "é a única alternativa" para fechar as contas. Antes dessa opção, deveria cortar gastos, inclusive de benesses para ocupantes de cargos e funções comissionados, como carro com motorista, residências funcionais compradas e mantidas pelo poder público, "auxílio moradia" para várias categorias, passagens aéreas de primeira classe etc.
Caras mordomias
Além dos gastos com regalias, há despesas com mordomias, vestuário e alimentação e até flores: esse item já custou R$ 480 mil só este ano.
Luxo por nossa conta
O ex-presidente FHC foi o primeiro a nomear uma chef de cozinha para a residência oficial. Roberta Sudbrack ganhou o cargo em 2000.
Chef exclusiva
Em julho de 2013, a então presidente Dilma também nomeou uma chef de cozinha exclusiva, no Palácio da Alvorada.
Fim de privilégios
O governo aumenta impostos, mas não corta mordomias (carro oficial, jatinhos) e privilégios (imóveis funcionais, auxílio-residência etc). Além de renúncias fiscais bilionárias para beneficiar negócios privados.
Fonte: Cláudio Humberto

terça-feira, 25 de julho de 2017

Joilton Freitas e o futuro de José Ronaldo


Por Joilton Freitas

Os lulopetistas de Feira de Santana vivem falando mal de José Ronaldo. Mas, o PT tenta, através de seus partidos satélites, cooptar o prefeito para a chapa de Rui Costa visando às eleições de 2018.
E por que isso acontece? Simples: para fortalecer a candidatura à reeleição do governador. O Palácio de Ondina sabe que a eleição será difícil, sabe que precisa impor baixa nas fileiras da oposição. Rui Costa tem uma boa avaliação junto aos baianos, mas sabe que isso é muito pouco para se manter à frente como mandatário maior do Estado.
A derrocada do partido em nível nacional, com a sua maior estrela, o ex-presidente Lula, bastante avariada, as contas para chegar não fecham. É óbvio, que até a eleição tem muita coisa para acontecer. E em política, um ano pode ser uma eternidade.
Rui sabe que precisa se fortalecer no interior, onde reside a maioria do seu eleitorado ou do PT, devido ao programa Bolsa Família.
O candidato do Democratas ACM Neto tem aparecido bem na região metropolitana. Conta com o apoio do PSDB e do PMDB, isso para ficarmos nos grandes, que têm densidade junto ao eleitorado e tempo de TV e rádio.
A possível migração de Ronaldo para a base petista é de uma engenharia muito grande e traumática. O prefeito sempre foi fiel a sua linha política ideológica. Ronaldo sabe que não se faz política sozinho. Lidera um grupo que lhe acompanha com uma fidelidade canina. Conseguiu trazer para o seu grupo aliados de peso: Colbert Martins, Sérgio Carneiro e até o apoio de João Durval, que mesmo com idade avançada, é um político que tem muito carisma e eleitores no sertão.
Portanto, Ronaldo consegue aglutinar em torno de si uma coisa que político mais precisa: apoios! Pelo o seu perfil de aglutinador, ele se fortaleceu nos últimos anos. Assim, se tornou uma peça importante no xadrez político do Estado. Diante disso, acredito que ele continuará onde sempre esteve. Ele não é dado a movimentos bruscos. Não é um político sonhador. Tem pés no chão e sabe para onde os ventos sopram. A não ser que os ventos mudem. Nesse caso, tudo pode acontecer.
Sim, e como ficariam os lulopetistas, em Feira de Santana, que o tem como inimigo mortal?
Joilton Freitas é radialista e ancora o programa "Rotativo News", na Rádio Sociedade de Feira de Santana

Bandido cruel, Lucas da Feira vai ser lembrado por admiradores?

"Adeus Saco do Limão".
Feira de Santana vai lembrar os 168 anos do enforcamento de Lucas da Feira. Nem os que defendem Lucas da Feira fazem lobby para tal finalidade.
Em 25 de setembro de 1849 ele foi enforcado no Campo do Gado (hoje, praça D. Pedro II, a do Nordestino), aos 45 anos.

A maioria de Feira de Santana considera Lucas da Feira como um temível chefe de um bando, terror da cidade e região durante 20 anos, um cangaceiro, um bandido cruel, que não merece nem ser lembrado e sim ser esquecido para sempre. Como conta a história, ele acabou condenado à forca.
Pelos seus feitos criminosos, Lucas tornou-se personagem da literatura, até mitificado, como se fosse um Robin Hood sertanejo, que roubava dos ricos para dar aos pobres. Por ser negro, também virou símbolo de luta contra a escravidão.
Ele foi retratado em "Lucas, O Demônio Negro", romance folclórico de Sabino de Campos, em 1957, no "ACB de Lucas da Feira", cordel de Souza Velho, e em "Lucas, O Salteador", de Virgílio Martins Reis e Artur Cerqueira Lima. 
A maior obra - inclusive em tamanho - das artes plásticas feirenses é "O Flagelo de Lucas", tela pintada por Carlo Barbosa, que pertence ao Município e está emprestado ao Museu Regional de Arte, do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca). 
O bandido Lucas da Feira nunca foi retratado no cinema brasileiro, que é tão afeito a personagens do cangaço e bem voltado para personagens marginais e bandidos. O cineasta feirense Olney São Paulo até que tinha projeto de fazer um filme sobre Lucas, mas morreu antes de concretizar o intento.
"Para findar o meu destino". 

Trailer de "Dunkirk"


Assista

    Trailer do drama histórico de ação "Dunkirk", que tem lançamento nacional    nesta quinta-feira, 27, no Orient Cineplace Boulevard. 

Filme de guerra chega bem precedido

A novidade no Orient Cineplace Boulevard, nesta semana que vai desta quinta-feira, 27 de julho, a quarta-feira, 2 de agosto, é o drama histórico de ação  "Dunkirk", de Christopher Nolan, que chega precedido de comentários positivos ao redor do mundo, com classificações como obra-prima. Sessões às 16h10 e 18h30, com cópia dublada, e às 20h50, com cópia legendada.
"Dunkirk" é baseado na história da Operação Dínamo, ocorrida entre maio e junho de 1940, que resgatou centenas de milhares de homens da cidade francesa, durante a Segunda Guerra Mundial. A operação envolvia a retirada da Força Expedicionária Britânica (FEB) e de outras tropas aliadas do porto de Dunkirk, cercado pelas forças nazistas, que naquele começo de guerra já invadia os Países Baixos e o Norte da França. Enquanto a liderança do exército inglês calculava que apenas 25% da FEB conseguiria sair do cerco, a operação conseguiu tirar a salvo de Dunkirk mais de 330 mil homens das forças da França, do Reino Unido, da Bélgica e da Holanda.
"Transformers: O Último Cavaleiro", filme de ação, aventura e ficção-científica, entra em segunda semana. O filme infantil brasileiro "Detetives do Prédio Azul" também permanece em segunda semana.  
Outras continuações A animação "Carros 3", da Disney Pixar, em terceira semana; o filme de ação, aventura e ficção-científica "Homem-Aranha: De Volta ao Lar", em quarta semana; a animação "Meu Malvado Favorito 3", em quinta semana.

Eleitor de 98 anos realiza recadastramento biométrico

Mesmo não sendo mais obrigado a votar, Joselito Amorim não abre mão em exercer seu papel de cidadão
O feirense Joselito Falcão de Amorim, 98 anos, compareceu, na sexta-feira, 21, na 157ª Zona Eleitoral, para realizar o recadastramento biométrico, tendo escolhido como local de votação o colégio que leva o seu nome. Mesmo não sendo obrigado a votar, ele não abriu mão em exercer o papel de cidadão.
Questionado sobre o significado de estar realizando o procedimento, Joselito Amorim disse que considera importante fazer a biometria para continuar votando e "servir à Pátria". Ele complementa: "a arma que nós temos hoje é o voto. Mas não basta só votar, o importante é saber em quem votar, pessoas capazes, que possam legislar, que possam administrar, que sejam honestos. Daí essa minha campanha, com este exemplo de, aos 98 anos, votar, pedindo a todos que votem para salvar a Pátria que encontra-se em uma situação difícil".
O professor Amorim, como é conhecido, foi prefeito municipal de 1964 a 1967. Ele é membro da Academia de Educação de Feira de Santana, da Academia de Artes e Letras de Feira de Santana e do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana.
Joselito Amorim ministrou aulas de matemática e estatística no Colégio Santanópolis, Colégio Estadual e Escola Normal, em Feira de Santana, e no Colégio Góes Calmon e Colégio Carneiro Ribeiro, em Salvador.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do TRE-BA

"Para derrubar Temer, só há 171 de 342 votos"



O Palácio do Planalto está cada vez mais confiante na rejeição da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. Pelas contas do governo, 261 deputados federais já estão comprometidos em votar contra a denúncia a PGR, enquanto a oposição só consegue reunir, até agora, 171 votos. Oitenta parlamentares "querem reza", apresentando-se como indecisos. A contagem não inclui o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Jogo profissional
Dois especialistas monitoram a tendência de votos: o deputado Beto Mansur (PRB-SP) e o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil).
Denúncia fraca
Para Beto Mansur, a denúncia será rejeitada porque "é inepta, muito fraca". E acha que as denúncias seguintes serão ainda mais fracas.
Monitoramento
Mansur e Padilha utilizam um mesmo computador, na Casa Civil, na checagem dos votos dos deputados, praticamente minuto a minuto.
Tem de tudo
Tem de tudo entre os indecisos, no caso da denúncia da PGR: tucanos em cima do muro, deputados querendo mais cargos ou liberação de emendas, e até aqueles que estudam o processo seriamente.
Confissão de derrota
É confissão de derrota a articulação oposicionista para esvaziar a sessão de votação da denúncia contra Michel Temer na Câmara. Rodrigo Maia, o presidente, já marcou a data: quarta, 2 de agosto.
Pensando bem...
...a oposição parece mais preocupada com a perda de espaço nos telejornais "Fora Temer" que com a derrota da denúncia da PGR.
Fonte: Cláudio Humberto

Faltam 140 dias para novo complexo de cinemas

No dia 8 de junho, e lá se vão mais de 50 dias, o anúncio da implantação de um complexo de cinemas com cinco salas no América Outlet, apresentado pelo America Malls, em parceira com a rede mineira Cinesercla.
Foi marcada a data de 14 de dezembro de 2017 para a inauguração do CineSercla Feira de Santana, como consta no site da empresa, desde então.
Assim, faltam pouco mais de quatro meses, cerca de 140 dias para a cidade ganhar um novo complexo de cinemas.


Figurante de "Cidade de Deus" suspeito de assassinato de policial

Está perto de completar 15 anos do lançamento - 30 de agosto de 2002 - do filme "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles.
O crescimento da violência numa favela do Rio de Janeiro, dos anos 60 aos 80, é o tema do filme brasileiro superestimado. Foi feito até lobby para que ele fosse indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2003 - o que ocorreu.
Na verdade, trata-se apenas de um produto competitivo no mercado, graças à estética pop de filme americano, com roteiro enxuto, ritmo ágil de videoclip (com samba) e recursos técnicos e financeiros - custou 3,3 milhões de dólares. Remete de cara a Quentin Tarantino e seu "Pulp Fiction". Um espetáculo de pura violência cinematográfica, que não apresenta nenhuma esperança de redenção para os personagens.
Naturalmente que o tema é atual - cada vez mais no país - e que o filme foi feito para chocar e incomodar, mas "Cidade de Deus" exagera na exploração da violência, banalizando-a. No filme, a vida não tem nenhum valor. Polícia, política e imprensa - a capacidade sexual das jornalistas - são ridicularizadas.
"Cidade de Deus" é nome de favela. O nome de Deus usado em vão. Está mais para "Cidade do Diabo" com o inferno que é mostrado, com a violência, o sangue, as drogas, as intrigas, a linguagem cheia de gírias e palavrões em cada fala. Para confirmar: até um exu aparece no filme.
Para corroborar a exploração da violência: um dos suspeitos do assassinato de um policial no Rio de Janeiro na semana passada fez papel de traficante no filme e hoje aterroriza o Vidigal, na Zona Sul da dita Cidade Maravilhosa.
Ivan da Silva Martins, no filme creditado como Ivan Martins, tem cinco passagens pela polícia. Ele seria o atual chefe do tráfico.

Ele aparece numa das imagens mais conhecidas do filme, que inclusive está no pôster de divulgação (é o quinto da esquerda para a direita, sem arma na mão).

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Cine Santanópolis no "Cine Repórter"



No semanário cinematográfico "Cine Repórter", editado em São Paulo e direcionado aos profissionais do cinema nacional - em especial cineastas, produtores e exibidores -, e que exerceu o papel de grande incentivador da indústria cinematográfica nacional, a publicação sobre o Cine Santanópolis, em Feira de Santana.
A publicação trazia artigos, reportagens, entrevistas, críticas, coluna social, anúncios sobre equipamentos e materiais cinematográficos, salas de exibição etc.  
Grande sala - com mais de 1.000 poltronas - o Cine Santanópolis foi inaugurado com o filme "Sinfonia Interrompida" (Interlude), em 22 de novembro de 1958. Melodrama de Douglas Sirk, 1957, tem June Allyson, Rossano Brazzi e Marianne Koch no elenco.
A imagem da página do "Cine Repórter" foi passada pelo historiador Dazio Brasileiro.

"Dunkirk" de 1958

Há mais de 50 anos, foi exibido em Feira de Santana, no Cine Santanópolis, o filme inglês de guerra "O Drama de Dunquerque" (Dunkirk), de Leslie Norman, 1958, com John Mills, Richard Attenborough, Bernard Lee e Lionel Jeffries, no elenco. 
Nesta quinta-feira, 27, o lançamento no Brasil - provavelmente em Feira de Santana, no Orient Cineplace Boulevard - do drama histórico "Dunkirk", de Christopher Nolan, sobre o mesmo tema.

"Dunkirk" arrecada mais de 55 milhões de dólares no lançamento

Entre sexta-feira, 21, e domingo, 23, o filme de guerra "Dunkirk", de Christopher Nolan, liderou as bilheterias em 46 países, arrecadando 55,4 milhões de dólares.
O filme trata sobre o resgate das forças aliadas em Dunquerque, na França ocupada pelos nazistas.
"Dunkirk" tem lançamento no Brasil - provavelmente no Orient Cineplace Boulevard, em Feira de Santana - nesta quinta-feira, 27.


"Canudos, o retorno!"

Por Aninha Franco
Estamos Canudos porque a história sempre se repete sob a forma de farsa. Ou não. Nesse caso sim. A imprensa publica sem parar notícias sobre Lula que foi condenado por corrupção num dos muitos processos em que está indiciado. É um tal de Lula disse, Lula ameaçou, Lula desacatou que não para. E agora Lula vai ao Nordeste, a quatro municípios da Bahia, inclusive Salvador. E lá vem Lula encontrar seus seguidores que estão em doses descomunais na cidade. Os expulsos de Brasília no Fora Dilma, - ah! Brasília, o eldorado onde se defrauda -, e os expulsos de São Paulo no Perde Haddad, - ah! São Paulo, o eldorado onde há trabalho - são milhares.  
Aqui pra nós, Lula lembra mais Lampião que Conselheiro, um Lampião picado pelo poder que teve, um dia, e que perdeu por deficiência de caráter. Saliente-se que nem Lampião nem Conselheiro foram corruptos. Lula foi condenado por corrupção há alguns dias, mas ainda dispõe de alguns seguidores, donos de um misticismo incompreensível que creem que o Profeta, depois de treze anos no poder atacando o erário, levará igualdade aos miseráveis. Quando fala, Lula nunca é Conselheiro, é um Lampião sem a gentileza ou coragem do original, que bordava pontos de cruz e matava, não mandava matar. 
Como se fez pouco pela humanização brasileira do século 19 pra cá, tempo de Antonio Conselheiro (1830-1897) e tempo de Virgulino Lampião (1898-1938), um Nordeste continua acreditando em Conselheiros sem fé e Lampiões sem caráter. Lampiões aliados dos ricos que enganam os pobres. Porque se Lula tem o caráter de um morador da Canudos Antiga é o de Antônio Vila Nova, o comerciante do lugar, o cara que garantia o sustento de 20 mil almas na época da guerra, por grana, lógico, e que quando a quarta expedição apontou no horizonte, fugiu levando sacos de dinheiro. 
E Lula Vila Nova anda acompanhado, agora, de uma Maria Bonita estranha que depois que substituiu o jesuíta, em pouco mais de um mês, apoiou a ditadura sanguinária da Venezuela e agrediu o juiz Sérgio Moro, entre outros absurdos para a líder de um partido político que sobrevive do Estado e o intimida. Ela, Lula, e seus seguidores repetem, sem parar, que Moro persegue Lula. Mas por que o faria? Porque é preciso explicar. Só a ausência absoluta de argumentos pode sugerir que um juiz de direito de um regime democrático persegue um ex-presidente da República. Mas há quem acredite!   
Moro em Salvador, na Bahia, no Nordeste, e Canudos pra mim é sua história, não sua farsa. Se a caravana de Lula Conselheiro e/ou Lula Lampião passar por mim, atiro livros nela. Começando por Os Sertões de Euclides da Cunha.
Outras Trilhas: o Jornal Nacional fez que nem coelho fazendo sexo noticiando que o historiador João José Reis recebeu o Prêmio Machado de Assis na Academia Brasileira de Letras, quinta-feira. A Bahia recebeu milhares de africanos escravizados a partir de 1549. Foi a primeira região da Colônia a recebê-los em massa, e continuou recebendo quando já era proibido. É extraordinário que o historiador dessa memória em Negociação e Conflito: A Resistência Negra no Brasil Escravista (1989), A Morte É Uma Festa (1992), Rebelião Escrava no Brasil (2003), Liberdade Por um Fio (1996, com outros), O alufá Rufino, etc. seja laureado.
Fonte: Coluna "Trilhas", no "Correio"

Funcionamento do Boulevard no feriado da padroeira

Sempre atento às necessidades e visando agradar o público feirense, o Boulevard Shopping informa seus horários especiais de funcionamento durante o próximo feriado.
Nesta quarta-feira, 26, Dia de Senhora Sant'Ana, padroeira da cidade, as lojas abrem das 14 às 20 horas. Ou seja, uma excelente oportunidade para quem quiser comemorar e garantir os presentes do Dia dos Avós, também celebrado na mesma data. A Praça de Alimentação Olney São Paulo funciona das 12 às 21 horas. 
Confira os horários de funcionamento durante o feriado do dia 26:
Lojas - Estarão abertas das 14 às 20 horas 
Praça de Alimentação - Irá funcionar das 12 às 21 horas 
Cinema - Programação normal de exibição
Hiper Bompreço - Estará fechado.

(Com informações da ComunicAtiva Agência de Comunicação)