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No Orient Cineplace

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13h20 - 15h50 - 16h30 - 18h20 - 19 - 21h30 (Dub) - 20h50 (Leg)

Rede Orient - 14 de dezembro

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Orient Cineplace Boulevard - 15 - 18 (Dub) - 21 (Leg)

domingo, 31 de outubro de 2010

"Qual o futuro da oposição? Sair do armário. Ou não tem futuro"

De Reinaldo Azevedo
Começo este texto pela ressalva: qualquer comentário que não leve em conta a truculência oficial no processo eleitoral será sempre manco. Nunca se viu uso tão descarado da máquina pública em favor de uma candidatura. O desassombro com que o presidente Lula renunciou a qualquer resquício de decoro, à tal liturgia do cargo, para se entregar ao bate-boca eleitoral é certamente inédito. Nunca se viu uma agenda administrativa tão colada à agenda eleitoral e partidária. Até mesmo o anúncio de uma possível nova reserva gigante de petróleo no pré-sal - que pode conter “x” bilhões de barris ou “5x” - se fez de acordo com as exigências do calendário político: dois dias antes da eleição. E assim se fez quando a peça da resistência da campanha eleitoral petista era justamente a suposta, porque falsa, intenção dos tucanos de privatizar a Petrobras e o pré-sal. A ressalva se estende por mais um parágrafo ainda, antes que retome o fio da primeira linha.
Nunca antes nestepaiz se viu tanta sujeira numa campanha. Já na largada, descobriu-se um verdadeiro bunker montado em Brasília destinado à produção de dossiês. Constatou-se, o que endossou as acusações de Serra, que o sigilo fiscal de tucanos e de familiares do candidato havia sido violado. Em todos os casos, as digitais do petismo se fizeram presentes. No bate-boca eleitoral, atribuiu-se, com a colaboração de setores da imprensa - o que é fabuloso -, o jogo bruto à vítima. Isso também é inédito. Feitas as ressalvas, retomemos o fio.
Há pelo menos oito anos, esta que se chama hoje oposição é refém da narrativa que o PT inventou para ela. As três campanhas eleitorais tucanas - 2002, 2006 e 2010 - mostraram-se incapazes de responder à vaga de desqualificação do petismo. Nem mesmo se pode dizer que consegue ser apenas reativa porque nem a isso chega. Ao contrário até: faz um enorme esforço para mudar de assunto. E a estratégia tem falhado reiteradamente. Disputou com candidatos ruins? De jeito nenhum! José Serra e Geraldo Alckmin eram personagens eleitoralmente viáveis. O problema é de outra natureza. Parece haver um erro básico de leitura da realidade.
Tenho pra mim que há três eleições pelo menos os tucanos se tornaram reféns também de pesquisas qualitativas: em 2002, o fantasma era a “impopularidade” de FHC, o que fez com que a campanha da oposição tentasse se descolar do governo - governo que tinha, sim, passado pela crise energética em 2001, mas que reunia méritos gigantescos, muitos deles então frescos na cabeça do eleitor. Mas as pesquisas diziam: “Não toquem no nome de FHC pelo amor de Deus!”. E o governo que havia estabilizado a economia, domado a inflação, tirado muitos milhões da miséria, inaugurado os programas sociais que viraram o Bolsa Família, bem, aquele governo parecia um anátema.
Em 2006, com Geraldo Alckmin candidato, o PSDB insistiu no mesmo erro básico - medo de sua história. Às mistificações do lulo-petismo, respondeu com o que chamo “maximização do mínimalismo administrativista”, erro, entendo, reiterado desta vez. O fantasma da privatização, brandido de novo pelo petismo, é um bom emblema. O marketing tucano caiu duas vezes no mesmo truque, tropeçou duas vezes na mesma pedra, permitiu que João Santana risse duas vezes da mesma piada.
Ora, é falso, mentiroso, mistificação barata, sustentar duas coisas, a saber: a) que a concessão de áreas para a exploração de petróleo seja privatização; b) que os tucanos queriam privatizar a Petrobras e o pré-sal. Mas qual foi a reação, TARDIA, da propaganda do PSDB na TV? Agasalhar a tese de que concessão é privatização; tomar a privatização com um malefício e depois devolver a acusação: “Quem fez, sei lá, 108 ‘privatizações’ foi a Dilma”. Ou seja: tentou falar a linguagem do inimigo, aderir à sua racionalidade vigarista, para tentar inverter o jogo. Em nenhum momento os programas eleitorais do PSDB se lembraram de INFORMAR aos eleitores que, quando FHC chegou ao poder, o Brasil produzia 700 mil barris de petróleo por dia; quando ele deixou o governo, em 2002, o país produzia 1,4 milhão de barris - o dobro. No governo Lula, o aumento da produção foi de 50%.
Não quero me ater neste texto aos muitos erros do horário eleitoral. Até porque esses poucos que citei servem apenas para ilustrar uma tese: se quer voltar ao poder federal, a oposição terá, em primeiro lugar, de se tonar senhora de sua própria história, recolocando os fatos em seu devido lugar. E terá de enfrentar o lulo-petismo sem receio - terá de enfrentar, inclusive, o mito do “Lula intocável”. Porque os números,ao contrário do que rezam as aparências, demonstram que isso também é falso, o que fica para outro texto.
Desde já
Se as atuais oposições pretendem voltar ao poder em 2015, vencendo, pois, as eleições de 2014, têm de começar a enfrentar o governo desde já - ou, vá lá, a partir de 2 de janeiro de 2011.
Assim se faz nas grandes democracias do mundo. Barack Obama estava no poder havia 15 dias, e o odiado Dick Cheney deu o grito de guerra. Alguns chegaram a dizer que ele estava enterrando o Partido Republicano. É mesmo? Pois os republicanos estão prestes a tomar de Obama a maioria no Senado e na Câmara. E olhem que, em matéria de mito, o presidente americano dá surra em qualquer um.
De fato, foram oito anos de quase não-oposição - essa é a verdade. E não se consegue despertar para esse mister nos quatro ou cinco meses que antecedem uma eleição. Nesse tempo, o PT contou a história como bem quis. “Então você sugere que os tucanos digam ‘não’ ao governo mesmo quando a proposta é boa, seguindo o modelo petista?” Não! Eu sugiro que os tucanos, democratas e quantos se oponham ao PT - desde que não seja optando pela extrema esquerda, claro! - tentem apresentar sempre propostas MELHORES. E que não tenha receio de ter a sua agenda. É difícil? Claro que sim! Mas precisa ser feito.
Dilma, agora, vai procurar a conciliação. É da natureza do jogo. A conversa é a de sempre: “Os interesses do país pedem etc e tal”. O próprio Lula se lembrará de ser um “conciliador”, convocando os homens que querem o bem do Brasil… Até a próxima disputa. Se os oposicionistas caírem na conversa da tal “agenda comum”, serão jantados de novo daqui a pouco.
Agenda comum?
Como sempre, o começo do governo será pautado pela urgência da reforma política, da reforma tributária, da reforma trabalhista - as reformas, enfim, que todos dizem querer fazer e que acabam não sendo feitas. O governo Dilma terá maioria esmagadora na Câmara e no Senado. Mas sabemos todos que essa maioria nominal não diz muita coisa a depender do tema. Sim, a oposição tem de ter as suas próprias propostas e brigar muito por elas no detalhe, comparecendo para o debate.
Quem quer que vá liderar esse trabalho tem de se mostrar como uma alternativa de poder, não como linha auxiliar do governo, o que o PSDB demonstrou ser muitas vezes. Isso não impediu, como se viu em 2006 e 2010, o eficiente trabalho de satanização promovido pelo PT. Considerados os governos dos estados, e ainda escreverei mais a respeito, as oposições governarão praticamente a metade da população e, vou fazer as contas, mais de 60% do PIB. Têm um base formidável para traçar as coordenadas de seu futuro. E, curiosamente, o seu futuro tem de começar por não ter medo do seu passado, que tem de ser libertado do cativeiro em que o prendeu o PT.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

"A sombria opção dos brasileiros"

Os brasileiros escolheram, para presidir o país, a ex-ministra Dilma Roussef, uma mulher sem tradição de luta democrática ou até mesmo de engajamento pelo movimento feminista.
Sua atuação política partidária é insípida e nula. A atividade em órgãos públicos, por indicação política, lhe levou a ocupar cargos de importância no executivo, sem muito destaque, exceto o fato de ter seu nome escolhido para candidatura a Presidência da República, numa escolha exclusivamente pessoal, pelo presidente da República.
Eleita sob as bênçãos de seu guru Luiz Inácio, e sob o patrocínio do povo que pagou com seus impostos a notoriedade da candidata, esta ascendeu ao poder após anos de uma campanha contínua, às vezes velada, às vezes, absurdamente, escancarada com o notório uso e abuso do poder político.
Nascida em berço esplêndido, Dilma Roussef traz em sua história de vida a opção pela militância em organizações de esquerda que executavam atividades ilícitas, o que a levou para a clandestinidade.
É controverso seu grau de participação nas ações das organizações clandestinas que integrou. Muitas dessas organizações executaram roubos, assaltos, seqüestros e assassinatos em nome de uma luta pela implantação do regime comunista no país, com o argumento de que assim redemocratizariam o Brasil, em pleno regime militar.
Dilma militou no Comando de Libertação Nacional (Colina) e na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares), tendo essa última protagonizado um célebre roubo em meados de 1969, considerada a ação mais espetacular e rendosa de toda a luta armada.
Finalmente capturada, passou quase três anos presa, entre 1970 e 1972.
Uma trajetória de vida pessoal e profissional não muito conhecida. Emerge, no entanto, a provável participação em atos de terrorismo, crimes diversos e uma personalidade de difícil convivência...
Qual será o caminho que Dilma trilhará? Seguirá o programa do PT caracterizado pelo socialismo, pelo cerceamento da liberdade individual e de imprensa, pelo aparelhamento dos órgãos públicos, pelo controle totalitário da máquina pública?
Eis um dilema para decifrar a candidata eleita. Eis o lado sombrio de Dilma Rousseff, a mulher escolhida, pela maioria do eleitores brasileiros, para comandar o Brasil.
Postado no "Blog do Mario Fortes"

PSDB está com maior número de governadores

O PSDB acaba de fazer seu sétimo governador - já é o partido que venceu em um maior número de estados: Teotônio Vilela Filho foi reeleito governador de Alagoas. Com 96,56% dos votos apurados, ele tem 52,8% do total, contra 47,2% de Ronaldo Lessa, do PDT, que recebeu o apoio de Fernando Collor no segundo turno.
Assim, no primeiro turno, o partido se reelegeu em dois estados - São Paulo e Minas - e conquistou o poder em dois outros: Tocantins e Paraná. No segundo, reelegeu-se em Alagoas e levou os governos do Pará e de Goiás. Os tucanos podem ainda fazer o oitavo governador em Roraima. A apuração segue acirradíssima entre José Anchieta (PSDB), com 50,35% dos votos, e Neudo Campos (PP), com 49,65%. A diferença é de 1.493 votos.
Fonte: "Blog Reinaldo Azevedo"

Números de Feira de Santana

Em Feira de Santana, Dilma Rousseff (PT) obteve 158.577 votos (59,27%), enquanto que José Serra (PSDB) teve 108.974 votos (40,73%). A abstenção no município foi 19,93%.

Na China

Na China, brasileiros elegem Serra com 81,4% dos votos.
Sem nenhum incidente, 278 brasileiros compareceram às três urnas instaladas na
China para votar no segundo turno presidencial.
Os brasileiros que moram na China querem mudança!
Quando o PT largar o governo eles voltam ao Brasil.
Enviado por Tiago Martins

O que Feira de Santana espera

Com a vitória de Dilma Rousseff em Feira de Santana, a cidade espera cumprimento de promessas feitas em campanha:
1. Término da reforma empacada da sede dos Correios - obra iniciada em 2007.
2. Reforma, ampliação e ativação do Aeroporto João Durval Carneiro.
3. Que o Teatro e Centro de Convenções seja concluído.
4. Duplicação das rodovias federais que cortam o município.
5. Investimento na pavimentação da avenida Nóide Cerqueira até o Parque de Exposição João Martins da Silva.
6. Mais unidades do projeto "Minha Casa, Minha Vida"
A cidade também espera que Colbert Martins, José de Arimatéia, José Neto e Sérgio Carneiro não se unam por uma única candidatura pela oposição ao pleito municial de 2012.

Extraído do Twitter

- "Obrigado José Serra! Você é e continuará sendo um grande estadista. Pena que o povo brasileiro não quis ver isso!"
- "Aflito por causa da ameaça dos maus nas eleições?"
- "Bem-vindo à Venezuela"
- 45% de descontentes . O governo Dilma já começa com o país dividido: os que rejeitam Lula (eram 17%) viraram 45%"
- "Eu não votei na Dilma. Estou de consciência tranquila"
- "Quatro anos convivendo com uma bruxa"
- "Com a Dilma eleita o halloween só termina em 2014"
- "Gente, o IBGE nem precisa se dar ao trabalho de perguntar "quantos idiotas tem no Brasil?", a urna já está terminando de apurar!"
- "Tô querendo mudar de país nesses quatro anos"

Contra a mentira e a mistificação

Os eleitores de 11 estados - Acre, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo - merecem elogios, pois fizeram a coisa certa. Não se deixaram engabelar pela mentira e mistificação petista.

Triste Brasil

Não sou responsável pela eleição de Dilma Rousseff para presidente do Brasil. Estou com a consciência tranquila por ter feito a coisa certa. Votei pela ética, moralidade e verdade.
Agora, é aguentar a petralhada por mais quatro anos. Ver o país ser corroído pela corrupção e pela mentira.
Uma pena que cristãos tenham sido encantados. São mais quatro anos para ouvir choros e lamentos de arrependimento.
O futuro da nação é de trevas, de censura à imprensa, de ampliação dos tentáculos do "sistema" implantado, de aprovação de coisas malignas. Quem viver, verá.
Triste Brasil.

Influência escandalosa

Com a influência escandalosa dos institutos de pesquisa - sempre dando larga vantagem para a candidata petista -, Dilma Rousseff está se elegendo presidenta do país, mas não com a diferença de números antecipada.

Apoio para feirense em Portugal

Saudações,
Quero compartilhar essa boa notícia. Passei no Mestrado em Estudos Comparatistas, sendo aceita na Universidade de Lisboa, em Portugal. Peço que se possível me apoie nessa nova fase e para colaborar comigo peço que deposite uma quantia no valor que você sentir no coração. O importante é que qualquer valor depositado me ajudará muito. Faça conforme seu desejo. Se você conhece alguém que pode colaborar comigo peça por mim.
Desde já agradeço.
Banco do Brasil
Agência 0041-8 - Feira de Santana-BA
Conta corrente 105.625-5
Josimeire Maria de Carvalho Souza

"Cínico e injusto, Lula ofende Serra durante a votação em São Paulo"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, 31, após votar em São Bernardo do Campo-SP, no ABC paulista, que o candidato à Presidência da República do PSDB, José Serra, sairá dessa campanha menor do que entrou.
Cabo eleitoral ativo da candidata petista Dilma Rousseff, o presidente fez a afirmação ao responder uma pergunta que dizia que a campanha foi nivelada por baixo de parte a parte.
"Não me fale de parte a parte. Essa campanha foi muito mais violenta de uma parte para a outra. Eu sinceramente acho que o candidato Serra sai menor dessa campanha", disse Lula.
"Sai menor porque a agressividade deles com a companheira Dilma Rousseff é uma coisa que eu imaginava que tivesse terminado na política brasileira. Eu fui candidato cinco vezes. Das cinco vezes, eu perdi três, e vocês nunca me viram com a agressividade que teve nessa campanha", opinou Lula, derrotado por Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998 e Collor em 1989.
Lula usou de cinismo e foi injusto com o candidato José Serra. Durante esta campanha não se ouviu de Serra, em nenhum momento, agressões gratuitas nem acusações levianas.
Ao contrário do que disse o presidente "aloprado", Serra fez uma campanha até amena e pouco agressiva, respeitando sua adversária, evitando falar de seu passado nebuloso e de sua incompetência.

Fonte: "Blog do Mario Fortes"

Hoje é dia do Quinteto Leão do Norte no Cuca


Criado pelo Sesc Nacional para fazer circular a rica e diversificada música brasileira, o projeto Sonora Brasil tem cumprido sua função ao longo de seus 13 anos de existência. Tendo como tema a obra dos músicos Cláudio Santoro e Guerra Peixe, a edição 2010 chega ao fim este mês, com a apresentação do Quinteto Leão do Norte, de Pernambuco, que se apresentará em Feira de Santana no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), neste domingo, 31, às 20 horas.
Este ano, o projeto previu a realização de 340 concertos, a maioria em cidades distantes dos grandes centros urbanos. O projeto compõe o diversificado leque de atividades desenvolvidas pelo SESC que visam a formação de plateias.
Sobre o Quinteto Leão do Norte
O Quinteto Leão do Norte, de Pernambuco, foi formado especialmente para realizar o circuito do Sonora Brasil 2010, com o propósito de apresentar a obra de Santoro e Guerra-Peixe, composta para combinação mista de cordas e sopros. A base do grupo está nos três integrantes do Quarteto Encore, quarteto de cordas que realiza trabalho de reconhecida qualidade na cidade de Recife. Seus músicos, apesar de jovens, acumulam larga experiência como intérpretes e professores, atuando também em orquestras e conjuntos de câmera.
Confira informações sobre cada um deles.
Gueber Santos - Clarinete
Natural do Recife, é licenciado em Música pela Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), formado pelo Centro Profissionalizante de Criatividade Musical do Recife (CPCMR) e pelo Conservatório Pernambucano de Música (CPM). É músico da Orquestra Sinfônica do Recife (OSR) e integrou a Orquestra Sinfônica Jovem do CPM. É discente do mestrado em execução musical pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e atua como músico convidado na Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse), na Orquestra Sinfônica do Festival Virtuose (PE), além de desenvolver trabalhos de música de câmara em variadas formações.
Carlos Santos - Violino
Estudou no Conservatório Pernambucano de Música. Em 2007 foi 1° viola da Orquestra Filarmônica do Chile e professor do Conservatório do Instituto de Santiago. Participou do 1º concerto de Música de Câmara na Península Antártica, em 1994. Formou o Quarteto de Cordas do Instituto de Música de Santiago, realizando, em 1996, a turnê “Sul América”, que passou por vários países da América do Sul. Atualmente é professor do projeto Criança Cidadã em Recife, diretor assistente da Orquestra Sinfônica do Conservatório Pernambucano de Música e diretor artístico da Orquestra Experimental de Câmara.
Nilson Galvão Jr. - Violoncelo
Natural do Recife, iniciou seus estudos em violoncelo aos nove anos. É bacharel em violoncelo e mestre em performance pela Universidade de Campbellsville. Mestre em regência orquestral pela Universidade de Louisville, sua atuação como regente inclui o trabalho realizado com a Orquestra Jovem de Louisville, como assistente do maestro Jorge Mester (Orquestra Sinfônica de Louisville) e diretor da temporada 2008/2009 do teatro e ópera da universidade. Atualmente trabalha junto à Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música, como violoncelista e regente assistente.
Nilzeth Galvão Santos – Viola
Natural do Recife, graduou-se em viola pela UFPB, com Samuel Espinoza e pela Campbellsville University, com Jamie Hofman, recebendo da instituição o distinto prêmio “Who Is Who Among American Students”. Em 2007, concluiu o mestrado em viola, também na Campbellsville University, onde atuou como principal viola da Orquestra Sinfônica. Em 2007, recebeu o prêmio de Primeira Viola do Estado do Kentucky. Atualmente é professora do Projeto Criança Cidadã e violista da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música.
Rogério Acioli - Flauta
Natural do Recife. Graduou-se pela Universidade Federal da Paraíba, em Bacharelado em Flauta, e em Licenciatura em Artes, pela Universidade de Pernambuco. Especializou-se na França (École Nationale de Musique de Créteil), tendo obtido o Primeiro Prêmio (Première Prix) em Flauta e Diploma de Fim de Estudo, em Flautim. É professor do Conservatório Pernambucano de Música, do Centro de Educação Musical de Olinda e flautista titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Exerce intensa atividade camerística com a pianista Elyanna Caldas.
SERVIÇO
Sonora Brasil - Grupo Quinteto Leão do Norte (PE)
Data: 31/10 - Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca)
Horário: 20 horas
Ingressos: Inteira R$ 8,00 e meia: R$ 4,00 (extensiva a comerciários (carteira do Sesc), Estudantes (carteira de estudante), classe artística, e servidores do Sistema Fecomércio - Bahia (crachá funcional).
(Com informações do Setor Social do Centro Sesc - Feira de Santana)

Lembrete


Serra: "Alternância do poder faria bem ao país"

José Serra: Otimista, apesar de "batalha desigual"
Foto: Reprodução

Depois de votar no final da manhã deste domingo, 31, no Colégio Santa Cruz, em São Paulo-SP, o candidato à Presidência José Serra (PSDB) considerou que a troca de poder faria bem ao Brasil. “É a beleza da democracia e talvez hoje mesmo a beleza da alternância do poder que faria muito bem ao país".
Serra disse ainda que está mais otimista sobre a campanha. Segundo o tucano, foi uma "batalha desigual". “Apesar disso, o elemento fundamental foi a confiança e a esperança que as pessoas demostraram para mim", falou
Fonte: G1

Vitórias de Serra no exterior

José Serra venceu as eleições na China, com 81,4%, Japão, com 69,4%, e na Nova Zelândia, com 68,8%.

Nem parece que tem eleição

A cidade de Feira de Santana está parada neste domingo, 31. Nem parece que tem eleição. Nem os petistas e petralhas se mobilizaram.
Em várias seções visitadas, só os mesários à espera do eleitor. Na Seção 8, no Colégio Estadual, onde votei, nenhum eleitor na minha frente.
A estimativa de abstenção é de mais de 25%. Pelas informações, não acontece somente em Feira de Santana, mas em todo o país.
Muitos preferiram ir para a praia, para o campo e subir a serra.

"Farsantes"

De Olavo de Carvalho
Em discurso pronunciado ontem, quinta-feira, o Papa Bento XVI declarou que é estrita obrigação dos bispos combater abertamente quaisquer projetos políticos que promovam a descriminalização do aborto
O pronunciamento, voltado diretamente aos bispos do Nordeste, reconhecida base eleitoral de Dilma Rousseff, deixa claro quais são os verdadeiros bispos, cumpridores de suas obrigações, e quais são os falsificadores, os traidores, os vendidos.
O PT teve o cinismo de mandar prender os distribuidores de um panfleto anti-abortista da Regional Sul I da CNBB, sob a alegação de que era "falso". Pois bem, não só a Regional Sul I provou a autenticidade do documento, como agora o Papa Bento XVI confirma que seu conteúdo reflete estritamente a doutrina da Igreja, a obrigação dos bispos, o dever dos fiéis.
Os signatários da abjeta "Nota Pró-Dilma" que vem circulando pela Internet não falam em nome da Igreja. Nem têm a mais mínima autoridade para fazê-lo. Não merecem obediência, nem respeito, nem tolerância. Se querem promover abortismo e comunismo, que se dispam de suas vestes eclesiais e passem a falar como cidadãos comuns, sem fingir uma autoridade que não têm. Ter opiniões, por estúpidas e desprezíveis que sejam, é direito do cidadão. Vendê-las em nome de quem não as aprova é fraude, e a fraude se torna blasfema e herética quando praticada contra a Igreja por aqueles que se dizem seus porta-vozes e representantes. Que se calem imediatamente e, se têm um pingo de vergonha na cara, que confessem em público o pecado que em público foi cometido. Que parem de usurpar a autoridade de Nosso Senhor para fazer o que Ele condena e abomina. Que parem de ludibriar o povo brasileiro, vendendo-lhe como católica, seguindo o exemplo dos heresiarcas de todos os tempos, uma política que é anticatólica no mais alto grau.
Desgraçados, patifes, farsantes, os autores e signatários da "Nota" não se contentam com encenar, diante dos olhos de toda a Igreja, uma farsa blasfema. Partem para a mentira factual, substantiva, negando como invencionice difamatória o abortismo militante de Dilma Rousseff, cuja veracidade sólida qualquer um pode comprovar com seus próprios olhos e ouvidos, da boca mesma da candidata: http://www.youtube.com/watch?v=PWquWQwyAtI.
Com igual ou maior descaramento, protestam contra o "uso político" de motivos religiosos, ao mesmo tempo que se confessam adeptos da Teologia da Libertação, a qual não é outra coisa senão a transformação total, radical e sistemática da Igreja em órgão de militância política - e de militância, aliás, em favor dos regimes mais anticristãos do universo.
Até quando teremos paciência com gente tão desprovida de credibilidade que, para se fazer acreditar por instantes, tem de roubar a identidade e a voz da instituição que odeiam, e, junto com ela, a do próprio Deus ao qual voltaram as costas?
Até quando, por um excesso mórbido de respeito humano, aceitaremos fazer de conta que esses sujeitos são homens da Igreja?
Fonte: "Mídia Sem Máscara"

"O artífice da censura"

Por Ipojuca Pontes
De posse do nosso rico dinheirinho, Franklin Martins, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula, viajou à Europa (Londres e Bruxelas) em busca de “informações e subsídios” para criar um anteprojeto de lei e enquadrar, em caráter permanente, o setor de radiodifusão no país.
Dois meses antes de Lula deixar o poder, mas já de olho na complicada eleição de Dilma Rousseff, a “companheira de armas”, o ministro quer a “modernização da estrutura legal” da radiodifusão brasileira, que considera, numa fraseologia típica do burocratês engajado, como “crucial para o desenvolvimento do setor num cenário de convergências da mídia”. Como não poderia deixar de ser, o anteprojeto da Secretaria de Franklin Martins prevê o estabelecimento de “marco regulatório” que inclui, para o mencionado setor, a criação de uma “agência fiscalizadora de conteúdo”.
Aqui, convém abrir um parêntese: os comunistas programáticos, em especial os gramscianos, não acreditam na chamada democracia representativa (“burguesa”). De fato, detestam-na. Assim sendo, conforme se depreende das “categorias” ideológicas traçadas por Antonio Gramsci, na atual conjuntura brasileira de transição da “guerra de posição” para a “guerra de movimento” (esta, caracterizada pela desmontagem e posse total do “Estado burguês”), a neutralização e o controle da mídia para formação de um novo “senso comum” significa, em perspectiva, um passo substancial na direção da ascensão das “classes subalternas” e na subseqüente criação de uma “ordine nuova” (no dizer de Gramsci).
Marxista por convicção, o ministro de Lula nega que o governo pretenda exercer, com o anteprojeto de há muito delineado, qualquer tipo de censura: “Na Europa, é comum ter agências que cuidam do conteúdo. Não como censura, mas para dizer que há de se ter produção regional e independente, regras de equilíbrio. É bom para o país ter produção e programação regional, e não ter uma produção tão verticalizada nas estruturas de televisão. Nos Estados Unidos é assim e funcionou. Ninguém achou que lá a liberdade de expressão estava em risco”.
Como todo bom funcionário “orgânico”, Franklin Martins tergiversa e come o prato pelas beiradas, sem entrar no núcleo duro da questão. Mas num país em que o próprio presidente da República advoga a aceleração do “Estado Forte”, prenúncio do achatamento das liberdades individuais no seio da nossa sempre frágil democracia, não fica difícil perceber por que o companheiro Franklin Martins, ex-militante de comunista MR-8, cita regulamentações por ventura existentes em sociedades livres, ao tempo em que esquece a legislação vigente em Cuba, China, Coréia do Norte ou mesmo na Venezuela e na Argentina, paises “irmãos” que subjugam ou tentam subjugar, através de leis impositivas, a liberdade de expressão.
Com efeito, só para abastecer o leitor desavisado, convém aqui ressaltar que foi a própria Secretaria de Comunicação Social do governo Lula que, por meio da Conferência Nacional de Comunicação (realizada em Brasília há cerca de dez meses), referendou a proposta de reforma do setor de radiodifusão, considerada como indecente pelo grosso das entidades empresariais representativas do setor - proposta, de resto, que visava, entre outras medidas esdrúxulas, instituir conselhos e comitês de controle e de censura embasados nos padrões ideológicos levantados de forma explicita no repudiado PNDH-3, de feição totalitária.
Ao fazer a defesa do seu anteprojeto de lei, Martins parte do princípio irrevogável de que a atividade de radiodifusão tem de ser fiscalizada pelo aparelho do Estado, hoje, no Brasil, um instrumento da hegemonia política do PT. Não passa pela cabeça do ex-guerrilheiro, por exemplo, a possibilidade de uma autorregulação do setor, como ocorre em muitos paises civilizados que não admitem o controle da radiodifusão como mero apêndice do poder.
Na sua obcecada batida pela intervenção do Estado na comunicação dos meios eletrônicos do país, o ministro do PT se inflama. Diz ele, nas páginas de “O Globo”, jornal a que serviu durante anos, procurando defender o indefensável: - “O setor (radiodifusão) tem de ser regulado. Isso é assim em todo mundo. Ideologizar é dizer que a regulação é um atentado à liberdade de expressão, de imprensa. Na Inglaterra, França e Espanha, existe regulação e há liberdade de imprensa”.
Embora reiterativo quanto ao conteúdo da própria argumentação, mas pontuando que reina a mais completa liberdade de imprensa no país, o ministro de Lula submerge num longo exercício de pura tautologia: “Fala-se o que quer, publica-se o que quer. O que não se ser quer não se publica, o que quer se esconder, esconde-se. A imprensa é livre. Não quer dizer que é boa. A liberdade de imprensa só garante que a imprensa é livre. A imprensa é boa dependendo dos jornalistas, dos grupos de comunicação e da sociedade, que é uma crítica severa quando percebe que a imprensa está ficando ruim. Não tem briga com o governo e a imprensa: a imprensa publica o que quer, mas se eu achar que uma coisa publicada não está correta, tenho o direito de dizer. Ou a imprensa está acima da crítica? O Papa não está acima da crítica. Deus que é Deus não está acima da crítica. A imprensa não está acostumada com a crítica, este é o problema”.
Muito bem: se a imprensa é livre e exerce a sua função e a sociedade, por sua vez, a critica severamente quando ela se torna nociva, muitas vezes marginalizando-a ou recorrendo à própria justiça, por que então impedir a imprensa de cumprir livremente o seu ofício? A intangibilidade dos interesses de um Estado quase sempre impositivo, arrogante e corrupto justificaria por acaso a censura castradora?
O mais contraditório de tudo é que o ministro que pretende fiscalizar os meios de comunicação, na perspectiva de erguer um “Estado Forte”, é o mesmíssimo cidadão que - ao confrontar o autoritarismo do regime militar que desejava derrubar pelas armas - denunciava outrora, com justa razão, a censura imposta aos meios de comunicação.
Nas hostes do atual governo, todavia, o fato parece não arrostar o menor escândalo - uma coisa, de resto, previsível: como se sabe, para a generalidade das esquerdas, a censura só é condenável quando imposta pelo adversário. Quando praticada por ela própria, ainda que ostensivamente, não passa de um ato de benemerência revolucionária.
Fonte: Instituto Millenium

Monteiro Lobato proibido


"Mentirômetro" de Dilma

O perito em veracidade Mauro Nadvorny, da Truster Brasil fez a análise de voz, a pedido de Claudio Humberto, da presidenciáveis Dilma e Serra, no último debate da campanha na sexta-feira, 29, na Globo. Apesar do formato do debate, com perguntas de indecisos, sem confronto direto entre os dois candidatos – dando mais tempo para exporem suas propostas – ambos “escorregaram” aqui e ali em diversos temas, abordados pelo público na plateia, através de um telão e diretamente ao candidato. O detector de mentiras israelense apontou “estresse e tensão” extremos nas respostas do tucano e da candidata do governo.
O “mentirômetro" de Dilma
"Segundo a análise de Nadvorny, Dilma mentiu quando afirmou ter “um compromisso muito forte com a Educação” - o equipamento israelense detectou “imprecisão”, mostrando que “o compromisso não deve ser tão forte assim como diz”. Na resposta sobre Saúde, mentiu também dizendo que “a Previdência ter que ter médico que faça perícia”. O “alto nível de estresse” na resposta revela que a petista “sabe da necessidade, mas também da dificuldade de implementar isso”. A análise de voz também aponta que a petista sabe que, apesar de exaltar “uma das melhores experiências da agricultura familiar” (no governo Lula) como respondeu, “tem plena consciência de que não vai poder estendê-la a todo o Brasil”, segundo Nadvorny. Outra impossibilidade foi a promessa de “levar qualidade de moradia no campo equivalente à da cidade”. O detector “gongou” a candidata: ela sabe que não tem como fazê-lo”. E mostrou que mentiu de novo na questão da desoneração da folha de salário, citando “uma simulação que a gente fez”. A análise de voz revela que “tal simulação pode até ter sido discutida, mas nunca existiu”. Dilma também não acredita na “profissionalização da PF” nem da Controladoria-Geral da União como “elemento fundamental” no combate à corrupção - ela respondeu “altamente extressada”, segundo o detector de mentiras, que “pegou” a petista mentindo sobre “tolerância zero no desmatamento”. A “tensão extrema” na voz demonstra que “ela sabe que será impossível".

"Afinal, o que queremos?"

Editorial do jornal "O Estado de S. Paulo", edição deste domingo, 31:
Encerra-se hoje a mais longa campanha eleitoral de que se tem notícia no País, e certamente em todo o mundo: oito anos de palanque na obstinada perseguição de um projeto de poder populista assentado sobre o carisma e a popularidade de um presidente que, se por um lado tem um saldo positivo de realizações econômico-sociais a apresentar, por outro lado, desprovido de valores democráticos sólidos, coloca em risco a sustentabilidade de suas próprias realizações na medida em que deliberadamente promove a erosão dos fundamentos institucionais republicanos. Essa é a questão vital sobre a qual deve refletir o eleitor brasileiro, hoje, ao eleger o próximo presidente da República: até onde o lulismo pode levar o Brasil?
Quanto tempo esse sentimento generalizado de que hoje se vive materialmente melhor do que antes resistirá às inevitáveis consequências da voracidade com que o aparelho estatal tem sido privatizado em benefício de interesses sindical-partidários? Tudo o que ambicionamos é o pão dos programas assistenciais e do crédito popular farto e o circo das Copas do Mundo e Olimpíada?
Lamentavelmente, as questões essenciais do País não foram contempladas em profundidade pelo pífio debate político daquela que foi certamente a mais pobre campanha eleitoral, em termos de conteúdo, de que se tem notícia no Brasil. Mais uma conquista para a galeria dos “nunca antes neste país” do presidente Lula, que nessa matéria fez de tudo. Deu a largada oficial para a corrida sucessória, mais de dois anos atrás, ao arrogar-se o direito de escolher sozinho a candidata de seu partido. Deu o tom da campanha, com a imposição da agenda - a comparação entre “nós e eles”, entre o “hoje e ontem”, entre o “bem e o mal” - e com o mau exemplo de seu destempero verbal.
Uma das consequências mais nefastas dessa despolitização que a era lulo-petista tem imposto ao País como condição para sua perpetuação no poder é o desinteresse - resultante talvez do desencanto -, ou pelo menos a indulgência, com que muitos brasileiros tendem a considerar a realidade política que vivemos. A aqueles que acreditam que podem se refugiar na “neutralidade”, o antropólogo Roberto DaMatta se dirigiu em sua coluna dessa semana no Caderno 2: “Você fica neutro quando um presidente da República e um partido que se recusaram a assinar a Constituição e foram contra o Plano Real usam de todos os recursos do Estado que não lhes pertencem para ganhar o jogo? (…) Será que você não enxerga que o exemplo da neutralidade é fatal quando há uma óbvia ressurgência do velho autoritarismo personalista por meio do lulismo, que diz ser a ‘opinião pública’? O que você esperava de uma disputa eleitoral no contexto do governo de um partido dito ideológico, mas marcado por escândalos, aloprados e nepotismo? Você deixaria de tomar partido, mesmo quando o magistrado supremo do Estado vira um mero cabo eleitoral de uma candidata por ele inventada? É válido ser neutro quando o presidente vira dono de uma facção, como disse com precisão habitual FHC? Se o time do governo deve sempre vencer porque tem certeza absoluta de que faz o melhor, pra que eleição?”
Quatro anos atrás, nesta mesma página editorial, dizíamos que “as eleições de hoje são o ponto culminante da mais longa campanha eleitoral de que se tem notícia no Brasil. Desde 1.º de janeiro de 2003, quando assumiu a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva não deixou, um dia sequer, de se dedicar à campanha para a reeleição. Tudo o que fez, durante seu governo (…) teve por objetivo esticar o mandato por mais quatro anos”. Erramos. O horizonte descortinado por Lula era, já então, muito mais amplo. Sua ambição está custando à Nação um preço caríssimo que só poderá ser materialmente aferido mais para a frente. Mas que já se contabiliza em termos éticos, toda vez que o primeiro mandatário do País desmoraliza sua própria investidura e não se dá ao respeito. Mais uma vez, essa semana, no Rio de Janeiro, respondeu com desfaçatez a uma pergunta sobre o uso eleitoral de inaugurações: “Não posso deixar de governar o Brasil por conta das eleições.” Ele que, em oito anos no poder, só pensou em eleições!

sábado, 30 de outubro de 2010

Asneiras da Dilma

Vejam 13 declarações ditas neste ano por uma candidata que quer assumir o cargo máximo da nação, aquele que deverá cuidar com integridade moral e bom senso dos destinos dos brasileiros e também que nos representará nos encontros com os líderes dos demais países.
1. "O Brasil sempre olhou o Nordeste com olhos brasileiros. É chegada a hora do Nordeste olhar pro Brasil com olhares nordestinos".
2. "Agora você imagina que aqui o pessoal de São Paulo pode sair, passar lá, chegar e passar o dia lá em São Paulo, tomar banho de mar e voltar". (No Programa do Ratinho, sobre o trem bala, em maio de 2010)
3. "A instituição Partido dos Trabalhadores não cometeu o crime, foram crimes pessoais". (Em entrevista à RBS, explicando que o PT não tem nada a ver com o que andaram fazendo José Genoíno, presidente do PT, Delúbio Soares, tesoureiro do PT, Sílvio Pereira, secretário-geral do PT, a bancada parlamentar do PT e o governo do PT).
4. "Nós podemos dividir a história do pré-sal em dois momentos: antes do pré-sal e depois do pré-sal".
5. "Olha, eu acredito numa força superior que a gente pode chamar de Deus. Eu acredito e… E acredito, mais do que nessa força, se ocê me permitir, acredito na força dessa deusa mulher que é Nossa Senhora. Nossa Senhora representa uma coisa que todo mundo precisa: misericórdia". (Em abril 2010)
6. "A carta é uma manifestação que dá aos pastores que apoiam minha candidatura os instrumentos necessários para combater a central de boatos que assola o país. Como diria o Sebastião (sic) Ponte Preta. Ele falava que havia uma central de besteiras que assolava o país, em referência à ditadura. Mas hoje é uma central de boatos". (Falando da Carta aos Evangélicos.
Pobre Sérgio Porto ou deveria dizer Stanislaw Ponte Preta? E não era Central de Besteiras. Era Festival de Besteira que Assola o País (Febeapá).
7. "...porque nesta eleição nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória, as pesquisas comprovam o que eu estou dizendo, vou ganhar no primeiro turno". (Em setembro, numa inauguração de um comitê em Minas Gerais).
8. "Nós temos o grande desafio que é erradicar a pobreza. Pra gente fazer isso, nós vamos ter de perseguir a erradicação da pobreza".
9. "Temos que construir mais presídios de alta periculosidade". (No Roda Viva).
10. "Não assinei documento algum... apenas rubriquei páginas". (Sobre a troca do Programa de Governo Dilma ao STE).
11. "Não é dossiê é banco de dados". (Sobre o dossiê feito na Casa Civil... contra FHC e D. Ruth Cardoso).
12. "O meio-ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável". (Declaração feita em Copenhague, Dinamarca, na Conferência sobre o Clima)
13. "Uma das propostas que conjuga, assim, não só, né?, tecnologia de ponta, tecnologia sofisticada para o tratamento da criança, mas também tem um grande nível de humanização, porque eles usam todo o…, toda aquela questão do envolvimento da criança, mostrando que a boneca vai, tamém (sic), cuidar da cabeça, ou, quando a criança é submetida a algum nível de tratamento mais estressante, tomar o cuidado para garantir que, psicologicamente, ela se, enfim, ela tenha um, uma chegada maior a um processo que inclusive é de dor".

"Para construir o futuro"

Editorial do jornal "O Estado de S. Paulo"
Quem suceder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva só poderá construir o futuro e consolidar o Brasil como grande economia se for capaz, em primeiro lugar, de proteger a estabilidade conquistada a partir dos anos 90. Precisará cumprir uma longa agenda para modernizar o País, torná-lo tão competitivo quanto as economias mais dinâmicas e garantir seu lugar entre as potências.
Mas, para isso, o governo terá de abandonar o voluntarismo, renunciar à farra com dinheiro público e retomar o caminho da responsabilidade. Esse caminho foi claramente abandonado e a mais nova comprovação desse fato é a escandalosa manipulação das contas públicas.
Nenhum avanço teria sido possível, nos últimos oito anos, sem a base construída até 2002. O combate à pobreza teria sido muito menos eficiente se a inflação desenfreada continuasse corroendo cada aumento salarial e cada centavo das políticas sociais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu esse fato e por isso respeitou a ação do Banco Central, mesmo contra as pressões dos companheiros e aliados. Mas seu compromisso com a política responsável tem sido cada vez mais frouxo - tanto mais frouxo quanto maior a sua dedicação ao jogo eleitoral e ao seu projeto de poder.
O próximo governante deverá, portanto, enfrentar uma dupla tarefa, se não quiser condenar-se ao fracasso. Terá de afastar o risco de um retrocesso, preservando o tripé da estabilidade: uma política realista de metas de inflação, respeito à responsabilidade fiscal e câmbio flutuante.
Para manter esse rumo, terá de corrigir uma série de desvios. Precisará conter a expansão do gasto corrente, abandonar a demagogia com os salários do setor público, renunciar ao empreguismo e ao aparelhamento do governo. Deverá buscar a eficiência do setor público - inaceitável para a ideologia petista - e buscar o máximo retorno para cada centavo do orçamento.
Uma efetiva poupança pública será indispensável tanto para o crescimento seguro da economia quanto para a adoção de uma política anticíclica digna desse nome, como a adotada, por exemplo, no Chile: economizar em tempos de prosperidade para gastar nas fases difíceis.
Com o manejo responsável e eficiente do dinheiro público, realizar a decantada reforma tributária será muito mais fácil. Será necessária, naturalmente, uma complicada negociação com Estados e municípios, uma tarefa evitada, durante oito anos, pelo presidente Lula.
Se o próximo governo fracassar nesse item, por incompetência ou indisposição para missões difíceis, o empresário brasileiro continuará em séria desvantagem no jogo internacional. Mais que isso, poderá encontrar dificuldade crescente para competir e, portanto, para produzir e criar empregos. Todos os candidatos prometeram trabalhar por essa reforma. Nenhum, no entanto, detalhou a promessa nem disse como enfrentará a tarefa.
Se quiser garantir uma nova e prolongada prosperidade, quem suceder ao presidente Lula deverá resistir à tentação de controle pessoal ou partidário da economia. Terá de renunciar à ideia de reestatizar empresas bem-sucedidas no setor privado e também ao uso de instrumentos de governo, como os bancos públicos, para operações promíscuas.
Não faltarão empresários dispostos a construir com o grupo governante esquemas de dominação econômica disfarçados de projetos nacionalistas. O germe de um capitalismo de compadrio e de favores já se instalou e prosperou nos centros de poder nos últimos anos. É tempo de combater esse germe, não só em benefício da economia, mas também do regime democrático.
A construção do futuro dependerá igualmente de um retorno à diplomacia realista e eficiente, guiada pelo interesse nacional bem compreendido e não por ilusões ideológicas dos anos 60.
Seja quem for o novo ocupante do Palácio do Planalto, precisará de ideias claras e de muita determinação para cuidar dessas tarefas. Enfrentará pressões de grupos instalados no aparelho estatal e de grupos nutridos pelo setor público e acomodados à sua sombra, como os agentes do peleguismo sindical e estudantil. A construção, em algumas áreas, dependerá de um trabalho prévio de demolição.

Por que Jorge Roriz vota em José Serra?

De Jorge Roriz
Voto em José Serra, porque ao comparar a biografia dos dois candidatos, Serra possui mais experiência e capacidade administrativa. Na sua vida pública, nunca ocorreu comprovações de ilícitos. Acusações falsas podem ser feitas, porém, não existem processos, inquéritos ou investigações contra o candidato ou pessoas intimamente ligadas a ele. Se as pesquisas são verdadeiras e afirmam que Dilma já ganhou, é mais um motivo para votar em Serra. Não serei culpado pelo o que vai ocorrer no Brasil.
Se o caro leitor me contestar, Lula fez um bom governo? Eu respondo. Lula não é candidato. Lula não é Dilma. Você não pode colocar uma pessoa na Presidência para outra governar. Ele veio para mudar. Mudamos a continuidade da corrupção? Mudamos a qualidade da saúde? Mudamos a qualidade do ensino? Estou falando em qualidade. Não adianta colocar mais pessoas nas faculdades e elas se formarem sem competência. Não adianta doar milhões com Bolsa Família, se as pessoas ficam sempre dependentes desse valor doado pelo governo. O individuo precisa ter condições de estudar, trabalhar e pagar suas contas sem precisar de doações. Não é cobrando de quem trabalha e dando para quem não consegue se sustentar que se resolve o problema.
NINGUÉM FICA RICO COM R$ 120,00 A MAIS NO BOLSO. É PRECISO FAZER O CIDADÃO SE AUTO SUSTENTAR, SEM PRECISAR DE DOAÇÕES PAGAS POR TODOS QUE TRABALHAM.
O Bolsa Família é pago com os nossos impostos. Somente com uma EDUCAÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO DE QUALIDADE, podemos transformar um individuo para que ele seja independente. O pobre passou a comprar mais? Passou graças ao Plano Real que acabou com a inflação 1000% ao ano. Não foi CRIAÇÃO DE LULA, ao contrário o PT foi contra o Plano Real.
Argumentos falsos a favor de Lula:
As corrupções estão sendo apuradas porque ele está combatendo.
Ele está combatendo e ela CONTINUA OCORRENDO dentro da Casa dele? Erenice, Lulinha, Genuíno, Dirceu, Palocci, Delúbio, Waldomiro.
Lula não compartilha com corrupção.
E por que ele é apoiado por Collor, Renan e Sarney?
Lula criou 15 milhões de empregos.
MENTIRA. Você contou? Viu as 15 milhões de novas carteiras assinadas? Assim como ele afirma que criou 15 milhões de empregos, ele pode dizer que criou 20, 30 ou 40 milhões de empregos. Ele é quem diz isso. Os números são confiáveis?
SE ELE CRIOU 15 MILHÕES DE EMPREGOS, PORQUE O PIB DO BRASIL NO ANO PASSADO FOI DE MENOS DOIS POR CENTO? O MENOR DOS ÚLTIMOS 19 ANOS? CONSULTE O GOOGLE. E VEJA O PIB ANUAL. OS TRIMETRAIS SÃO COMPARAÇÕES DE UM TRIMESTRE ATUAL COM O MESMO PERÍODO DO ANO ANTERIOR.
POR EXEMPLO. EU GANHEI R$ 1,00 NOS TRÊS PRIMEIROS MESES DO ANO PASSADO. SE NESTE ANO EU GANHO R$ 1,50 NO MESMO PERÍODO, TIVE UM EXTRAORDINÁRIO AUMENTO DE 50%,
SE NO ANO PASSADO NOSSO PIB FOI DE MENOS DOIS. (-2). 1 SERÁ UM EXTRAORNINÁRIO AUMENTO.
ELE VAI CRIAR UM MILHÃO DE CASAS?
QUANDO? ONDE E EM QUAL DATA A CASAS ESTARÃO PRONTAS? NÃO EXISTE PREVISÃO. PODE SER DAQUI A 50 ANOS...
A SAUDE PÚBLICA MELHOROU?
SE VOCÊ TIVER RECURSOS, VAI COLOCAR UM PARENTE EM UM HOSPITAL PÚBLICO?
A SEGURANÇA MELHOROU?
OS BANDIDOS POSSUEM MELHORES ARMAS DO QUE O NOSSO EXÉRCITO. BALAS PERDIDAS SÃO ROTINAS.
A JUSTIÇA MELHOROU?
VOCÊ PASSA VINTE ANOS, MORRE E SEU PROBLEMA NÃO RESOLVE. MILHARES ASSASSINATOS IMPUNES.
ELE NÃO PODE RESOLVER TUDO.
ENTÃO ELE RESOLVEU O QUE?
ESTABILIDADE ECONÔMICA (PLANO REAL DO PSDB)
BOLSA FAMÍLIA (DO PSDB)
O QUE SOBRA?
FEZ REFORMA TRIBUTÁRIA?
NÃO. PAGAMOS A MAIS ALTA TAXA DE JUROS DO MUNDO
FEZ REFORMA PREVIDENCIÁRIA?
NÃO (SÓ SE FOI PARA APOSENTADO PASSAR A PAGAR)
ELE PAGOU A DÍVIDA.
MENTIRA. SE VOCÊ POSSUI UM CARTÃO DE CRÉDITO E PASSA DEZ ANOS SEM PAGAR, AI VOCÊ RESOLVE PAGAR. CLARO QUE PRECISA OCORRER UMA NEGOCIAÇÃO. O VALOR CO CORREÇÃO ATUALIZADA FICARIA IMPAGAVEL
FOI ISSO QUE ELE FEZ. PAGOU A DÍVIDA EXTERNA (NO VALOR MAIS ALTO DO QUE DEVÍAMOS), SEM AUDITORIA E SEM CONTESTAR PARA BAIXAR O VALOR. E NA CAMPANHA DELE ELE AFIRMOU QUE PEDIRIA MORATÓRIA - NÃO PAGAR NADA.
EM COMPENSAÇÃO, ELE AUMENTOU EM DEZ VEZES A DÍVIDA INTERNA. E O BRASIL PAGA BILHÕES DE JUROS DA DÍVIDA INTERNA. ENTRE ESSAS DÍVIDAS ESTÃO MUITOS IDOSOS QUE VÃO MORRER E NÃO VÃO RECEBER O QUE TÊM DIREITO NA JUSTIÇA.
MAS ELE EMPRESTOU AO FMI?
MENTIRA. O FMI É IGUAL A UMA “CAIXA”. COMO O NOME DIZ É UM FUNDO. TODOS OS PAÍSES MEMBROS TÊM OBRIGAÇÃO DE CONTRIBUIR PARA O FUNDO. A PRIMEIRA VEZ QUE O BRASIL CONTRIBUIU OU “EMPRESTOU” PARA O FUNDO, FOI APÓS A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, QUANDO O FUNDO FOI CRIADO.
Conclusão: Ele usa a midia, fala de realizações que NÃO foram feitas, e você acredita que NUNCA ANTES NESTE PAÍS, ESTIVEMOS TÃO BEM.
AH! MAIS ELE “DESCOBRIU” O PRÉ-SAL.
O PRÉ-SAL É UMA ENGANAÇÃO. NENHUM PAÍS DO MUNDO TIROU PETRÓLEO A UMA PROFUNDIDADE DE SETE MIL METROS. O QUE SE VAI GASTAR PARA QUE ESTE PETRÓLEO CHEGUE A SUPERFÍCIE. COMPENSA? BEM, DEPENDE DO VALOR DO PREÇO DO BARRIL, DAQUI A DEZ ANOS. ALÉM DISSO, A PETROBRAS PASSOU MAIS DE 50 ANOS TRABALHANDO PARA CHEGAR AO NÍVEL DE HOJE. (NÃO FOI OBRA DO PAI LULA). AO CONTRÁRIO. NA ADMINISTRAÇÃO PETISTA, A PETROBRAS AMARGA UM PREJUÍZO DE QUASE 100 BILHÕES DE DÓLARES. (PESQUISE NO GOOGLE, PREJUÍZOS DA PETROBRAS ESTE ANO).
E SE TODAS AS SUAS REALIZAÇÕES FOSSEM VERDADE.
QUEM VAI GOVERNAR?
É LULA OU DILMA?
SE VOCÊ RESPONDE LULA, ISSO É UM ESTELIONATÁRIO ELEITORAL. VOCÊ ELEGE UMA PESSOA E A OUTRA VAI MANDAR.
SE VOCÊ RESPONDE, DILMA, EU PERGUNTO: SERRA NÃO JÁ PROVOU QUE POSSUI MUITO MAIS CAPACIDADE?
SIM.
ENTÃO EU VOTO SERRA.
OBS: SERRA É DO PARTIDO DE FHC. LULA É DO PARTIDO DE DIRCEU, GENUÍNO, DELÚBIO (DO DÓLAR NA CUECA)
MAS SERRA É DO PARTIDO DE FHC.
SERRA NÃO É FHC (EMBORA EU SEI QUE FHC FOI O MAIS COMPETENTE E O MAIS CALUNIADO PRESIDENTE DA HISTÓRIA DESTE PAÍS).
Jorge Roriz integra a rede "Blogs Pela Democracia"

Bota é fogo!

Loco Abreu deu passe para gol de Edno e fez o outro
Foto: Agência Estado

O Botafogo está no G4 do Campeonato Brasileiro depois da vitória conquistada fora de casa, em Sete Lagoas-MG, contra o Atlético Mineiro.
O time foi eficiente nos contra-ataques e marcou 2 a 0 na noite deste sábado, 31. Está em quarto lugar, com 51 pontos, na frente de Santos e Internacional. É o time com menos derrotas - cinco - na competição.
Com seis pontos a menos que o líder Fluminense, o Botafogo até pode sonhar com o título do campeonato.

Carreata Pró-Serra encerra campanha eleitoral em Madre de Deus

Vereadores Soró, Vivaldo e Dailton Filho
Foto: Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de Madre de Deus, Dailton Filho (DEM) e os vereadores Vivaldo Fernandes e Antonio Carlos Soró, ambos do PSDB, organizaram uma grande carreata para encerrar com chave de ouro a campanha eleitoral na cidade.
Reunindo mais de 40 carros adesivados e com bandeiras de Serra 45, os vereadores acreditam que neste segundo turno haverá uma grande virada no município.
No primeiro turno, Dilma Rousseff conseguiu em Madre de Deus 6.674 votos contra 1.069 de José Serra. Porém, os organizadores da carreata acreditam que, com todo o desgaste que o PT vem sofrendo em Madre de Deus, o candidato tucano reverterá essa situação nas eleições deste domingo, 31.
(Com informações de Tiago Martins)

Feirenses na Olimpíada Brasileira de Física - Seção Bahia

Neste sábado, 30, a realização da Olimpíada Brasileira de Física - Seção Bahia, em Salvador, programa da Sociedade Brasileira de Física, voltado para alunos do Ensino Médio.
Estudante do Colégio Nobre, Vinicius Adorno Gonçalves está fazendo a terceira etapa da competição.
Seu irmão, Vitor Adorno Gonçalves, também está na disputa. Ele foi o único aluno do 1º ano do Nobre que passou para terceira fase.

Comunistas questionam a exortação do papa a não se votar em políticos abortistas

Por Francisco Vianna (com base na imprensa internacional)
Em plena reta final da campanha presidencial - que culminará na votação de amanhã - que irá decidir qual dos dois postulantes, a petista-comunista Dilma Rousseff e o socialista moderado José Serra, para presidir o país pelo período de 2011 a 2014, a polêmica em torno do aborto se reavivou com fortes críticas da Igreja Católica, que conclamou seus fiéis a não votar na candidata petista, que prega a descriminalização da prática do aborto.
Dois reconhecidos teólogos comunistas, o frei dominicano Betto e o ex-franciscano Leonardo Boff, ambos apoiando a candidata do PT, expressaram sua repulsa à exortação do papa Bento XVI aos bispos brasileiros, considerando-a uma "intromissão no processo eleitoral".
"É uma pena que o papa Bento XVI tenha se convertido num militante da ‘direita’ e das forças conservadoras. Por que não elogia as ‘políticas sociais’ que salvam vidas?", perguntou frei Betto no Twitter, amigo de longa data e ‘assessor especial’ de Lula da Silva. "Quando será que o Papa vai condenar as guerras do Iraque e do Afeganistão ou o embargo a Cuba?", acrescentou.
Por sua vez, também através do Twitter, Leonardo Boff, um dos ideólogos da proscrita "Teologia da Libertação" (por Roma), que acabou sendo excomungado da Igreja, ressaltou: "O Papa não pode converter-se num cabo eleitoral".
No dia anterior, numa reunião com os prelados brasileiros no Vaticano, Bento XVI havia dito que os sacerdotes tinham a obrigação moral e eclesiástica de se expressarem contra o aborto e a eutanásia, inclusive quando se tratasse de discussões políticas e de promessas de cunho eleitoral. As declarações papais tiveram um grande eco em todo o Brasil porque pouco antes do primeiro turno eleitoral a candidata Rousseff - ex-chefa de gabinete de Lula e sua favorita ao governo - declarou numa entrevista à imprensa que "considerava um absurdo que o aborto ainda seja uma prática criminalizada no país e que, caso eleita, iria descriminalizar o casamento homossexual e o aborto", que hoje, quanto ao segundo, só é autorizado em casos de estupro ou de risco de morte para a gestante. Muitos analistas acreditam que esta declaração lhe tirou votos dos setores católicos e evangélicos, e a impossibilitou de vencer no primeiro turno.
Rousseff, ao invés de prometer dar uma assistência médica e social de melhor qualidade às mulheres pobres que se submetem ao aborto em condições sanitárias inadequadas, preferiu - ideologicamente - prometer a sua descriminalização, o que afronta violentamente os preceitos morais e religiosos defendidos pelos religiosos que adotam uma posição em prol da vida. De fato, a candidata comuno-petista chegou a publicar uma carta se comprometendo a não levar adiante leis que possam ir contra 'valores religiosos', o que foi visto pela maioria do eleitorado como sendo apenas uma manobra eleitoreira e demagógica.
Após as novas declarações do papa, Lula também voltou ao assunto e, sem criticar diretamente Bento XVI, minimizou o fato de que a renovada polêmica vá ter um grande peso no segundo turno eleitoral. "Este é um país democrático, laico, e, portanto, as pessoas podem se manifestar da forma que queiram", disse ele, acrescentando que não é novidade que o papa tenha se manifestado dessa forma.
O certo é que a controvérsia revelou uma face muito conservadora da sociedade brasileira, o que contrasta com a imagem "progressista" e sexualmente "liberada" que se tem do Brasil pelo mundo a fora. "Foram reafirmados valores tradicionais da cultura judaico-cristã que muita gente julgava extintos. E a religiosidade, que é muito forte nos setores mais pobres da população, permitiu reinserir esses temas na agenda política", explicou o sociólogo Brasílio Sallum Junior, da USP.

Dom Itamar Vian lança "O Jeito de Ser" no dia 11

A Arquidiocese de Feira de Santana e a Editora Paulinas convidam para o lançamento do livro "O Jeito Certo", de dom Itamar Vian e frei Aldo Colombo.
O lançamento acontece no próximo dia 11 de novembro, às 12 horas, durante a Missa da Misericórdia, na Igreja Nossa Senhora dos Remédios. A obra traz em suas 118 páginas, a coleção de pequenos fatos e parábolas.
"O bom senso aponta uma atitude prática em nossa relação com Deus. Devemos trabalhar como se tudo dependesse de nós, mas precisamos confiar em Deus, porque tudo depende de sua vontade. Temos o direito de pedir o pão, a paz, a saúde, a aprovação no exame final, desde que tenhamos feito a nossa parte. E nossa prece sempre deve ser temperada pela atitude de filhos e filhas: façamos a nossa parte, mas que a vontade do Pai seja feita", destaca a apresentação da obra, continuando que:
"Este livro insiste em coisas óbvias, mas que valem a pena ser repetidas. Os valores do Evangelho e da tradição cristão são eternos. Mas, nada melhor do que algumas parábolas modernas, seguindo o método do próprio Jesus, para relembrar coisas antigas e compreender melhor as novas".
Segundo o site da Arquidiocese de Feira de Santana, três livros da autoria de dom Itamar foram selecionados para serem apresentados na Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha, em outubro do próximo ano. Dentre eles, o livro “Do Jeito Certo”.
Sobre os autores
Dom Itamar Vian, que foi educador na Província dos Freis Capuchinhos do Rio Grande do Sul durante quinze anos, assumiu a Diocese de Feira de Santana em 1995, onde foi nomeado arcebispo.
Frei Aldo Colombo é formado em filosofia, teologia e jornalismo. Atualmente, é diretor do "Correio Riograndense".
(Com informações da Pascom - Paróquia Senhor dos Passos)

A partir de 2 de janeiro de 2011

No dia 2 de janeiro de 2011, um senhor idoso se aproxima do Palácio da Alvorada e, depois de atravessar a praça dos Três Poderes, falou com o Dragão da Independência que montava guarda:
- Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o presidente Lula.
O soldado olhou para o homem e disse:
- Senhor, o Sr. Lula não é mais presidente e não mora mais aqui desde ontem.
O homem disse:
- Está bem -, e se foi.
No dia seguinte, o mesmo homem idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e falou com o mesmo Dragão:
- Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o presidente Lula.
O soldado novamente disse:
- Senhor, como lhe falei ontem, o Sr. Lula não é mais presidente nem mora aqui desde anteontem.
O homem agradeceu e novamente se foi.
No dia 4 de janeiro ele volta e se aproxima do Palácio Alvorada e falou com o mesmo guarda:
Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o presidente Lula.
O soldado, compreensivelmente irritado, olhou para o homem e disse:
- Senhor, este é o terceiro dia seguido que o Sr. vem aqui e pede para falar com o Sr. Lula. Eu já lhe disse que ele não é mais o presidente, nem mora mais aqui. O Sr. não entendeu?
O homem olha para o soldado e disse:
- Sim, eu compreendi perfeitamente, mas eu ADORO ouvir isso!
O soldado, em posição de sentido, prestou uma vigorosa continência e disse:
- Até amanhã, Sr!!!
Enviado por Carlos Alberto Camargo

Desenho de Gilton

Gilton Almeida da Silva, dez anos, estuda na quarta série da Escola Municipal Norma Suely, no bairro George Américo.
O desenho ao lado, dedicado para Dimas Oliveira e Thomas Oliveira, torcedores do Botafogo, é de sua autoria.
Clique na imagem para ampliar

Vírus perigoso

Fique atento neste domingo, 31.
Não tecle 13 na urna eletrônioca, pois é um vírus que se espalha na população brasileira e que compromete o futuro do país e dos seus filhos.
Esse é o pior e mais destrutivo vírus que já ameaçou o Brasil.
Vamos ajudar a livrar o país desse vírus "dilma vez".
Enviado por Sérgio Oliveira, de Charqueadas-RS

Coincidência?


Erenice emprestou a Dilma o colar e os brincos?
Autoria: KibeLoco
Fonte: Claudio Humberto

De doer os ouvidos

A língua portuguesa continua sendo agredida pela Dilma, que diz ser professora.
No debate da noite de sexta-feira, 29, ela disse coisas como: "Os hospitais estão cheios porque todo mundo procura os hospitais". Falou: "foram atingidos pessoas", e "a gente que somos". Para a apedeuta, como seu criador Lula, "ciclo vicioso" virou "círculo virtuoso".
Nem "os cumpanheiro" devem ter gostado. De doer os ouvidos.
O Brasil pode ter outro presidente (presidenta) que não lê, não sabe escrever e que celebra a ignorância.

Ministério para Feira de Santana

Qual político feirense derrotado nas eleições 2010 vai ser escolhido para ministro em eventual governo de Dilma Rousseff?
Os atuais deputados federais Colbert Martins (PMDB) ou Sérgio Carneiro (PT)?
Pelo esforço deles na campanha mereceriam o prêmio, não?

Dados de tucano foram acessados sem motivo por gerente do BB

Os dados bancários do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, foram acessados sem motivo por duas vezes em uma agência do Banco do Brasil em Maricá-RJ, informa reportagem de Fernanda Odilla, publicada na "Folha", edição deste sábado, 30.
Em depoimento à Polícia Federal na quarta-feira, 27, o gerente de contas do BB Márcio Vinícius Alves afirmou que no dia 26 de março deste ano consultou por engano, em dois momentos, a conta corrente do dirigente tucano. Alves contou à PF que fez os acessos às 11h29 e às 11h30.
Segundo a versão do servidor, atualmente lotado em agência do BB em Niterói-RJ, na ocasião foi feita "uma reclamação de cliente repassada pela telefonista da agência, questionando um depósito não creditado".
Para a defesa de Eduardo Jorge, que já suspeitava do acesso imotivado, não há dúvida de que o sigilo bancário foi violado.
Na sexta-feira, 29, por meio da assessoria de imprensa, o BB informou que, "até o momento, as informações sobre acessos realizados à conta do cliente Eduardo Jorge não configuram quebra do sigilo".
Comento
Isto é o que faz o PT na esfera pública: partidarização. Fui funcionário do BB, do qual sou aposentado. Quando fiz concurso foi para ser FUNCIONÁRIO DO BANCO DO BRASIL e não do governante de plantão. Entrei no banco em 1982 (governo João Figueiredo) e passei por outros governos. Sempre souberam de minha filiação ao PDT e nunca fui perseguido, pois, como disse, sempre fui FUNCIONÁRIO DO BANCO DO BRASIL.
Por Sérgio Oliveira é de Charqueadas-RS

Modelito de Dilma



Quem é o estilista da candidata Dilma Rousseff?
Que coisa mais horrível o modelito usado por ela no debate de sexta-feira, 29 (Foto: Reprodução).
Não entendo de moda, mas creio que não ajudou em nada para melhorar a imagem. Parecia o fardão de alguma academia.
Ela fechou com "chave de lata" o desfile de modelos ridículos usados na campanha.

Para salvar o Brasil

O Brasil vai bem, obrigado. O desemprego é um dos mais baixos da história recente. O salário mínimo está recuperando o valor de compra. Milhões de brasileiros deixaram a pobreza nos últimos anos. E o Brasil passou quase incólume pela crise financeira internacional que, em 2008, foi um tsunami no mundo. Devemos crescer até 7% este ano.
Só que, ao contrário do que apregoa o PT, nada disso se deve a Lula.
Ele só está surfando em cima da herança bendita que recebeu de Fernando Henrique e da qual se apossou sem pagar direitos autorais.
Lula encontrou o Brasil com a economia saneada pelo Plano Real que, em 1994, quebrou a espinha dorsal da hiperinflação.
A inclusão social começou aí. A hiperinflação era o imposto mais cruel que caía sobre os pobres e os trabalhadores que, até então, viam cada vez mais dias sobrarem ao final dos seus salários.
Lula e o PT ficaram contra o Plano Real, mesmo sabendo que ele era aprovado pelos brasileiros que elegeram FHC, já no primeiro turno, em 1994 e 1998.
FHC criou a Rede de Proteção Social que desenvolveu cinco programas sociais, entre outros: o Bolsa-Escola, o Bolsa-Alimentação (iniciativa de Serra quando ministro da Saúde), o vale-gás, o programa de erradicação do trabalho infantil e o programa para jovens em situação de risco.
Em 2002, essa rede beneficiava 37,6 milhões de brasileiros, com investimento de R$ 30 bilhões.
Lula pegou esses cinco programas sociais e os juntou num só, "inventando" o Bolsa Família, sem pagar direitos autorais, de novo.
Contra o voto do PT, FHC criou o Fundef, que colocou 97% das crianças entre sete e 14 anos da sala de aula e aumentou os salários dos professores, principalmente no Norte e Nordeste.
No Planalto, Lula esqueceu o que dissera sobre o Fundef e "criou" o Fundeb, também sem pagar direitos autorais.
Lula e o PT se opuseram à Lei de Responsabilidade Fiscal, que acabou com a gastança de prefeitos e governadores. Ao assumir o Ministério da Fazenda, Antônio Palocci tratou de anunciar que respeitaria essa lei.
Lula e Palocci também anunciaram que haveria um prazo de dois anos para permitir a transição da política econômica de FHC para uma "política dos trabalhadores". A política de FHC continua sendo executada até hoje, oito anos depois... E ainda acusam FHC de ser "neoliberal"...
Os petistas dizem que FHC quebrou o monopólio do petróleo. É mentira.
O monopólio passou para a competência da União e a Petrobrás ficou liberada para firmar parceria com empresas estrangeiras. Foi a atuação da Petrobrás com a British Petroleum e a portuguesa Galp que permitiu a descoberta do megacampo de Tupi e do petróleo do pré-sal.
O PT foi contra a privatização das telecomunicações. Com o monopólio da Telebrás, telefone era item de declaração obrigatória ao Imposto de Renda. Depois da privatização, o telefone celular anda no bolso até das faixas mais pobres da população. Hoje, existem mais celulares no país do que brasileiros...
O PT condenou, até com pontapés, a privatização da Vale do Rio Doce. Entre 1943, ano da fundação, e 1997, quando foi privatizada, a Vale investiu, em média, US$ 481 milhões por ano e teve lucro líquido de US$ 192 milhões. De 1998 até 2009, a CVRD investiu US$ 6,1 bilhões e teve lucro de US$ 4,6 bilhões. O recolhimento de impostos saltou de US$ 31 milhões para US$ 1,093 bilhão por ano.
Embora tivesse denunciado essas privatizações como "neoliberais", Lula não mexeu nelas. Então, Lula também é neoliberal. Ah, na campanha de 2002, ele chegou a apontar a privatização da Embraer como modelo.
FHC saneou o sistema financeiro. Depois do Plano Real, grandes bancos perderam receita inflacionária e quebraram. FHC criou o Proer e restabeleceu a confiança dos depositantes.
Quando a crise internacional de 2008 bateu aqui, os bancos estavam saneados e não houve a quebradeira que aconteceu nos EUA e Europa.
Em 2008, Lula anunciou que mandaria uma cópia do Proer para ajudar a sanear os bancos dos EUA... De novo, não pagou os direitos autorais.
Lula extinguiu, em 2006, os mutirões criados por José Serra e que atendiam os mais idosos e pobres, operando-os de catarata, varizes, próstata, câncer de mama e colo de útero. A conseqüência foi a explosão dos casos de cegueira por catarata entre os brasileiros mais pobres. A fila de espera por uma cirurgia de catarata não é de menos de seis meses.
José Serra tem 40 anos de história. Foi presidente da UNE, quando ela era, ainda, a União Nacional dos Estudantes e não um covil de pelegos. Exilou-se no Chile, em 1964.
Foi secretário do Planejamento do governador Franco Montoro e coordenou a organização do plano de governo de Tancredo Neves.
Lula e o PT dizem que lutaram pela redemocratização. Eles mentem, de novo, pois ficaram contra a eleição de Tancredo Neves no colégio eleitoral.
Como deputado, Serra tirou do papel o FAT que, hoje, dá um oxigênio ao trabalhador que fica desempregado.
Ministro da Saúde, Serra criou os genéricos. Anunciou que as patentes de remédios não poderiam prevalecer sobre a saúde e conquistou o apoio da Organização Mundial da Saúde. Desde então, as patentes dos medicamentos podem ser quebradas em caso de risco de pandemias ou emergências. Serra multiplicou por nove as equipes do Programa de Saúde da Família. Criou também os mutirões de saúde. E promoveu campanhas de vacinação para os idosos.
Já Dilma Rousseff faliu como dona de uma lojinha que vendia produtos a R$ 1,99 em Porto Alegre. Secretária das Finanças de Porto Alegre, deixou a Prefeitura falida, como denunciou o seu sucessor, Políbio Braga. Ministra das Minas e Energia, Dilma apagou do site do MME as realizações do Luz no Campo criado por FHC. Depois, "inventou" o Luz Para Todos, também sem pagar direitos autorais. Escolhida candidata, indicou Erenice Guerra para substituí-la na Casa Civil. Erenice tratou logo de arrumar "bolsas-família" e confortáveis sinecuras para o maridão, os filhos, os irmãos, os cunhados, os namorados e as namoradas dos filhos e velhos amigos.
Votar nela é escolher Dunga - que nunca treinou um time de várzea - para ser o técnico da Seleção Brasileira. Deu no que deu.
Dilma é uma cristã-nova no PT. Vai ser refém de petistas como José Dirceu, que domina a máquina, foi o chefe do mensalão e não tem escrúpulos.
Dilma será uma nova Isabelita Perón que, ao suceder o marido, Juan Domingo Perón, como presidente da Argentina, na década de 70, não conhecia o país (vivera na Espanha) e nem o Partido Peronista. Tornou-se refém do ministro da Previdência, José López Rega, que era um fascista e iniciou uma guerra de extermínio contra os peronistas de esquerda. O país mergulhou numa guerra civil não declarada e na hiperinflação. Os militares deram um golpe e enfiaram a Argentina nas trevas da ditadura e da "guerra suja" das quais não se recuperou até hoje.
José Dirceu já percebeu as fraquezas de Dilma. Quando anunciou que a sua eleição seria o fortalecimento do PT, estava se candidatando a ser o López Rega de Dilma.
Torço para que Dilma e Dirceu não transformem o Brasil numa imensa Argentina.
Por isso, voto em José Serra e também peço seu voto para que salvemos o Brasil.
Enviado por Sérgio Oliveira, de Charqueadas-RS

Convite de Lilia Campos


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Movimento em Defesa da Democracia

Mais de 107 mil pessoas subscreveram apoio ao movimento pela democracia. Também personalidades decidem apoiar e e votar em Serra por seu inequívoco compromisso com a democracia, com verdade, com a vida e com a moralidade. Serra tem conhecida e reconhecida capacidade de gestão, de tirar as idéias do papel, transformar sonhos em realidade.
Neste domingo, 31, decida pelo futuro, sem escândalos, sem desvios, sem dissimulações. Veja manifesto intelectuais, mensagem do papa, programa de governo, e muito mais. E vote e peça votos em Serra presidente 45.
Artistas, intelectuais, personalidades e lideranças da sociedade assinam manifesto em apoio a Serra presidente, pela democracia, pela liberdade, pela ética e pelo Brasil
Veja mensagem do papa Bento 16 sobre o aborto e sobre eleição. Fala de traição aos fundamentos da democracia e em dissimulação
www.defesadademocracia.com.br
MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA
Por um Brasil de Verdades.

E se...

Já imaginou a zona que o PT faria se no governo do FHC::
A epidemia de dengue fosse incontrolável como agora?
E a febre aftosa?
E a febre amarela?
Se faltasse gás?
Se os lucros dos bancos fossem tão vultosos como agora?
Se houvesse tantos acidentes aéreos?
Se houvesse o caos aéreo?
Se o FHC se rebaixasse para o ditador Chaves e para Cocaleiro Morales?
Se o FHC entregasse de mão beijada para o facínora do Fidel Castro um
bilhão de reais do dinheiro pago pelos contribuintes?
Se a mulher de FHC pedisse e obtivesse cidadania estrangeira só para manipular contas bancárias no país escolhido de forma secreta e protegida?
Se o FHC comprasse um avião tão luxuoso?
Se todos os "amigos" do FHC fossem corruptos?
Se o FHC "perdoasse" a dívida de tantos "amiguinhos"?
Se o FHC tivesse um filhinho tão espertinho?
Se as despesas do Palácio aumentassem tanto?
Se alguma ministra de FHC nos mandasse relaxar e gozar?
Se a primeira dama não fizesse nada mas tivesse cartão de crédito ilimitado?
Se o FHC aparelhasse o Estado com milhares de empregos para os "companheiro"?
Se algum aspone do presidente nos mandasse tomar no... quando caísse algum avião?
Se o FHC declarasse sempre que não sabia de nada?
Se o FHC fosse amiguinho do presidente mais corrupto que o Senado já teve?
Se o leite contivesse soda cáustica?
Se algum ministro do FHC declarasse que soda cáustica no leite não faz nenhum mal?
Se o escândalo Erenice fosse na sala ao lado do FHC e ela sua ministra?
O que o PT diria? Onde anda o PT? Cadê os caras-pintadas?
Afinal... Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...
Enviado por Jorge Roriz, da rede "Blogs Pela Democracia"

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Faça a coisa certa

Quem está cansado de corrupção, Erenice, mensalão tem a opção de fazer assim neste domingo, 31: Serra presidente, Serra 45.
Assista:

"Pela liberdade de dizer a verdade"

Queridos amigos,
Nos últimos dias algumas coisas aconteceram e tomamos a decisão de tirar o blog do ar. Como estamos juntos nesta luta por José Serra Presidente do Brasil, acho que todos merecem uma explicação do que está acontecendo.
O blog Vou de Serra 45 é formado por um grupo de blogueiros que se mobilizou para fazer algo pelo Brasil. Não concordamos com a idéia de ver Dilma Rousseff ser eleita "presidenta". Entramos em contato com o Time45, grupo oficial de mobilização da campanha, contamos sobre nosso projeto e pedimos que fôssemos incluídos nas listas de mailing de imprensa e de mobilizadores para receber conteúdo oficial da campanha, relases e informações.
Fora estas informações, que eram sempre publicadas na categoria Conteúdo Oficial, os posts do blog era feitos por vários colaboradores, sem vínculo com a campanha, mas engajados em eleger o Serra.
Um de nossos membros publicou um post com uma declaração da Marina Silva onde ela dizia que não podemos votar em quem não conhecemos, e que ela não conhece a Dilma. O texto é pura verdade. O post atraiu muita atenção, mesmo a declaração tendo sido dada em agosto. Discutimos o assunto e decidimos aproveitar a atenção, mantendo o post no ar, mas deixando bem claro que a declaração não era recente. Mesmo assim a patrulha petista se uniu para deixar comentários raivosos no post e no blog da Marina. Marina reagiu escrevendo uma declaração dando a entender que estávamos espalhando uma informação mentirosa. Entramos em contato com ela e explicamos que a declaração está publicada no Estadão e que nenhuma informação falsa foi publicada. Marina não respondeu.
Logo depois o Estadão publicou uma matéria nos acusando de sermos o blog oficial da campanha e estarmos fazendo "baixaria" por termos publicado o vídeo "Dilma 2012 - O Fim Está Próximo", uma sátira do filme.
Além disso, descobrimos que havia três dias que o nosso blog tinha recebido um link no site oficial da campanha. Infelizmente não havíamos sido informados a respeito.
Todo esse movimento só prova uma coisa: o PT não gosta é da verdade. Eles patrulham e tentam censurar de todas as formas quem tenta afrontá-los. Os sites oficiais de Dilma Rousseff tem links para blogs como "Os Amigos da Presidente Dilma" e o "Blog da Dilma", que publicam baixarias diariamente, mas infelizmente a imprensa não liga para eles e preferiu se concentrar na gente.
Como nosso único objetivo sempre foi contribuir para a campanha de José Serra e não atrapalhar, resolvemos tirar o blog do ar.
Agradecemos a todos que participaram do projeto e contribuíram publicando nosso conteúdo, cumprindo as missões e divulgando o blog. Continuamos lutando pela eleição de José Serra, agora cada um no seu próprio blog. Não vamos descansar nem nos deixar intimidar.
Até a vitória!
Equipe "Vou de Serra 45"
http://twitter.com/vou_de_serra45/

O que pode vir por aí

A leitora símbolo deste Blog Demais, Mariana Pereira, de Niterói-RJ, conta que "li um papo com Fabio Nunes e Celso Amorim, que diz que o melhor mediador do debate seria Franklin Martins. Mas ele concordou com o amigo. Algo tão absurdo e que desmente a eles próprios quando dizem que não pensam acabar com a liberdade de imprensa. Ele diz que o Wiiliam Bonner (no debate da Rede Globo, na noite desta sexta-feira, 29) cometeu um 'crime' por causa dos 15 segundos que se perdeu na confusão com o cronômetro, na vez de Dilma e que '...em 2014, os debates serão na TV Brasil e na TV Brasil internacional...'. Ou seja, nenhuma TV terá o direito de fazer qualquer debate e quem sabe, nem entrevistar ninguém, mostrando os candidatos, de fato, para o povo".

"Tropa de Elite 2" é o filme brasileiro mais importante dos últimos tempos

Wagner Moura em "Tropa de Elite 2" Foto: Divulgação

Finalmente, consegui assistir ao filme "Tropa de Elite 2", de José Padilha, no início da noite desta sexta-feira, 29 - início da quarta semana em exibição no país -, com sessão lotada no Orient Cineplace. Mostra uma realidade brasileira a partir do Rio de Janeiro: a violência. Bate duro no cerne da questão. Para começar, considero-o como o filme brasileiro mais importante dos últimos tempos.
"Qualquer semelhança com a realidade é apenas uma coincidência. Essa é uma obra de ficção". É obra de ficção, mas como se fosse um documentário do que se passa no país com o "sistema" que vigora.
O filme tem roteiro, é bem dirigido e com interpretações seguras, principalmente de Wagner Moura como o atormentado capitão Nascimento - que narra o desenrolar da trama, um recurso interessante.
No filme, a afirmativa: "Bandido bom é bandido morto". E como a platéia vibra e aplaude quando os bandidos são eliminados. Mais ainda quando um político apanha. Um dos motivos de tanta gente ir ao cinema para ver o filme, pelo boca a boca e discussões que provoca.
O filme faz critica aos intelectuais de esquerda - que defendem marginais -, aos direitos humanos - que só defendem bandidos. A corrupção na política - mostra que política é um negócio -, na polícia, e na imprensa também são criticadas duramente. Os intelectuais de esquerda e a turma dos direitos humanos afirmam que o filme é "facista".
"Tropa de Elite 2" é um retrato frio e cruel da realidade do país. Não deve mudar a situação da segurança pública brasileira, mas cutuca feridas e mostra também que a sociedade é apática, que não se incomoda com a situação enquanto não se mexe com ela.
Sintomático que o plano final do filme mostre Brasília, onde está o mais amplo "sistema".
No mais, como Thomas Oliveira, observou em seu comentário no "Jabuticaba Republic", "num rápido relance nos patrocinadores do filme que costumam aparecer no início dos longas brasileiros, a ausência ilustre das nossas estatais. Acho que os suaves ataques feitos às ONGs esquerdistas no filme anterior fez com que o governo desse ordem para cortar verba da continuação".
Antes do filme, o trailer de "Federal", de Erick de Castro, com Selton Mello e Carlos Alberto Riccelli, outro filme brasileiro. Nele, a afirmativa de que "a única coisa que funciona no Brasil é o crime".

Tucanos fazem caminhada de apoio a Serra em São Paulo

Os tucanos realizaram na tarde desta sexta-feira, 29, em São Paulo, capital, uma caminhada para demonstrar força no maior colégio eleitoral do país. Mesmo sem a presença do candidato José Serra (PSDB), o grupo reuniu militantes e as principais lideranças do partido no Estado. O evento terminou pouco antes das 14 horas, com a execução do Hino Nacional e discursos do governador eleito Geraldo Alckmin e do atual governador, Alberto Goldman.
Os militantes caminharam desde o Largo de São Francisco até a Praça da República, na região central da cidade. O trajeto foi percorrido em aproximadamente meia hora. No local, o grupo ouviu um discurso de Goldman, que afirmou que Serra será eleito no domingo e que a mobilização desta tarde foi feita por voluntários. "Todo mundo veio voluntário, cada um fez como queria fazer, cada um está vestido de um jeito, não tem uniforme para ninguém", disse.
Antes de deixar a praça, Alckmin conversou com jornalistas e reafirmou a confiança na vitória nas urnas. "Em São Paulo o Serra já ganhou no primeiro turno e nós estamos trabalhando e vamos trabalhar até o último minuto", disse Alckmin. "Acho que todo Brasil vai ser importante, as 27 unidades da federação. Claro que São Paulo, Minas e Rio de Janeiro são estados muito populosos", disse. "Para nós, o que vale é voto na urna, e não pesquisa", completou.
Alckmin ressaltou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acompanhou mais da metade do percurso, mas deixou o grupo no Viaduto do Chá. "Nós demos uma paradinha para tomar um cafezinho, para dar uma acalmada, porque estava meio empurra-empurra", disse.
A passeata foi acompanhada por motos da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Pelas ruas, os militantes agitavam bandeiras e distribuíram panfletos. Não foram registrados incidentes.
Campanha 'firmeza'
Perguntado sobre o clima de enfrentamento entre os dois adversários, o senador eleito Aloysio Nunes (PSDB) disse que os tucanos foram firmes, mas sem exagerar. "Do nosso lado não houve dureza, houve firmeza", disse.
O senador eleito apontou que o partido tem levantamentos que indicariam outro cenário na intenção de voto dos eleitores. "Nossas pesquisas mostram uma diferença bem menor do que essas que são publicadas. A nossa situação no Nordeste melhorou bastante em relação ao primeiro turno. Estou muito confiante", disse. Para ele, os próximos dias devem ser de reflexão para os eleitores. "A campanha está sendo feita agora na campanha dos eleitores. Os eleitores vão ver os dois candidatos e vão pensar bem em quem tem mais condições de dirigir o país", afirmou Aloysio Nunes.
Fonte: G1

Xis da questão

Por Thomas Oliveira
Eu realmente não tenho a menor vontade de discutir se a Igreja Católica é boa ou ruim, medieval, atrasada, se o Papa é apenas um político ou se o aborto é ou não assassinato. Isso tudo é infrutífero. O que eu defendo é que o PT e a Dilma assumam suas posições verdadeiras e parem de mentir para o eleitorado brasileiro. Quem concorda que se deve mentir até mesmo sobre fé e religião para ganhar as eleições, discorda de mim. Se o PT, a Dilma e o Lula são tão fodões como querem nos fazer acreditar, por que não disputam a eleição defendendo a verdadeira ideologia do partido? Por que não anunciam o que realmente acham da Igreja Católica, do Papa e do aborto? Podem defender a mesma posição que o PT em relação a esses temas, mas não dá pra defender o comportamento deles, de esconder o que realmente pensam para agradar o eleitorado.
Fonte: "Jabuticaba Republic"

Juristas condenam projeto de lei que limita liberdade de imprensa

O projeto de lei apresentado na quarta-feira, 27, pelo deputado estadual Carlin Moura (PC do B-MG), que segue a onda dos movimentos estaduais de criação de conselhos de comunicação, foi rechaçado pela oposição e juristas ouvidos na quinta-feira, 28, pelo jornal "O Globo". Para eles, a proposta - que, segundo o autor, visa a atender às determinações da Conferência Nacional de Comunicação (Confecon), realizada ano passado - não apenas é um limitador à liberdade de imprensa, mas uma afronta à democracia.
O jurista e professor de Direito Constitucional Ives Gandra Martins destacou a inconstitucionalidade das propostas de criação dos conselhos de comunicação:
- Vou propor à seção paulista da OAB que mova uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, e duvido que essas iniciativas passem pelo Supremo. Quando a Corte, em meados do ano passado, entendeu que a antiga Lei de Imprensa não estava de acordo com a Constituição Federal de 1988, deu a entender que não aceitará qualquer movimento que comprometa a liberdade de imprensa e, consequentemente, a democracia.
O deputado estadual Domingos Sávio (PSDB) criticou a proposta, no plenário da Assembleia Legislativa de Minas. "As responsabilidades da liberdade de imprensa já estão previstas no Código Penal e no Código Civil. Não há necessidade de criar um conselho de fiscalização para garantir que não haja abuso. Quem cria meios de fiscalização também cria normas para punir", disse.
O advogado e conselheiro da seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), Aristóteles Atheniense, também criticou a falta de tolerância às críticas de grupos políticos do atual governo:
- Eles não se cansam de buscar soluções esdrúxulas para impedir manifestações que colocam em risco o poder que eles detêm.
Fonte: "O Globo"

Aloprados do PT tentam afastar PMDB de Dilma

Deu em Claudio Humberto:
Confiantes na vitória de domingo, dirigentes do PT ligados ao comando da campanha presidencial, articularam o vazamento para a imprensa de falsa “pressão” por cargos, exercida pelos partidos aliados, como o PMDB para ocupar no eventual governo de Dilma Rousseff. O objetivo seria constranger a candidata a reduzir os espaços desses partidos na aliança, mas ela própria se encarregou de desautorizar a operação.
Briga fisiológica
Petistas como o paulista Rui Falcão, ligado a Marta Suplicy, temem que partidos como o PMDB ocupem cargos que interessam ao PT.
Só elogios
Apesar da má fama do seu partido, a conduta do vice de Dilma na campanha, Michel Temer (PMDB), tem sido elogiada pela candidata.

A candidata desconhecida

Por José Carlos Sepúlveda da Fonseca
Afinal, quem é mesmo Dilma Rousseff?
Atualmente é a candidata de Lula à Presidência da República. Mas o que se sabe dela? O que revela de si mesma, de suas ideias e práticas políticas?
Só hoje, dia 25 de outubro, a menos de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, Dilma Rousseff apresentou seu programa definitivo (?) de governo. Trata-se de uma terceira versão! A primeira, registrada no Tribunal Superior Eleitoral, contendo as verdadeiras metas de um eventual governo petista - metas radicais, afins ao "chavismo" imperante em diversos países da América Latina - foi rapidamente retirada para não assustar. Reproduzia as decisões do 4º Congresso do PT, estava assinado por Dilma, mas a candidata afirmou nada ter a ver com o programa e acrescentou que rubrica não é assinatura (!?)
Dupla face
É bom não esquecer que a candidata de Lula tudo faz para esconder seu passado político na época da luta armada. Como apropriadamente ressaltou alguém, a mesma candidata que apoia a abertura dos arquivos do regime militar conseguiu que o Superior Tribunal Militar negasse o acesso a seu processo.
Ora, como já tive oportunidade de afirmar, esses não são atos da vida privada de Dilma, mas atos de sua vida pública, quando - atendendo a suas crenças marxistas - se engajou numa luta para impor ao País uma ditadura comunista.
Este é o estilo Dilma! Negar o afirmado, esconder o passado, tergiversar sobre ideias e princípios, simular convicções. A ocultação e a dupla face são marca registrada.
Omissões estratégicas
O programa da petista, com treze compromissos, coordenado por Marco Aurélio Garcia e apresentado hoje num almoço-reunião com os partidos aliados, omite, por exemplo, o tema da legalização do aborto, devido à forte reação causada pelo mesmo no vasto eleitorado religioso. Apesar da política pró-legalização do aborto continuar a ser uma meta do programa do Partido dos Trabalhadores; e de, em diversas ocasiões, inclusive duas vezes este ano, Dilma ter defendido a descriminalização do aborto enquanto agora afirma ser "pessoalmente" contrária ao mesmo.
Religião, MST, saúde...
Dilma esteve presente no Santuário Nacional de Aparecida, onde assistiu à missa, exibindo uma proximidade com a religião católica e suas práticas, que em nada condizem com suas posturas e declarações anteriores. Difundiu, além disso, a chamada Carta Aberta ao Povo de Deus, com a qual tentou acalmar os setores religiosos do eleitorado, apreensivos com os desígnios petistas de perseguição religiosa, "casamento" homossexual, legalização da prostituição, discriminalização do aborto, fim do direito de propriedade, etc., consolidados no PNDH 3.
Em junho deste ano, após afirmar não ser cabível usar boné do MST, Dilma envergou o mesmo na convenção do PT em Sergipe. Mas agora a candidata simula opor-se às contínuas e graves violações ao direito de propriedade e às leis do país, perpetradas pelo MST. MST que o governo Lula, com a participação de Dilma Rousseff, acobertou, financiou e estimulou de diversos modos, como é público e notório; MST que, como tropa de choque disciplinada, declarou trégua em suas invasões, para não prejudicar a candidatura da petista; MST convidado a participar da elaboração do programa de um possível governo Dilma.
Nem sequer a respeito de sua saúde o comportamento de Dilma Rousseff é "transparente". Seria fundamental que os eleitores tivessem a esse respeito informações precisas, para fazerem uma escolha abalizada e consciente. Propondo-se a candidata a governar o País durante quatro anos, esse assunto habitualmente de foro privado, passa a ser de interesse público, pelas consequências que pode acarretar para o futuro político da Nação.
Ditos e desditos
Enganar, ludibriar, omitir, como afirmei, parece ser o estilo de Dilma Rousseff. Se eleita, ela será uma incógnita! O que nos espera caso consiga vencer a eleição? Quais suas verdadeiras idéias? Quais seus desígnios para o País? São algumas das questões a ser enfrentadas.
A este propósito a revista Veja (13.out.2010) publicou matéria intitulada "Antes Depois". Os ditos e desditos de Dilma Rousseff são analisados. A abrir a reportagem, com grande destaque, as declarações contraditórias da petista a respeito da descriminalização do aborto:
- "Acho que tem de haver a descriminalização do aborto. Acho um absurdo que não haja" (4 de outubro de 2007, em entrevista à Folha de S. Paulo);
- "Eu pessoalmente sou contra. Não acredito que haja uma mulher que não considere o aborto uma violência" (29 de setembro de 2010, em pronunciamento realizado ao lado de lideranças cristãs, para conter perda de votos entre o eleitorado religioso).
Quais são, afinal, as suas reais convicções? indaga a reportagem assinada por Leonardo Coutinho, Otávio Cabral e Vinícius Segalla. São trechos desta reportagem que reproduzo aqui.
"Passada a ressaca do primeiro turno das eleições presidenciais, o marqueteiro do PT, João Santana, encomendou pesquisas para aferir os motivos que levaram eleitores a abandonar o barco da petista Dilma Rousseff na reta final das eleições. O mais determinante deles, concluiu, foi o peso do voto religioso. Grande parte dos eleitores que trocaram Dilma por outro candidato o fez depois de saber que ela havia se declarado favorável à descriminalização do aborto - uma posição compartilhada por apenas 11% dos brasileiros, segundo a última pesquisa do Datafolha sobre o tema. De acordo com o levantamento, de 2008, 14% da população do país acha que o aborto deveria ser permitido em mais situações, enquanto uma ampla maioria de 68% dos brasileiros se diz contrária a qualquer mudança na lei atual - que prevê punição para a interrupção artificial da gestação nos casos em que ela não foi resultado de estupro ou não põe em risco a vida da mãe. Em relação a essa questão, portanto, o eleitorado brasileiro é claramente conservador. Confrontada com essa realidade, a presidenciável Dilma Rousseff se enrolou. Ou melhor, tentou enrolar o eleitor.
Há três anos, ela defendeu de forma inequívoca a descriminalização do aborto, uma bandeira petista. Reafirmou sua posição em abril de 2009 e, novamente, em maio e agosto deste ano, em documentos e entrevistas a diferentes veículos de comunicação. Durante a campanha eleitoral, porém, Dilma passou a se declarar "pessoalmente contra o aborto". Seu desdito não só se revelou insuficiente para convencer parte do eleitorado cristão, que descarregou votos nos seus adversários José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), como somou à discussão uma questão que há tempos vem rondando a candidata do presidente Lula. Quem é e o que pensa de verdade Dilma Rousseff?
A ex-ministra já mudou de opinião em relação à sua amiga e sucessora na Casa Civil, Erenice Guerra, acusada de transformar o ministério em um balcão de negócios. Ora Erenice merece sua "inteira confiança", ora é apenas "uma ex-assessora" cujo comportamento não lhe diz respeito. Dilma já mostrou que o que ela diz não se escreve em relação ao MST, à liberdade de imprensa, à relevância das questões ambientais e à condução da política monetária. Como um pêndulo, balança para lá e para cá, sempre ao sabor de conveniências - políticas ou eleitorais. Tal comportamento contribuiu para reforçar as muitas interrogações que pairam sobre ela - e que tiveram origem na forma como se sagrou candidata. Dilma jamais disputou uma eleição. Sua candidatura é fruto de uma decisão solitária de Lula. Embora tenha sido escolhida pelo presidente no início de 2007, foi sempre resguardada do embate político. O dito e o desdito sobre o aborto não contribuíram em nada para diminuir as zonas de sombra que cercam a sua candidatura.
No Brasil, a questão nunca havia tido impacto numa corrida presidencial, como ocorre desde os anos 70 nos países ricos. Nos Estados Unidos, o tema esteve presente em quase todas as eleições recentes - e continua a ser motivo de discussão. (...) No Brasil, a surpresa não está no fato de o tema ter vindo à tona nestas eleições, e sim no de não ter surgido antes. "As discussões que envolvem valores morais são fundamentais numa eleição. O debate sobre o aborto já deveria ter ocorrido. Estamos atrasados", diz o antropólogo Roberto DaMatta.
Internamente, o PT discute a descriminalização do aborto desde sua fundação, há trinta anos. Em 2007, a legenda fechou questão em torno da liberação da prática. A posição tornou-se tão consolidada na sigla que, dois anos depois, o PT puniu quem pensava diferente. Sua comissão de ética suspendeu os deputados Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC) depois que eles reafirmaram sua posição contrária ao aborto. (...)
Em 18 de agosto, questionada no debate promovido pela associação Folha/UOL se era favorável à legalização do aborto, Dilma Rousself respondeu que "a legislação deveria entrar em equilíbrio com os interesses das mulheres" e afirmou que a prática tem de ser "tratada como um assumo de saúde pública", numa clara indicação de que, se eleita, pretendia estendê-la à rede pública. O PT, orgulhosamente, disseminou a resposta em seu site e no Twitter. (...)
Na tentativa de acalmar os cristãos, a campanha da petista divulgou uma Carta Aberta ao Povo de Deus. No documento, Dilma transferia ao Congresso a responsabilidade pelas decisões relativas ao aborto. Em vez de apaziguar, o texto atiçou os religiosos, e o debate pegou fogo de uma vez. A internet toi inundada de condenações de líderes religiosos à petista. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, divulgou uma carta condenando o posicionamento de Dilma e de seu partido e pregando o voto em José Serra. O presidente da Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória, Enock de Castro, veio a público para dizer que "não aceita os princípios de Dilma". "Os rumos do país podem mudar para pior se o PT ganhar a eleição", disse o padre José Augusto, de Cachoeira Paulista, durante um sermão transmitido pela TV Canção Nova. Lideranças espíritas também se uniram no coro contra o aborto.
Integrantes [da cúpula do PT cogitaram] até mesmo retirar a descriminalização do aborto do seu programa partidário. Pura manobra eleitoral. Como escreveu a colunista Dora Kramer, do jornal O Estado de S. Paulo, "se o PT pode retirar o tema do aborto do programa aprovado pelo partido porque atrapalha a campanha, com a mesma facilidade pode repor o assunto na agenda quando achar que não há mais obstáculos". De partidos e candidatos, esperam-se, muito mais do que estratégia eleitoral, convicções. Quais são as de Dilma, afinal de contas?"
Fonte: "Mídia Sem Máscara"