No Aprisco

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

“O Distrito Federal entregue ao crime. Ou: Os reiterados desastres dos governos petistas na segurança pública. Ou: Máquinas de produzir cadáveres"



Por Reinaldo Azevedo
Os governos petistas são notavelmente incompetentes em várias áreas, mas em nenhuma eles conseguem ser tão ruins como na segurança pública. Atenção! O Distrito Federal tem a renda per capita mais alta do país. O Distrito Federal tem a Polícia Militar mais bem paga do país - salário médio de R$ 4.300. O Distrito Federal tem o maior número de policiais militares por habitante: 1 para cada 168. Não obstante, a região vive um impressionante surto de violência. Os roubos cresceram 22% nos últimos dois anos. Os homicídios, em janeiro, tiveram um aumento de 41% em relação a igual mês de 2013. Desde o fim do ano passado, a PM realiza o que se chama "Operação Tartaruga" - que é, assim, trabalhar com vagar, com moleza. Pedem aumento de salário e mudança no plano e carreira. Os crimes explodiram.
Debaixo do nariz de José Eduardo Cardozo, aquele que gosta de vir dar pitaco na polícia de São Paulo.
Debaixo do nariz de Maria do Rosário, aquela que gosta de emitir notas marotas quando chama de homicídio um suicídio acontecido em São Paulo.
Debaixo do nariz de Dilma Rousseff, aquela que disse esperar explicações sobre suposta ação injustificada da PM de São Paulo - que, na verdade, era a vítima.
Vamos botar números nessa história. Segundo o Anuário de Segurança Pública, o Distrito Federal teve, em 2012, uma taxa de 32,1 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) por 100 mil habitantes, quase três vezes a de São Paulo, que tem menos policiais por habitantes, cuja polícia ganha bem menos e com renda per capita inferior. Os CVLI incluem homicídios dolosos e latrocínios. Sem dúvida, uma polícia bem paga é importante para garantir a segurança pública - mas, sem competência, é inútil. Sem dúvida, uma renda per capita elevada pode contribuir para diminuir certos crimes. Mas, sem competência, é inútil. Sem dúvida, um número maior de policiais é importante para garantir a segurança pública, mas, sem competência, é inútil.
E, está demonstrado, competência, nessa área, o PT não tem. E a prova não está só no Distrito Federal, não. De 2008 a 2012, segundo o mesmo anuário - que é do Ministério da Justiça! -, a taxa de CVLI da Bahia cresceu 30% - de 31,3 por 100 mil habitantes para 40,7. O caso desse estado é mesmo espantoso. Segundo um outro levantamento, o Mapa da Violência, no ano 2000, a Bahia tinha 9,4 homicídios por 100 mil habitantes. Dez anos depois, já havia chegado a 37,7.
Sergipe
O PT governa o Sergipe desde 2007. A taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais saltou de 27 por 100 mil habitantes em 2008 para 40 em 20912. É outro escândalo.
Acre
O PT está no poder no Acre há 15 anos. Os Irmãos Viana e Marina Silva são os donos do pedaço. De 2008 para 2012, conseguiu-se reduzir um pouco a taxa dos CVLI: de 26 para 24,2 - ainda assim, mais do que o dobro da de São Paulo.
"Pô, Reinaldo, que história é essa de ficar o tempo todo comparando com São Paulo? Ora, meus caros, a esmagadora maioria dos "especialistas" ouvidos pela imprensa paulistana quando há questões relativas a segurança pública é do PT ou pertence a aparelhos do PT. O partido tem a ambição de conhecer a área. Por que, então, quando lhe é dado governar, consegue implementar uma política que produz o dobro, o triplo e até o quádruplo de cadáveres?
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, Tarso Genro assumiu o poder com uma taxa de CVLI de 17 por 100 mil. Em 2011, ela passou para 17,5 e saltou para 19,8 em 2012. Não tenho os dados de 2013.
Piauí
PT e PSB dividem o governo do Piauí desde 2003. A taxa de CVLI saltou de 9,9 por 100 mil em 2008 para 16,4 em 2012 - e, ainda assim, o anuário inclui o estado entre aqueles cujos dados são de confiabilidade apenas média. Deve ser mais do que isso.
Encerro
A taxa de homicídios dolosos do Estado de São Paulo em 2010 foi de 10,5 por 100 mil. Deve ser a mais baixa do país. Não obstante, a polícia do estado é a que mais apanha do PT - claro! -, das ongs, dos "advogados ativistas", do governo federal e também da imprensa.
Se a taxa de homicídios do Brasil fosse igual à de São Paulo, salvar-se-iam por ano perto de 30 mil vidas. Em breve, virá a campanha eleitoral, e o petista Alexandre Padilha tentará dar aula aos paulistas de segurança pública. Vai ver pretende pôr em prática as lições que aprendeu com Agnelo Queiroz, no Distrito Federal, e Jaques Wagner, na Bahia, entre outros especialistas… Dá para tremer só de pensar.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

CineFacom comemora aniversário com festa e mostra retrospectiva de Edgard Navarro




Em comemoração de um ano, o  projeto Cinefacom exibe quatro filmes de Edgard Navarro, trazendo também projeção de vídeos e muita música para a  Faculdade de Comunicação da Ufba


O aniversário de um ano do CineFacom – Mostra Audiovisual dos Estudantes da Ufba - será comemorado em grande estilo no dia 12 de fevereiro, às 19 horas, na Faculdade de Comunicação, com entrada gratuita. A Mostra Especial Edgard Navarro: Do Superoito ao Superoutro fará a abertura da noite com a exibição de quatro filmes do cineasta baiano: "O Rei do Cagaço" (1977), "Exposed" (1978), "Lin e Katazan" (1979), e "Superoutro" (1989). A noite segue com um bate-papo descontraído com Edgard Navarro, mediado por José Francisco Serafim, professor-tutor do projeto, projeção de vídeos pelo coletivo KVEM (Coletivo de Vídeo Experimental), dj Berg Benoni, venda de acarajé e bebidas, dentre outras novidades.
Desde o seu surgimento, o Cinefacom já realizou a exibição gratuita de 65 filmes, sendo 51 deles realizados por estudantes da Ufba, movimentando um público de aproximadamente 700 pessoas, dentre as 16 edições realizadas. O projeto conta com o apoio da Ufba, através do edital Proext/ Eventos 2013 e vem se consolidando como um espaço permanente e popular de cinema e audiovisual, bem como de circulação da produção fílmica universitária.
Diretor
Edgard Navarro nasceu em Salvador no ano de 1949. Graduou-se em engenharia e artes cênicas. Iniciou-se no cinema através do Super 8 mm, com a realização de diversos curtas premiados em festivais da categoria. Estreia em 1976, com o curta Alice no país das mil novilhas, em 1977 lança O Rei do Cagaço, polêmico vencedor do Festival de Super-8 de Recife e em 1978 o filme Exposed, também feito em Super-8. Seus filmes desta fase trazem a marca da irreverência e de um humor iconoclasta, cáustico e provocativo. Em 1985, realizou Lin e Katazan, ganhador de melhor filme, melhor montagem e melhor ator (Inaldo Santana) no Festival de Brasília/86. Em 1987/88, realizou Superoutro, média metragem que ganha no Festival de Gramado/89 os títulos de melhor filme, melhor direção e melhor ator (Bertrand Duarte). Em 2002/05 realizou Eu Me Lembro, seu primeiro longa metragem, premiado no Festival de Brasília com melhor filme (Júri Oficial e da Crítica); Melhor Roteiro; Melhor Direção; Melhor Atriz (Arly Arnaud); Melhor Atriz Coadjuvante (Valderez Freitas Teixeira) e Melhor Ator Coadjuvante (Fernando Neves). Seu último filme produzido - O Homem Que Não Dormia - foi lançado em 2011, segundo longa metragem, merecedor dos prêmios de Crítica de Melhor Direção no Festival Sesc Melhores Filmes 2012.
(Com informações de Camila Brito)

Reclame do passado


Nova tarifa para táxis


Através do Decreto nº 9.163, assinado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, publicado na edição desta sexta-feira, 31,do jornal "Folha do Norte", ficam estabelecidos valores para cobrança de tarifa no Serviço de Transporte Individual de Passageiros, tipo táxi.
Para bandeira inicial, R$ 4,00; para o quilômetro rodado, R$ 2,95 (Bandeira 1); e R$ 3,60 (Bandeira 2); para a hora parada, R$ 23,00.
Os concessionários devem aferir seus taxímetros em até 30 dias, como requisito essencial para a vigência dos novos valores.
Fonte: Página Oficial do Prefeito José Ronaldo no Facebook

Novos cursos de Música no Seminário Teológico Batista do Nordeste


O Seminário Teológico Batista do Nordeste (STBNE), divulgando a abertura de novos cursos de Música. São várias oportunidades de formação em Música, que vão desde as Oficinas de Instrumento e Canto Popular ao Curso Livre de Música Sacra, todos os cursos com professores capacitados e metodologia atualizada.
Além dos cursos oferecidos, o aluno poderá dispor de toda a estrutura física que o STBNE oferece: Biblioteca, Centro Digital, Ambiente de Aprendizagem Virtual, Sala de Música, acomodações para estudantes de outras cidades etc.
Breve descrição dos Cursos oferecidos:
O Curso Livre de Música Sacra - tem como público-alvo: ministros de Música, líderes de louvor, músicos, instrumentistas, cantores, professores de crianças, líderes da Igreja. O aluno poderá cursar módulos específicos (semestrais), ou todo o curso em três anos;
As Oficinas - com a duração de um ano, suas turmas são formadas por faixa etária: crianças (a partir de nove anos),  adolescentes, jovens e  adultos. Oficinas oferecidas: teclado, violão, flauta-doce, canto popular e  musicalização (teoria e percepção);
Para a Terceira Idade o Projeto "Coral Ativ'Idade" – musicalização e técnica vocal através do Canto Coral (curso gratuito).
Maiores informações e detalhamento dos cursos no site: www.stbne.org.br
(Com informações de Rosa Eugênia Vilas Boas, coordenadora do Curso de Música do STBNE)




“Lula, o maior ator do Brasil, prega a paz na Internet enquanto a sua turma prepara a guerra"


Por Reinaldo Azevedo
Luiz Inácio Lula da Silva é o maior ator do Brasil, e não é de hoje que lhe reconheço essa qualidade, entre outras. E, destaco, ele vai melhorando com o tempo, conferindo sempre mais verossimilhança à sua fala. Por mais avesso que a gente seja ao PT e à sua pregação, há a tentação de considerar que Lula está sendo sincero.
O chefão do PT gravou um vídeo que foi postado em sua página no Facebook e está no Youtube. Lula fala sobre o papel da Internet na educação política. Quase não há reparos a fazer a seu texto, exceção feita à parte final, quando comenta o papel da imprensa. Ele e o PT ainda não entenderam qual é a função do jornalismo. Mas não chega a ser, nesse caso, um pecado mortal. Péssimas são as tentativas dos petistas de censurar a imprensa, mas isso não está caracterizado nesse vídeo. Vejam.
Lula fala sobre internet e redes sociais


 
Destaco trechos de sua fala. Volto em seguida:
"Eu sou favorável a responsabilizar as pessoas que usam a Internet porque eu tenho liberdade de pegar uma estrada e fazer uma viagem com minha família, mas se eu for irresponsável, eu posso matar alguém ou posso morrer".
"Quanto mais a gente trabalhar no sentido de falar coisas positivas, mesmo quando você critica, criticar com fundamento, e não ficar fazendo o jogo rasteiro da calúnia ou do baixo nível… Quando você calunia, você não politiza, você não ensina, você não produz um fruto".
"Eu acho que a Internet é uma arvore que pode produzir frutos novos todo santo dia se a gente tiver, ao sentar na frente de um computador, interesse de que alguém aprenda algo mais nesse país ou nesse mundo".
"Eu, sempre que puder utilizar a Internet para passar uma mensagem que seja uma coisa positiva, uma coisa verdadeira, eu utilizarei. Jamais usarei a Internet para fazer uma calúnia contra quem quer que seja".
Retomo
O vídeo vem a público dois dias depois de o PT anunciar que vai se articular com os movimentos sociais para… pautar a Internet e, como eles dizem, enfrentar os conservadores. Notem: a concepção é autoritária desde a origem, desde o princípio. Os movimentos sociais, por definição, não deveriam ter partido, certo? O que une aquelas pessoas, até onde se sabe, não é um partido, mas uma reivindicação.
Há mais: os petistas já criaram um grupo chamado "MAV" - Mobilização de Ambientes Virtuais. Como já afirmei aqui, trata-se de uma espécie de polícia política da Internet. Essa gente fica monitorando as redes sociais para "combater" seus adversários. Também invade as páginas pessoais de algumas pessoas conhecidas para patrulhar a sua opinião, desqualificá-las no caso de alguma discordância, intimidá-las. Sei do que falo porque a área de comentários deste blog enfrenta essa forma de assédio.
Ainda não é a pior parte. Todo mundo sabe que, por meio de publicidade da administração direta e de estatais, os petistas mantêm uma rede de blogs - que acabou ficando conhecida como "blogs sujos" - que têm como tarefa principal atacar figuras da oposição e a imprensa independente, além, claro!, de defender o governo.
E onde ficam esses limites de que fala Lula? Ora… Trata-se de um espetáculo grotesco de baixarias, vigarices, mentiras. Não faz tempo, um dos blogs da turma associou a imagem do ministro Joaquim Barbosa à de um macaco. LULA, PESSOALMENTE, TENTOU JOGAR NO COLO DA OPOSIÇÃO A COCAÍNA APREENDIDA NO HELICÓPTERO de um deputado e de um senador. Imediatamente a rede suja passou a replicar a baixaria, embora a Polícia Federal tivesse descartado o envolvimento dos próprios políticos com a droga. Isso tudo está documentado.
Quando, no entanto, a gente vê e ouve Lula no vídeo, é grande a tentação de considerá-lo uma espécie de líder moral, a dizer coisas sensatas. A campanha vêm aí. E teremos, mais uma vez, a chance de ver do que são capazes.
Imprensa
Sobre a imprensa propriamente, Lula afirmou:
"Não é que eu quero que todo mundo fale bem do governo; a mensagem é que eu quero que todo mundo seja verdadeiro, seja para criticar, seja para apoiar o governo".
"Está acontecendo muita coisa boa nesse país. Eu, às vezes, fico triste porque eu vejo televisão; começa de manhã, seis e quinze da manhã, eu estou vendo televisão, o cara já fala assalto não sei onde, morte não sei onde, batida não sei onde, eu fico pensando: 'Será que não nasceu uma criança hoje no Brasil; será que ninguém foi bem atendido em algum lugar; será que não uma coisa boa pra gente mostrar sempre os dois lados da moeda'?"
Vamos ver
Trata-se de um apanhado de bobagens. Pra começo de conversa, existem mais instâncias de opinião que não as favoráveis e as críticas ao governo. Essa fala de Lula traduz a sua mentalidade estatizante, governo-dependente, própria de um partido que aparelhou o Estado.
De resto, sempre que a imprensa tem uma "boa notícia", esta merece o devido destaque. Lula não sabe, ou finge não saber, que a imprensa é um dos instrumentos de que dispõe a sociedade para apontar o que não vai bem, para tentar corrigir problemas, daí sua aparente inclinação para a má notícia.
Eu proponho outra questão a este senhor: que tal se a propaganda oficial do governo começar a revelar também os problemas para mostrar os dois lados? Que tal se isso fosse feito inclusive nos pronunciamentos oficiais? Assim, nesta quarta, em vez de apenas cantar as suas supostas glórias, o ministro Alexandre Padilha teria se desculpado pelos 41 mil leitos do SUS que desapareceram entre 2005 e 2012.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

"PT pressiona, Dilma cede e entrega a cabeça de Helena Chagas; substituto é mais afinado com Franklin Martins. 'Blogs sujos' esperam agora ter mais dinheiro'




 Por Reinaldo Azevedo  

A presidente Dilma Rousseff deu início à reforma ministerial que consolidará o apoio partidário ao projeto da reeleição, mas, por enquanto, mexeu apenas em postos do PT, deixando em aberto a substituição dos ministros dos partidos aliados que disputarão as eleições. Foram oficializadas nesta quinta-feira mudanças na Casa Civil, na Educação e na Saúde. Dilma também fará mudança na Secretaria de Comunicação Social (Secom) para dar uma postura mais agressiva ao setor no ano eleitoral, como defende o PT. Essa troca não estava prevista para este momento, mas a ministra Helena Chagas, surpreendida pelo vazamento da notícia, entregou a carta de demissão nesta quinta-feira à tarde. Sua saída foi motivada por pressões do PT e, mais recentemente, pelo desgaste da falta de transparência com a agenda da presidente Dilma na polêmica "escala técnica" da comitiva presidencial em Lisboa, sábado passado. 
O porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, vai substituir Helena, mas a oficialização dessa mudança só deve ocorrer nesta sexta-feira. A avaliação é que Traumann tem perfil mais agressivo e mais afinado com o ex-ministro Franklin Martins, que vai coordenar a área de comunicação da campanha de Dilma. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que já estava trabalhando no Planalto, foi confirmado na Casa Civil, no lugar de Gleisi Hoffmann. Pré-candidata ao governo do Paraná, Gleisi reassumirá sua vaga no Senado. O secretário executivo do MEC, José Henrique Paim, será o substituto de Mercadante. O secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, Arthur Chioro, assumirá a vaga de Alexandre Padilha, que deixará a Esplanada para disputar o governo de SP.
A manhã no Planalto começou agitada. Helena foi surpreendida com a informação de sua saída do governo, publicada na edição desta quinta-feira do jornal "Folha de S. Paulo", e ligou para a presidente. Tão logo chegou ao Planalto, Dilma chamou Helena ao seu gabinete e negou que tenha autorizado o vazamento da decisão. Pediu que a ministra não confirmasse a saída e ficasse no cargo até a formalização da mudança.
A ministra ficou irritada com o vazamento, e coube a Mercadante apagar o incêndio no segundo andar do Planalto. Mesmo demissionária, ela cumpriu agenda. Entre um compromisso e outro, comentou com assessores que foi deselegante o vazamento da mudança na Secom. A avaliação de setores do Planalto é que o episódio de Portugal não foi decisivo para a substituição. Outro grupo, no entanto, considerou-o a gota d'água.
As polêmicas em torno da viagem a Portugal se deram não só pelo gasto com hotéis de luxo para mais de 40 pessoas ficarem em Lisboa por menos de 24 horas, mas também pela postura da Presidência de manter em sigilo a agenda da presidente em Portugal, só tornando-a pública no dia seguinte, domingo, depois que foi revelada pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Em novembro do ano passado, em meio a críticas do PT à sua atuação, Helena colocou o cargo à disposição. Ela esperava deixar o governo na reforma ministerial, mas Dilma não lhe confirmou essa decisão. A ministra não irá para a campanha da presidente e deverá cumprir quarentena, como prevê a legislação.
Em uma das reuniões do presidente do PT, Rui Falcão, com a bancada e integrantes do Diretório Nacional, para discutir saídas para a crise depois das manifestações de junho, houve um debate sobre pontos fracos na equipe ministerial, com críticas à comunicação do governo e da presidente. A reclamação era em relação à pequena margem de financiamento dos chamados "blogs sujos", que fazem o enfrentamento com a mídia tradicional e atacam a oposição.
"A comunicação do governo é uma porcaria! O governo não tem a estratégia de comunicação nas redes sociais. O Lula mantinha uma canalização de recursos para alguns blogs, mas a Dilma cortou tudo", reclamou naquela reunião o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PR), segundo petistas presentes. Na época, Vargas desmentiu as críticas, mas nesta quinta-feira, diante da notícia da saída de Helena Chagas, disse ao GLOBO: "Não gosto dela. A Helena foi pro pau! Beleza".
(…)
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

Filmes em Exibição no Orient Cineplace



Período de 31 de janeiro a 6 de fevereiro
 CONTINUAÇÕES
FROZEN - UMA AVENTURA CONGELANTE (Frozen), de Chris Buck e Jennifer Lee, 2013. Animação. Quando uma profecia aprisiona um reino em um inverno eterno, Anna, uma jovem destemida, junta-se ao ousado homem da montanha Kristoff  e seu parceiro, a rena Sven, em uma épica jornada para encontrar Elsa, a irmã de Anna, a Snow Queen, e acabar com seu feitiço gelado. Encontrando místicos trolls, um boneco de neve extraordinário e engraçado chamado Olaf, condições climáticas extremas como as do Everest e magia a cada passo, Anna e Kristoff lutam contra os elementos em uma corrida para salvar o reino da destruição. Cópia dublada. Em quinta semana. Cópia dublada. Classificação: Livre. Duração: 108 minutos. Horários: 13h50, 16h10 e 18h30. Sala 1 (243 lugares).
ATIVIDADE PARANORMAL 5: MARCADOS PELO MAL (Paranormal Activity: The Marked Ones), de Christopher Landon, 2013. Com Carlos Prattse Richard Cabral. Terror. Um adolescente latino do subúrbio de Los Angeles acorda com uma estranha marca em seu corpo e começa a ser perseguido por forças misteriosas, enquanto sua família e amigos tentam salvá-lo. Em quarta semana. Cópia dublada. Não recomendado para menores de 16 anos. Duração: 84 minutos. Horário: 21 horas. Sala 1.
ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 2 , de Roberto Santucci, 2013. Com Leandro Hassum, Camila Morgado e Jerry Lewis. Comédia. Tino volta a passar dificuldades financeiras ao lado da esposa Jane e dos filhos depois de perder a fortuna que ganhou na loteria. O que eles não esperavam é que um tio fosse deixar uma herança de R$ 100 milhões ao morrer. Como último desejo, o ricaço exige que suas cinzas sejam jogadas no Grand Canyon, nos Estados Unidos. É então que Tino e a família resolvem dar uma passada em Las Vegas. Em sexta semana. Não recomendado para menores de 12 anos. Duração: 102 minutos. Horários: 14 horas, 16h20, 18h40 e 21 horas. Sala 2 (160 lugares).
MUITA CALMA NESSA HORA 2, de Felipe Joffily, 2013. Com Gianne Albertoni, Andréia Horta, Fernanda Souza, Bruno Mazzeo e Marcelo Adnet. Comédia. Mari, Tita, Aninha e Estrella voltam a se encontrar, três anos após suas aventuras em Búzios, agora no Rio de Janeiro. Em terceira semana. Não recomendado para menores de 12 anos. Duração: 90 minutos. Horários: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20. Sala 3 (167 lugares)
FRANKENSTEIN ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS (I, Frankenstein), de Stuart Beattie, 2013. Com Aaron Eckhart, Yvonne Strahovski e Miranda Otto. Terror.  O monstro de Frankenstein, Adam, sobreviveu até os dias atuais. Agora o mesmo busca encontrar o próprio caminho, na obscura cidade de Darkhaven. O lugar é habitado por anjos, demônios, vampiros, lobisomens e outros monstros. Adam irá por fim, se envolver em uma guerra entre dois clãs imortais. A guerra acontece nas sombras, mas ele está disposto a encontrar sua própria luz. Em segunda semana. Cópia dublada. Não recomendável para menores de 12 anos. Duração: 99 minutos. Horários: 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 e 21h30. Sala 4 (264 lugares)
ENDEREÇO E TELEFONES
Orient Cineplace - Multiplex do Boulevard Shopping, telefax 3225-3185 e telefone 3610-1515 para saber informações sobre programas e horários.
(Com informações do Departamento de Marketing de Orient Cinemas)

"Entrevista em Havana adverte: chegou a hora da escala técnica numa oficina especializada em neurônios avariados"



Por Augusto Nunes
Entrevista coletiva de Dilma Rousseff em Havana


"A senhora está engasgada com as notícias sobre a sua estada em Lisboa?", quis saber uma jornalista quase no fim da entrevista coletiva em Havana. Confiram a resposta de Dilma Rousseff, publicada no Portal do Planalto e abaixo reproduzida sem correções nem retoques:
Olha, eu vou te falar, viu? Eu acho fantástico. Vou te falar o que é que eu acho fantástico. Eu fui pra Zurique, e pra Davos. E tinha uma estrutura em Zurique e Davos. E não comparem o gasto em Zurique, ou na Suíça, com o gasto em Portugal. Tá certo? Não vamos comparar. Agora, interessante é que foram procurar meu gasto lá em Portugal, e não em Zurique.
A minha estrutura, aliás, até vocês lembram, houve aquela crítica violenta ao "aeroLula", vocês lembram disso? Bom, o avião chamado "aeroLula", ele não tem autonomia de voo, ao contrário dos aviões do México e de outros países, da Argentina, é, aqui você vai achar vários aviões com maior autonomia que a minha. Eu, pra ir,  faço uma escala. Para voltar, eu faço duas, para voltar pro Brasil. Neste caso agora nós tínhamos uma discussão. Eu tinha que sair de Zurique, podia ir para Boston, ou pra Boston, até porque… vocês vão perguntar, mas é mais longe? Não é não, a Terra é curva, viu?
De Zurique eu ia para Boston, para Pensilvânia, ou para Washington. Acontece, como vocês sabem, tinha, podia ter, podia, não se sabia se confirmaria ou se não confirmaria. Tinha um problema forte lá por causa das nevascas. Então a Aeronáutica montou uma outra alternativa. Eu cheguei. Qual é essa outra alternativa? Eu fui para Lisboa com a equipe que estava comigo em Zurique e Davos. Tá? E lembra bem, hein? Tem uma parte da equipe que faz mais escalas do que eu, porque o meu é um airbus-319. O deles é um avião do Escav, o avião reserva, ele tem menos autonomia de voo ainda do que o meu. Bom, então saí de Zurique, pousei na… em Lisboa às 5h30 da tarde, e fui embora às 9 horas da manhã. Quem anunciou que eu estava passando um fim de semana em Lisboa não sabe fazer a conta. Eu dormi em Lisboa.
No que se refere a restaurante, eu quero avisar pra vocês o seguinte: é exigência de todos, para todos os ministros, eu só faço exigência que eu também exijo de mim, que quem jantar ou almoçar comigo, pague a sua conta. Já houve casos chatos no dia do meu aniversário porque a conta foi um pouquinho alta e tinha gente – que eu não vou dizer quem - que estava acostumado que seria um pagamento do governo. No meu aniversário eu paguei a minha parte, porque é assim que eu lido com isso. Então, não vem… eu posso escolher o restaurante que for, desde que eu pague a minha conta. Eu pago a minha conta, pode ter certeza disso.
Pode olhar em todos os restaurantes que eu estive, em alguns causando constrangimento porque fica esquisito uma presidente e uma porção de ministros fazendo aquela conta: "é quanto para cada um? Soma aí, deu quanto?" E com calculadora. Tem gente que acha estranho. Eu acho que isso é extremamente democrático e republicano. Não tem… Não, só um pouquinho. Não tem a menor condição de, alguma vez, eu usar cartão corporativo. Não fiz isso. Até, no meu caso, está previsto para mim cartão corporativo, mas eu não faço isso porque eu considero que é de todo oportuno que eu dê exemplo, diferenciando o que é consumo privado do que é consumo público. Então, podem ter certeza disso.
Nenhum jornalista se atreveu a perguntar como foram pagas as contas dos hotéis. Ninguém pediu à entrevistada que justificasse o sigilo que encobre desde maio de 2013 a gastança com viagens presidenciais. O palavrório só serviu para escurecer o que estava cinzento. Por isso mesmo, deixou claro que  chegou a hora da escala técnica numa oficina especializada em reparar neurônios solitários. Pelo andar da carruagem, daqui a pouco até Dilma Rousseff vai ficar perplexa com o que diz a presidente da República.
Fonte: "História em Imagens"

 

"Além de bacalhau & vinho"

Por Sandro Vaia

Então ficamos assim: a presidente come o que quiser, no restaurante que quiser, porque ela paga a conta. E pronto.
A comitiva dela pode sair da Suíça e ir para Cuba com uma ligeira paradinha em Lisboa porque o avião não tem autonomia de voo e precisava abastecer.
Enquanto o avião abastece e a comitiva presidencial tem todo direito de alugar as suítes que quiser, no hotel que quiser, pagar as diárias que quiser.
Enfim, a comitiva presidencial tem o direito de fazer o que quiser, inclusive o de mentir e de dizer que a escala foi improvisada, embora o governo português jure que tinha sido informado dois dias antes.
A oposição, como não podia deixar de ser, fez praça de mais essa vistosa aventura governamental, e encaminhou um pedido à Procuradoria Geral da República para que a escala fosse investigada.
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República não se sente habilitada a investigar essa tal de escala secreta - tão secreta que até as fotos do chef do restaurante lisboeta com a presidente foram publicadas em todos os jornais - e daqui a alguns dias ninguém lembra mais de nada.
No Brasil há uma extraordinária vocação para magnificar a banalidade ao mesmo tempo em que se banaliza aquilo que talvez devesse se magnificar.
Enquanto se discute se a escala foi secreta ou não, se a presidente pagou ou não pagou a conta do restaurante, se as diárias do hotel foram ou não abusivas, a presidente chegou tranquilamente a Cuba, entregou o porto novo financiado com dinheiro brasileiro, e posou para fotos carinhosas com o vovô ditador aposentado mais longevo do planeta.
Já que se trata, aparentemente, de exigir um pouco mais de transparência, talvez fosse mais útil, em vez de pedir à PGR que investigue a escala do avião, o menu do restaurante, as diárias do hotel e quem pagou a conta, que a oposição conseguisse explicações claras sobre as condições de financiamento do porto de Mariel, sobre o projeto da Zona Especial de Comércio que o governo cubano pretende implantar lá, e quais vantagens o Brasil pretende tirar disso.
O governo poderia aproveitar também para deixar claro porque o dinheiro que está sendo gasto lá não é o mesmo que faz falta na melhoria da nossa infraestrutura portuária, rodoviária e aeroviária. Se não é falta de dinheiro, é falta do que? De vontade? De competência?
E já que se trata de deixar as coisas claras, porque não aproveitar para pedir explicações também sobre os detalhes do contrato de prestação de serviços que o Brasil assinou com Cuba para a importação da mão de obra de médicos, e se as leis trabalhistas do País estão ou não sendo desrespeitadas por ele.
Enfim, saber que Dilma paga as suas próprias contas no restaurante pode ser muito tranquilizador, mas as preocupações da oposição e do País deveriam ir muito além da conta do bacalhau e do vinho.
Sandro Vaia é jornalista.
Fonte: "Blog do Noblat"

Brasil e Cuba


Cinco filmes antigos sobre pintores


"Rembrandt" (Rembrandt), de Alexander Korda, 1936. O pintor holandês Rembrandt Van Rijin (1606-1669) é interpretado por Charles Laughton.
"Moulin Rouge" (Moulin Rouge), de John Huston, 1952, com Mel Ferrer fazendo o pintor Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), pequenino e com os pés defeituosos, presente no famoso cabaré francês que titula o filme, onde desenhava as dançarinas, que se tornaram tema de sua obra.
"Sede de Viver" (Lust For Life), de Vincente Minnelli, 1956, com Kirk Douglas (Foto: Reprodução) como o mestre impressionista Vincent Van Gogh (1853-1890), dividido entre sua genialidade e a mente atormentada. Anthony Quinn contracena como o pintor Paul Gauguin (1848-1903).
"A Maja Desnuda" (The Naked Maja), de Henry Koster, 1956, com Anthony Franciosa no papel do pintor Francisco Jose de Goya, que pintou a duquesa de Alba nua (Ava Gardner).
"Agonia e Êxtase" (The Agony and the Ecstasy), de Carol Reed, 1965, com Charlton Heston como o escultor e pintor Michelangelo Buonarroti (1475-1564).

"Pensando bem..."



…se as olheiras de Dilma arderam, depois daquela foto no restaurante em Portugal, quem acabou fritada foi a ministra Helena Chagas.
Fonte: Cláudio Humberto

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Charge do Sponholz




"Culpa do fotógrafo"



O Planalto esclareceu ontem que não decorrem de acidente ou cirurgia plástica os olhos roxos da Dilma, fotografados em Lisboa pelo jornal Expresso. É que ela não teve tempo de se maquiar, diz a assessoria, que atribui o flagrante ao "mau posicionamento do fotógrafo". Ah, bom.
Fonte: Cláudio Humberto

Oh, coitadinha da cultura de Feira de Santana. O governo petista mantém fechado o Museu Regional de Arte


Mulata de Di Cavalcanti não é vista há cerca de três anos
Foto: Arquivo

O Museu Regional de Arte, órgão da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que tem em seu inventário obras que compõem um acervo que encanta pela qualidade, pelo valor histórico e lucidez dos que se lançaram na aventura de trazer para Feira de Santana no distante ano da de 1967, há 46 anos, tão significativo patrimônio, continua fechado.
O importante patrimônio não vem tendo a devida atenção da gestão petista.
O Museu Regional de Arte está fechado desde que o artista plástico e professor Gil Mário Menezes foi afastado da direção pela administração petista, depois de 16 anos de profícua e significativa atuação.
O espaço está artisticamente morto, sem nenhuma exposição realizada, sem nenhuma possibilidade de visitação ao rico acervo de obras. O Museu Regional de Arte está fechado há mais de dois anos.
Acervo 
No acervo original do Museu, 114 obras documentadas, incluindo a Coleção Inglesa.
Com inventário museológico, dentro de critérios técnicos, realizado na gestão do diretor Gil Mário Menezes, a identificação de 286 peças, incluindo as incorporadas e elencadas mais recentemente. O Museu é reconhecido pelo Conselho Internacional de Museus.
Referência para a cidade
Fundado em 26 de março de 1967, o Museu Regional de Feira de Santana, como era então denominado, influenciou várias gerações de artistas locais, transformando-se em uma referência para a cidade, sobretudo pela possibilidade de diálogo com a produção plástica do século XX.
A presença da vanguarda inglesa entre gibões e malas de couro (parte do acervo representava a cultura popular da região), embora pouco compreendida pela maioria, sempre foi motivo de orgulho para o feirense.
Em 1951, Feira de Santana conhecia a primeira exposição de Arte Moderna, organizada pelo intelectual Dival Pitombo e pelo artista Raimundo de Oliveira. No início de 1960, começava a descobrir trabalhos de artistas como Juraci Dórea, Aderbal Moura e Carlo Barbosa. A criação do Museu Regional o marco fundamental para colocar Feira de Santana no circuito das artes plásticas brasileiras. 
As coleções
Transferido para o Cuca em 1995, o equipamento passou a ser denominado Museu Regional de Arte, desmembrando o acervo - a parte regional foi para a Casa do Sertão, no campus da Uefs -, dedicado apenas às artes visuais.
O atual acervo do Museu - que há mais de dois anos não pode ser visto, nem se tem conhecimento de como está sendo tratado - é composto de cinco coleções. A primeira reúne quase três dezenas de quadros dos mais representativos artistas plásticos ingleses do século XX. O conjunto, homogêneo e harmonioso, resultou dos contatos de Assis Chateaubriand na Inglaterra, onde foi embaixador. A segunda coleção é também dedicada à pintura, com trabalhos de artistas brasileiros de variadas tendências. Já a terceira é voltada para o desenho e a gravura. Pouco numerosa, mas não menos importante é a quarta coleção, dedicada à escultura. A quinta coleção, que estava em formação, é composta por artistas feirenses que se destacaram a partir de meados da década de 70, como é o caso de César Romero, Graça Ramos, Gil Mário, Pedro Roberto, dentre outros.
História
O Museu tem 46 anos de fundado. Foi inaugurado em 26 de março de 1967, como Museu Regional, com um acervo de cerca de 100 trabalhos, o Museu Regional de Arte desenvolveu seu papel com a participação de abnegados dirigentes.
Segundo o artista plástico Gil Mário, "existe uma grande polêmica sobre a criação do MRA e seus benfeitores. Acredito que duas versões se completam: a descrição do professor Joselito Falcão de Amorim (prefeito da época de sua inauguração) e remanescentes de intelectuais feirenses que antecederam a inauguração".
Ele conta que segundo o professor Amorim, "os esforços de Odorico Tavares, diretor dos Diários Associados na Bahia, de Alaor Coutinho, secretário da Educação e Cultura do Estado da Bahia e o apoio inconteste de Assis Chateaubriand, diretor proprietário dos Diários Associados, doando ou incentivando a doação de 80% do acervo primário desse Museu, além do governador Lomanto Junior, propiciaram essa realidade".
Diz mais que "Chateaubriand que voltava da Inglaterra onde exerceu a função de embaixador brasileiro veio com idéia de fundar museus no Nordeste, sua região de nascimento: chegou a realizar este sonho na Paraíba, em Campina Grande, criando o Museu Assis Chateaubriand, em Pernambuco criou o Museu de Arte Contemporânea na cidade de Olinda. Só faltava o de Feira de Santana na Bahia".
"Coordenados por Joselito Amorim que já tinha promulgado a Lei 516 de 06/01/1967 criando o setor de documentação (Arquivo Público Municipal), então era o momento do registro visual. Com isso, artistas e intelectuais como Jorge Amado, Wilson Lins, Godofredo Filho, o livreiro Dermeval Chaves, entre outros, envolveram-se nesse projeto", prossegue.
A outra versão, segundo Gil Mário, "tratava da idéia de um Museu que registrasse o 'Ciclo do Couro', período que Feira evoluía em função do comércio do gado e o artista era um mero artesão decorando e criando talhas, moringas, selas e arreios, redes, carros-de-bois, carroças, utensílios da casa de farinha entre muitos outros objetos da sobrevivência. Aí o defensor era Eurico Alves Boaventura um amante da cidade com todo seu envolvimento de entroncamento rodoviário e comercial do país. Daí a inclusão do nome 'Regional', ficando o acervo no prédio da antiga Escola Normal (de 1916), apenas as coleções de Arte Moderna, mais notadamente os movimentos da Semana de 1922 até os pós-modernistas baianos, artistas que representam nosso Estado até 2008".
Dival Pitombo foi o primeiro diretor até seu falecimento em 1989. Os gerentes de museu que sucederam Dival foram: Franklin Machado, Antônio Barreto, José Raymundo Rocha e Gil Mário Menezes, que foi curador até agosto de 2011. Atualmente, o diretor é o historiador Aldo José Morais Silva.
O Museu Regional de Arte tem exemplares dos principais movimentos culturais brasileiros desde 1922 até 2010, além da importante coleção inglesa.