Clique nas imagens

terça-feira, 28 de março de 2017

Em memória de Carlo Barbosa: "O Questionador do Caos"


Neste 28 de março, 29 anos da morte do artista plástico feirense Carlo Barbosa. Há quase 27 anos, em 20 de junho de 1990, escrevi uma matéria rememorativa após os dois anos de seu falecimento, publicada no jornal "Feira Hoje", cuja página me foi dada pelo jornalista e historiador Adilson Simas.
Avivando a memória com a lembrança de Carlos Barbosa
20.07.1945 - 28.03.1988
Antônio Carlos de Oliveira Barbosa, aliás Carlo Barbosa. Há ainda quem se lembre do artista morto prematuramente há pouco mais de dois anos? Se Carlinhos estivesse entre nós completaria hoje, 20 de julho, 45 anos de idade, mais da metade dedicada a produzir uma obra densa, dramática, até polêmica, onde mostra sua essência de artista que não se deixou envolver por modismos, preferindo utilizar como linguagem a emoção.
Para lembrar o artista e avivar a falta de memória do feirense é que transcrevemos um artigo publicado na revista carioca "Imposto de Renda", em junho do ano passado, denominado "O Questionador do Caos", escrito pela jornalista Antonieta Santos:
"Carlo Barbosa foi um artista coerente com a vida. Em duas décadas de pintura, exercida com sofrimento e resignação, em nenhum momento ele se deixou envolver pelo sucesso rápido e os fascínio do consumismo, e mergulhou a fundo numa arte exercida com determinação. Por isso, sem se rotular ou proferir qualquer engajamento político, ele usou sua força criativa para revelar uma realidade, se tornar uma voz ativa no cotidiano popular, do qual se sentia um representante autêntico.
Na última exposição do artista, uma retrospectiva, que denominou 'Síntese: 20 Anos de Arte', no Museu Regional de Feira de Santana, em julho de 1987, um conjunto harmonioso e coerente, num desempenho quase cronológico, onde mostrou a evolução de sua arte, desde os primeiros passos, ainda em Feira, sua terra natal, até os saltos maiores, no Rio e São Paulo, para onde se transferiu e viveu os anos mais criativos e tormentosos de sua existência. No conjunto, a obra ressalta, desde o primeiro momento, a preocupação com a contemporaneidade e o compromisso com a realidade, fosse ela a religiosidade do povo, a destruição da paisagem natural, o trabalho ou a liberdade de viver.
Essa preocupação ele registrou em depoimento no catálogo de sua exposição comemorativa de 10 anos de pintura, em 1981: 'Numa fase mais recente eu me proponho a documentar, através da pintura e do desenho, aspectos da paisagem urbana: o sistema, o poder econômico que impulsiona o progresso, a arquitetura mal programada apagando a paisagem, a destruição da beleza natural, o problema do espaço físico, o trabalho, o lazer, a religiosidade do povo. O Cristo Redentor surge como um símbolo inevitável no contexto da obra. Sem os detalhes de sua hierática presença, poderia estar falando de qualquer outro lugar. A ideia deste encontro entre a forma e expressão é abrangente quanto aos problemas e coisas da cidade onde resido'. Nessa época ele morava no Rio.
A necessidade de se comunicar, de deixar claro a que veio, o fazia deter-se no que considerava muito importante para o entendimento de sua obra: uma explicação clara. 'Não resta a menor dúvida de que o que pinto é claro, objetivo e fácil de entender. Mas detesto confusões e mal entendidos. É um problema íntimo de expressão. No momento, meu compromisso como artista é o da busca de novas experiências e conclusões, no aprendizado do dia a dia profissional, testando minha capacidade, procurando a solução para cada elemento enfocado'. Esse determinismo foi levado às últimas consequências. Mesmo sabendo que isso implicaria numa resistência do mercado, cada vez mais identificado com tendências e conceitos, aos quais passava distante, totalmente alheio aos modismos. 'O importante é pintar, jogar com as cores e formas, criar uma linguagem pessoal tanto quanto possível, pesquisar sem me prender a conceitos pré-estabelecidos', dizia.
Essa necessidade de independência ele considerava fundamental para sua criação. Mesmo assim, sua arte não parou de crescer e evoluir numa direção que nem ele mesmo sabia dizer para onde ia.
- Acho que caminho para uma abstração infinita, uma coisa que segue em direção ao cosmo, talvez uma transcendência que só a espiritualidade pode explicar. Mas, na essência, sou o artista dos sentimentos e da alma popular, um permanente questionador do caos, dos preconceitos, da discriminação, da violência. Meu universo paira em torno desses problemas e, mesmo que eles caminhem para uma abstração, sempre representam um questionamento das questões do povo."
ACERVO
Desde que o artista morreu o acervo de sua arte - que o crítico Flávio de Aquino, também falecido, já havia definido como uma das mais vigorosas de sua geração - estão sendo organizado pelas suas irmãs Laurice Barboza, que mora no Rio, e Maria da Conceição Barbosa, que reside aqui, ambas artistas plásticas como ele, além de sua mãe, Judith de Oliveira Barbosa, para ser exposto num local, que já existe e até tem nome, a Casa de Arte Ativa Carlo Barbosa, que fica na rua Leonídio Rocha, 174, centro. A casa vai funcionar como uma fundação e pretende eternizar a onra de Carlo Barbosa através de atividades artísticas e culturais e da divulgação dela, que terá ali o espaço e o reconhecimento de sua terra.
A Fundação Carlo Barbosa (FCB) existe desde 2002 e tem proporcionado ações no sentido de inserir a obra do artista no contexto cultural da cidade, por meio de trabalhos como sites, palestras, programas de visitação, exposições, seminários de pesquisa, projetos, oficinas de arte, curso livre de pintura e estudo da obra. Seu objetivo maior é preservar todo acervo do artista, composto de telas, desenhos, fotografias, publicações e documentos. A presidente atual da fundação, Lucy Barbosa, tem desenvolvido um trabalho de grande importância para os feirenses. Maiores informações através do site: http://www.fundacaocarlobarbosa.org/.
"Memórias - Pintores de Feira de Santana"
Uma das grandes ações da Fundação é o projeto "Memórias - Pintores de Feira de Santana", lançado em 28 de novembro de 2007, com um álbum onde constam biografia do patrono da entidade, textos de críticos de arte sobre sua obra e reproduções de telas do artista. O lançamento do primeiro álbum se deu na Galeria Carlo Barbosa, do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
Em seguida, ainda em 2007, foi lançado álbum sobre o trabalho de Gil Mário. Em 2008, apresentação dos álbuns de Leonice Barbosa e César Romero. Em 2009, a vez do trabalho de Juraci Dórea. Em 13 de dezembro de 2012, lançamento dos álbuns com obras dos artistas Marcus Moraes e Pedro Roberto, no Casarão Fróes da Motta.
Em 1º de novembro de 2013, o desdobramento e amplitude do projeto "Memórias" com o lançamento da revista "Grandes Pintores Feirenses", contendo todos os sete artistas plásticos feirenses retratados.
Para Lucy Barbosa, presidente da Fundação Carlo Barbosa, os álbuns atendem a uma necessidade de resgate sobre as artes plásticas em Feira de Santana. Também tem o viés didático de atingir escolas que desejam conhecer mais sobre artistas feirenses.

"Já em campanha, Lula tenta inibir eventual prisão"



Ignorando a legislação, que proíbe campanha antecipada, até porque se considera inimputável, o ex-presidente Lula vem realizado comícios Brasil fora com objetivo eleitoral. Além de pavimentar seu retorno à Presidência, a estratégia de Lula é manter petistas e simpatizantes "mobilizados", como forma de inibir eventual decisão da Justiça de mandar prendê-lo pelos crimes dos quais é acusado na Lava Jato.
Novo palanque
Após fazer campanha na Paraíba, há uma semana, a pretexto de "reinaugurar" parte da obra da transposição, agora ele vai ao Acre.
Governo envolvido
O governador acreano Tião Viana (PT) convocou petistas e servidores públicos a recepcionar Lula no Estado, em 28 de abril.
Quem paga o jatinho?
Investigadores da Lava Jato devem ficar de olho no aluguel de aviões. Para ir à Paraíba, Lula usou um jatinho cujo aluguel custa R$ 100 mil.
Provocações
Lula e aliados provocam a Lava Jato. A Ciro Gomes coube ameaçar: se Sergio Moro mandar prendê-lo, a "turma" dele será recebida "na bala".
Fonte: Cláudio Humberto

segunda-feira, 27 de março de 2017

Subir à Jerusalém


Vídeo da produtora SerTão é destaque no SSA Mapping



Um vídeo produzido pela SerTão Filmes, produtora feirense, foi destaque no SSA Mapping, no sábado, 25, em Salvador. O evento foi o primeiro festival de video mapping da capital e teve como fachada para as projeções o histórico Palácio Rio Branco (Foto: Alan Lobo), prédio de 1549 e que já abrigou a sede do Governo da Bahia.
O vídeo da produtora foi realizado para outro evento que aconteceu em Salvador nesse fim de semana, o Bahia de Todas as Cores (BTC) Grafitti Festival, que reuniu uma legião de grafiteiros na capital entre os dias 23 e 26 deste mês, na terceira edição do festival. Durante a projeção do vídeo, a trilha sonora foi de outro feirense, o artista Uyatã Rayra.
Video mapping
Na projeção mapeada, como também é conhecido o video mapping, dá para projetar em superfícies não lineares que criam uma ilusão de óptica. Isso é possível através do uso de cores, formas e movimentos que reconstroem espaços. O @ssamapping é parte das comemorações do Festival da Cidade, comemorando os 468 anos da cidade de Salvador.
Assista:

Até Zé Mané é candidato

Tem muita gente aparecendo e sendo anunciada com pré-candidatura a prefeito de Feira de Santana em 2020. 
Faltam mais de três anos para as eleições e todo mundo quer ser candidato à Prefeitura. Antes das eleições de 2016 foi a mesma coisa.
Até Zé Mané está dizendo que é candidato.
Tudo balão de ensaio, que no final das contas não dá em nada.

Professores municipais ganham bem

Áudio de entrevista da sindicalista comunista Marlede Oliveira, presidente da APLB, ao radialista Joilton Freitas, no programa "Rotativo News" está bombando nas redes sociais. 
Ela afirma que os professores da rede pública municipal recebem melhor que os da rede particular. 
O que ninguém entende é o porque de tanta paralisação comandada por ela, prejudicando milhares de alunos.
Também ninguém entende o porque dela ter atacado o radialista na manhã desta segunda-feira, 27. O que ele fez foi uma pergunta que ela respondeu.

Cine Timbira: Primeiro ano (1973) com filmes destacados



Inaugurado há 44 anos, em 27 março de 1973, o Cine Timbira apresentou naquele primeiro ano, filmes destacados como "Ardil 22" (Catch 22), de Mike Nichols; "Um Homem Chamado Cavalo" (A Man Called Horse), de Elliot Silverstein; "A Filha de Ryan" (Ryan's Daughter), de David Lean; "Billy Jack" (Billy Jack), de T. C. Frank; "O Passado Condena" (Klute), de Alan J. Pakula; " O Pequeno Grande Homem" (Little Big Man), de Arthur Penn; "Onde os Homens São Homens" (McCabe & Mrs. Miller), de Robert Altman; "Confissões de um Comissário ao Procurador da República" (Confessione di um Comissario al Procuratore della Republica), de Damiano Damiani; "Este Louco, Louco Amor" (Le Grand Amour), de Pierre Etaix; "Quando É Preciso Ser Homem" (Soldier Blue), de Ralph Nelson; "Era uma Vez... no Oeste" (Once Upon a Time... in the West), de Sergio Leone; "Operação França" (The French Connection), de William Friedkin; "Queimada" (Burn), de Gillo Pontecorvo; "Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita" (Indagni Su um Cittadino al di Sopro di Ogni Sospetto), de Elio Petri.
Também os filmes brasileiros "Azyllo Muito Louco", de Nelson Pereira dos Santos; "Como Era Gostoso Meu Francês", de Nelson Pereira dos Santos; "Os Inconfidentes", de Joaquim Pedro de Andrade; "Memória de Helena", de David Neves; "Quando o Carnaval Chegar", de Carlos Diegues.
As informações foram tiradas de coluna de Cinema assinada por Dimas Oliveira no jornal "Feira Hoje", edição de 3 de janeiro de 1974, sobre balanço cinematográfico daquele ano.

Quando a RUF foi inaugurada há 50 anos

O professor Carlos Brito postou em seu Facebook foto da inauguração da Residência do Universitário Feirense (RUF) em Salvador, em 1967. A RUF ficava nos Barris. Foi uma ação do então prefeito João Durval Carneiro.
Na imagem aparecem Raymundo Pinto, secretário de Educação, e José Ferreira Pinto, vereador, ambos de terno e gravata, mais José Pires Caldas, o idealizador, Gilberto Ferreira, Antonio Carlos Marinho, Gerval Sena, Leonardo Pinto e Rossini Souza, entre outros.


domingo, 26 de março de 2017

Cia Jeová Nissi apresenta "Hipotermia" no Aprisco



A Cia. de Artes Nissi, formada por jovens voluntários que percorrem o Brasil e outros países, utiliza a arte como ferramenta de evangelismo e inclusão social.
Na noite de domingo, 2 de abril, a partir das 18 horas, durante culto do Ministério Aprisco, a Jeová Nissi apresenta "Hipotermia". 
A peça teatral mostra a vida de André e Juliana, desde a infância, passando pela adolescência, juventude, e a fase adulta, onde as escolhas definem o que cada um quer ser e viver.
Com um jeito totalmente cômico, sem restrição para crianças, jovens e adultos, a obra traz o público para perto e rindo diante de várias situações do dia a dia, com uma mensagem clara sobre os valores da família, intimidade, respeito, comunicação, relacionamento e perdão.
Assim como outras obras da companhia, "Hipotermia" tem final surpreendente e promete emocionar, alcançar as famílias e despertar cada um para uma total transformação.

Filmes assistidos dos sete aos 12 anos

Charlton Heston como Moisés em "Os Dez Mandamentos"
Foto: IMDb

Entre 1955 e 1960, dos sete aos 12 anos, a assistência de 129 filmes nos cinemas de Feira de Santana de então (Íris, Plaza, Santanópolis e Madrid).
Eis a relação, extraída dos meus primeiros cadernos de filmes:
REI DOS REIS (The King of Kings), de Cecil B. de Mille, 1927 (*); ROBINSON CRUSOE (Aventures of Robinson Crusoe), de Luis Buñuel, 1953 (*); HORIZONTES DO INFERNO (Hell’s Horizons), de Tom Gries, 1955; SANSÃO DE DALILA (Samson and Delilah), de Cecil B. de Mille, 1949 (*); O PETRÓLEO É NOSSO, de Watson Macedo, 1954; A VIRGEM DE FÁTIMA (The Miracle os Our Lady of Fátima), de John Brahm, 1952; SAI DE BAIXO, de J. B. Tanko, 1956: CARNAVAL EM MARTE, de Watson Macedo, 1955; ANGU DE CAROÇO, de Eurides Ramos, 1954; COSTUREIRO DE SENHORAS (Coiffeur de Dames), de Jean Boyer, 1954; REBELIÃO DE BRUTOS (Hell's Outpost), de Joseph Kane, 1954; ANASTASIA (Anastasia, Die Letzte Zarentochter), de Falk Harnack, 1956; METIDO A BACANA, de J. B. Tanko, 1957 COLÉGIO DE BROTOS, de Carlos Manga, 1956; O NOIVO DA GIRAFA, de Vitor Lima, 1957; TRAPÉZIO (Trapeze), de Carol Reed, 1956 (*) (este filme inaugurou reforma com CinemaScope no Cine Íris); GAROTAS E SAMBA, de Carlos Manga, 1957; A TRAGÉDIA CONDUZ O ESPETÁCULO (La Corda d'Acciaio), de Carlo Borghesi, 1954; A MORTE RONDA O ESPETÁCULO (Ring of Fear), de James Edward Grant, 1954; O ÉBRIO, de Gilda de Abreu, 1946; PRIMAVERA NO CORAÇÃO (Primavera en el Corazón), de Roberto Rodriguez, 1956; CHICO FUMAÇA, de Vitor Lima, 1958; DOMINGO SANGRENTO (Day of Fury), de Harmon Jones, 1956; O MUNDO SILENCIOSO (Le Monde du Silence), de Jacques Yves Cousteau, 1955; CARROSSEL (Carousel), de Henry King, 1956 (*); O CÁLICE SAGRADO (The Silver Chalice), de Victor Saville, 1954 (*); SINFONIA INTERROMPIDA (Interlude), de Douglas Sirk, 1957 (*) (este filme inaugurou o Cine Santanópolis); AS SETE COLINAS DE ROMA (The Seven Hills of Rome), de Roy Rowland, 1958; HELENA DE TRÓIA (Helen of Troy), de Robert Wise, 1954 (*); A LEI DO BRAVO (White Feather), de Robert D. Webb, 1955; QUATRO GAROTAS, QUATRO DESTINOS (Four Girl in Town), de Jack Sher, 1956; MARCELINO PÃO E VINHO (Marcelino Pan y Viño), de Ladislao Vajda, 1954 (*); O REI E EU (The King and I), de Walter Lang, 1956 (*); PAPAI FANFARRÃO, de Carlos Manga, 1956; MEU FILHO, MINHA VIDA (So Big), de Robert Wise, 1953; GUERRA AO SAMBA, de Carlos Manga, 1955; BEM NO MEU CORAÇÃO (Deep in My Heart), de Stanley Donen,1954 (*); OS PALADINOS DE FRANÇA (Orlando, Il Paladini di Francia), de Pietro Francisci, 1957 (este filme inaugurou o Cine Madrid); AS GRANDES MANOBRAS (Les Grands Manoeuvers), de René Clair, 1955; O BOCA DE OURO, de Eurides Ramos, 1956; CAVALEIROS DA TÁVOLA REDONDA (Knights of the Round Table), de Richard Thorpe, 1954 (*); FANTASIA ORIENTAL (Aan), de Mehboob Kahn, 1952; O FALCÃO DOURADO (The Golden Hawk), de Sidney Salkow, 1952; MALFEITORES DA FRONTEIRA (?); TARZAN E A ESCRAVA (Tarzan and the Slave Girl), de Lee Sholem, 1950 (*); NINHO DE ÁGUIAS (Screaming Eagles), de Charles Haas, 1955; HONRA DE SELVAGENS (Walk the Pround Lane), de Jesse Hibbs, 1956; TARZAN E A MULHER DIABO (Tarzan and the She-Devil), de Kurt Neumann, 1953; JEJUM DE AMOR (My Sister Eileen), de Richard Quine, 1955; TRÊS CORAÇÕES SOLITÁRIOS (Toy Tiger), de Jerry Hoper, 1956; O BELO SEXO (The Opposite Sex), de David Miller, 1956; TRABALHOU BEM, GENIVAL!, Luiz de Barros, 1955; O MENINÃO (You're Never Too Young), de Norman Taurog, 1955; TARZAN E A MONTANHA SECRETA (Tarzan's Magic Fountain), de Lee Sholem, 1949; SUA EXCELÊNCIA, O SEXO (The Second Greatest Sex), de George Marshall, 1955; 13 CADEIRAS, de Francisco Eichorn, 1957; TARZAN E A EXPEDIÇÃO PERDIDA (Tarzan and the Lost Safari), de Bruce Humberstone, 1957; LEOPARDO ASSASSINO (Killer Leopard), de Fred Beebe, 1954; SOB A LEI DA CHIBATA (Passion), de Alan Dwan, 1954; VIVA O PALHAÇO! (Merry Andrew), de Michael Kidd, 1958; DE VENTO EM POPA, de Carlos Manga, 1957; A SEREIA E O SABIDO (Texas Carnival), de Charles Walters, 1951; O BOBO DA CORTE (The Court Jester), de Norman Panama, 1956; AS PERNAS DE DOLORES (Die Beine von Dolores), de Geza von Cziffra, 1957; BARCOS AO MAR (Away All Boats), de Joseph Pevney, 1956; A ROSA DO ORIENTE (Joe Butterfly), de Jesse Hibbs, 1957 (primeiro filme assistido em sessão noturna); SEM FAMÍLIA (Sans Famile), de André Michel, 1958; AS QUATRO ESPADAS (Les Tres Mousquetaires), de André Hunebelle, 1953; SISSI (Sissi), de Ernst Marischka, 1956 (*); TEODORA, IMPERATRIZ DE BISÂNCIO (Teodora, Imperatrice di Bisancio), de Riccardo Fredda, 1953; VENENO DE COBRA (We're No Angels), de Michael Curtiz, 1955 (*); SISSI, A IMPERATRIZ (Die Junge Kaiserin), de Ernst Marischka, 1956 (*); SISSI E SEU DESTINO (Sissi Schicksalsjahre Eine Kaiserin), de Ernst Marischka, 1956 (*); OS SINOS DE SANTA MARIA (The Bells of Saint Mary's), de Leo McCarey, 1945 (*); FOGO EM MARACAIBO (Maracaibo), de Cornel Wilde, 1958; NOITES NO PAPAGAIO VERDE (Nachts im Grünen Kakadu), de Georg Jacob, 1957; BANDEIRANTES DA FRONTEIRA (Frontier Rangers), de Jacques Tourneur, 1959; MARUJOS IMPROVISADOS (Saps at Sea), de Gordon Douglas, 1938; TARZAN E A TRIBO NAGASU (Tarzan's Fight For Life), de Bruce Humberstone, 1958 (*); SAETA, O CANTO DO ROUXINOL (Saeta del Ruisenor), de Antonio Del Amo, 1957; O HOMEM QUE VOLTOU (Kettogai), de Michyo Yamamoto; ESCALA EM TÓQUIO (Stopover Tokyo), de Richard L. Breen, 1957; SE VERSAILLES FALASSE (Si Versailles M'Était Conte), de Sacha Guitry, 1953; AS AVENTURAS DE OMAR KHAYYAM (Omar Khayyam), de William Dieterle, 1957; A ÁRVORE DA VIDA (Raintree County), de Edward Dmytryk, de 1957; DA TERRA NASCEM OS HOMENS (The Big Country), de William Wyler, 1958 (*); NOITES EM MARDI GRASS (Mardi Grass), de Edmund Goulding, 1958; SALOMÃO E A RAINHA DE SABÁ (Solomon and Sheba), de King Vidor, 1959 (*); NOS DEGRAUS DA GLÓRIA (Slim Carter), de Richard Bartlett, 1957; O PEQUENO POLEGAR (Tom Thumb), de George Pal, 1958; A FAMÍLIA TRAPP (Die Trapp Famile), de Wolfgang Liebeneiner, 1956; SUBLIME TENTAÇÃO (The Friendly Persuasion), de William Wyller, 1956 (*); A MAIS BELA MULHER DO MUNDO (La Donna Piú Bella del Mondo), de Robert Z. Leonard, 1956 (*); ENTREI DE GAIATO, de J. B. Tanko, 1960; DOCE AURORA DA VIDA (The Sad Horse), de James B. Clarke, 1959; O GINETE DA TEMPESTADE (The Storm Rider), de Edward Bernds, 1957; A LANÇA PARTIDA (Broken Lance), de Edward Dymtryk, 1954 (*); AS MINAS DO REI SALOMÃO (King Solomon's Mines), de Compton Bennett e Andrew Marton, 1950; JUSTICEIRO MASCARADO (The Lone Ranger), de Stuart Heisler, 1956; QUE DIRÁ MINHA MULHER? (?); SOL E SANGUE (Thunder in the Sun), de Russell Rouse, 1959; GIGI (Gigi), de Vincent Minnelli, 1958 (*); O CAUDILHO DA SERRA (Sierra Baron), de James B. Clarke, 1958; SERENATA (Serenade), de Anthony Mann, 1956; SOB O SIGNO DO SEXO (The Best of Everything), de Jean Negulesco, 1959; LA VIOLETERA (La Violetera), de Luis Cesar Amadori, 1958; AS AVENTURAS DE DON JUAN (Adventures of Don Juan), de Vincent Sherman, 1949; SEM TEMPO PARA MORRER (Tank Force), de Terence Young, 1958; OU VAI OU RACHA (Hollywood or Bust), de Frank Tashlin, 1956; CHRISTINE (Christine), de Pierre Gaspard-Huit, 1958; RESSURREIÇÃO (Auferstehung), de Rolf Hansen, 1958; DE FOLGA PARA AMAR (The Perfect Furlough), de Blake Edwars, 1959; A MULHER QUE COMPROU A MORTE (The Man in the Net), de Michael Curtiz, 1959; VIRTUDE SELVAGEM (The Yearling), de Clarence Brown, 1946; ALMA DE BANDEIRANTE (Daniel Boone Trail Blazer), de Albert C. Cannaway, 1956; A FLOR QUE NÃO MORREU (Green Mansions), de Mel Ferrer, 1959; BALAS QUE NÃO ERRAM (No Name and the Bullet), de Jack Arnold, 1959; MARCHA DE HERÓIS (The Horse Soldiers), de John Ford, 1959 (*); AS LOUCURAS DE MR. JONES (The Fuller Brush Man), de Sylvan Simon, 1948; AFUNDEM O BISMARCK (Sink the Bismark), de Lewis Gilbert, 1960; E O SANGUE SEMEOU A TERRA (Bend of the River), de Anthony Mann, 1952 (*); O MUNDO EM SEUS BRAÇOS (The World in My Arms), de Raoul Walsh, 1952; BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES (Snow White and the Seven Dwarfs), de Walt Disney, 1937; NASCIMENTO, VIDA, PAIXÃO E MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO (?); AS AVENTURAS DE GULLIVER (Gulliver's Travels), de David e Max Fleischer, 1939; A DAMA E O VAGABUNDO (Lady and the Tramp), de Hamilton Luske, Clyde Geromini e Wilfred Jackson, 1955; COM ÁGUA NA BOCA, de J. B. Tanko, 1956; A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS (Around the World in 80 Days), de Michael Anderson, 1956 (*); e OS DEZ MANDAMENTOS (The Tem Commandments), de Cecil B. de Mille, 1959 (*).
(*) Filmes revistos em DVD de coleção própria
(?) Filmes sem maiores informações

sábado, 25 de março de 2017

Diferença

Terrorista islâmico usa civis (mulher e criança) como escudo. Soldado israelense protege mulher e criança.

Mais bossa no Boulevard com Santini & Trio



Mais bossa no Boulevard Shopping, neste sábado, 25. Com repertório de qualidade, última apresentação do grupo Santini & Trio (Foto), pelo menos nesta temporada.
O grupo é composto pelos músicos Rony Santini, Anderson Silva, Flaviano Galo e Rogério Ferrer, e tem animado o público nos sete últimos sábados na praça de alimentação Olney São Paulo.
O projeto foi iniciado em fevereiro, com quatro noites de jazz. Neste mês de março, a bossa nova, também em quatro sábados. O horário do deleite musical é entre 19h30 e 21 horas.

Promoção de vendas


Lembrando o épico "El Cid"

O épico "El Cid" (El Cid), de Anthony Mann, 1961, foi exibido em Feira de Santana, no Cine Madrid, em 1964. Foi o 307º filme assistido, conforme está anotado em caderno de filmes.
Tenho exemplar em minha coleção de DVD. Drama biográfico com aventura, romance e guerra, "El Cid " é um filme espetacular, grandioso. Tem Charlton Heston no papel título, Sofia Loren, Genevieve Page, Raf Vallone, Hurd Hatfield e Herbert Lom no elenco. São 189 minutos de duração.

O filme trata sobre a guerra entre cristãos espanhóis e mouros, no século XVI. Apresenta a trajetória de Rodrigo Diaz de Bivar, que ficou conhecido como El Cid, herói espanhol que uniu católicos e mouros do seu país para lutar contra um inimigo comum: o emir Ben Yussuf.

Lembrando "O Dia em Que a Terra Parou"

"O Dia em Que a Terra Parou" (The Day the Earth Stood Still), de Robert Wise, de 1951, é um clássico do cinema. Ficção-científica, em preto & branco, o filme é uma parábola sobre os anos 50, que são conturbados com o início da guerra fria. Tenho exemplar na minha coleção de DVD.
Uma nave espacial pousa em Washington D.C., e um extraterrestre com formas humanas, Klaatu (Michael Rennie), sai dela para fazer um apelo pacifista com o fim das guerras entre humanos. Ele ainda tem tempo de estudar o comportamento humano.
O filme sugere a ameaça comunista, trata de ciência versus militarismo, pânico. Família também é tema colocado - mãe solteira e relacionamento rompido -, além de amizade. A importância do rádio como difusor de notícias também é ressaltada.
O filme é inspirado no conto "Adeus ao Mestre", de Harry Bates, lançado em 1949.
Interessante a sequência da lousa, quando Klaatu anota soluções para equações de um cientista, e a frase "Klaatu barada nikto" - significado jamais explicado e que é cultuada entre aficionados da ficção científica -, usada pela personagem feminina (Patricia Neal) para controlar ação do robô.
O título se refere à paralisação literal da Terra por 30 minutos, numa demonstração do poder do extra-terreste Klaatu.
Em 2008, foi feito remake de "O Dia em Que a Terra Parou", com direção de Scott Derrickson e com Keanu Reeves encabeçando o elenco.
O diretor

Robert Wise (10 de setembro de 1914-14 de setembro de 2005) foi montador de "Cidadão Kane", 1941; dirigiu, entre outros filmes, "Punhos de Campeão" (The Set-Up), 1949; "Ratos do Deserto" (The Desert Rats), 1953; "Meu Filho, Minha Vida" (So Big), 1953; "Helena de Tróia" (Helen of Troy), 1955; "Honra a um Homem Mau" (Tribute To a Bad Man), 1956; "Marcado Pela Sarjeta" (Somebody Up There Likes Me), 1956; "Famintas de Amor" (This Could Be the Night), 1957; "O Mar É Nosso Túmulo" (Run Silent Run Deep), 1958; "Eu Quero Viver!" ( I Want To Live!), 1958; "Amor, Sublime Amor" (West Side Story), 1961; "A Noviça Rebelde" (The Sound of Music), 1965; "O Canhoneiro do Yang-Tsé" (The Sand Pebbles), 1966; "A Estrela" (Star!), 1968; "O Dirigível Hindenburg" (The Hindenburg), 1975; "Jornada nas Estrelas: Caminho das Estrelas" (Star Trek: The Motion Picture), 1979.

sexta-feira, 24 de março de 2017

"Je Vous Salue, Marie" 30 anos depois

Com o DVD, a oportunidade de ver e rever filmes. Na coleção de filmes que estamos formando, exemplar de "Je Vous Salue, Marie" (Eu Vos Saúdo, Maria), de Jean-Luc Godard, 1985, que em meados dos anos 80 (1986) foi proibido no Brasil, sob a alegação de que a história era uma ofensa aos dogmas da Igreja Católica. 
O polêmico filme atualizava então o mito da imaculada conceição de Maria e seu filho Jesus no século XX. A revisão tanto tempo depois mantém a impressão de há pouco mais de 30 anos. Em dezembro de 1985, assisti ao filme em Portugal, mais precisamente em Lisboa, no Cine N'Gola. Na coluna "Comentando", do jornal "Gazeta Feirense", que era editado por Egberto Costa, escrevi na edição de 1º a 7 de fevereiro de 1985:
(...) quem assistir ao filme verá que a polêmica (censura ou não) de tantos meses não tinha tanta razão de ser. (...) Fala-se que não se pode permitir num país católico a exibição do filme porque a Igreja considera a aviltante a aparição na tela de uma Maria atual, jovem, bonita e que fica nua. Não cabe à Igreja censurar filmes, no caso, um que nem teve oportunidade de visão. Estão criando um fantasma em torno do filme. Ao cinema vai quem quer e pode pagar por isso.
Em Portugal - país eminentemente católico -, eu quis e pude ir ao cinema para ver "Je Vous Salue, Marie". E fui duas vezes. Na primeira, cheguei com a sessão iniciada e dormi em algumas partes, pelo cansaço dos compromissos turísticos cumpridos no dia anterior. Então, voltei no outro dia e assisti do princípio ao fim.
Em "Je Vous Salue, Marie", Maria é uma jogadora de basquete que namora o casto José, um motorista de táxi. Um desconhecido anuncia que ela espera uma criança. Virgem, ela consulta seu médico, afirmando que não manteve relações sexuais. A sinceridade da jovem mulher acaba por vencer o legítimo ciúme de José, que deve se contentar em olhar a nudez de Maria. Os intérprtetes Myriem Roussel e Thierry Rode e a natural fremência participante à ambientação do sagrado que precede o nascimento valorizam a obra.
Jean-Luc Godard não perdeu nada de sua originalidade de estilo. Cada vez mais, os códigos da narração tradicional são inteligentemente desprezados. Os atores em sua maior parte desconhecidos são transfigurados pelo esplendor das imagens e pela riqueza da trilha sonora (Bach, Dvorak, Coltrane).
Os ataques de intolerância são pelo fato de "Je Vous Salue, Marie" ser um acontecimento marcante que guarda de hoje em diante seu lugar na história do cinema, no capítulo vergonhoso da censura. Os cruzados da Virgem Maria (Janio Quadros, a Tradicional Família Mineira, a TFP) que não vão ao cinema, mas que não impeçam a livre vontade.
O filme de Godard é um ensaio espiritualista que deveria confortar os católicos no seu amor e nos dogmas. Desde que o espectador seja impermeável às numerosas conotações religiosas do filme verá não apenas um exercício de estilo à serviço de uma proposta em que o cineasta exprime através um brusco retorno do "cinema vertical" (aquele que sempre olha para o céu) a nostalgia dos valores religiosos de uma sociedade em busca de refúgios ilusórios. É isso aí.


Convite


"Ainda presidente, Lula arrecadou dinheiro para PT"



As revelações de Marcelo Odebrecht sobre a corrupção nos governos do PT colocam de vez os ex-presidentes Lula e Dilma na chamada "cena do crime", no esquema desmantelado pela Lava Jato. Ainda no cargo de presidente da República, Lula se encarregou pessoalmente de arrecadar dinheiro, inclusive no caixa 2, para a campanha de eleição de Dilma. As revelações de Odebrecht retomam a expectativa da prisão de Lula. Afinal, não há em Curitiba acusado de crimes mais graves.
Presidente tesoureiro
Odebrecht contou ao Tribunal Superior Eleitoral, que Lula gerenciava a "conta corrente" de R$ 150 milhões aberta pela empreiteira para o PT.
Desespero explicado
As revelações de Odebrecht explicam o desespero de Dilma para nomear um ministro do STJ que o soltasse, segundo denúncia do MPF.
Chefes de quadrilha
A Lava Jato será resumida, no futuro, como o escândalo em que dois presidentes da República trataram pessoalmente de dinheiro sujo.
Acordo precioso
As revelações de Odebrecht mostram como foi preciosa sua delação premiada para esclarecer e incriminar a quadrilha que governou o País.
Fonte: Cláudio Humberto

Lei Complementar sobre custeio do regime de Previdência sancionada

O Projeto de Lei Complementar Nº 002/2017, do Poder Executivo, que dispõe sobre o Custeio do Regime de Previdência dos Servidores Municipais, decretado pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito José Ronaldo saiu publicado no "Diário Oficial Eletrônico", edição desta sexta-feira, 24.
No Artigo 1º está contido que o Artigo 3º, da Lei Complementar nº 025, de 18 de agosto de 2005, passa a vigorar com alterações nos incisos I e II, e acrescido dos incisos III a VI, com as seguintes redações:
"I - 12% (doze por cento) na totalidade da remuneração dos servidores ativos, para o ano de 2017;
II - 12% (doze por cento) na parcela excedente ao teto previdenciário de benefícios pagas pelo Regime Geral de Previdência, nos proventos dos servidores inativos e pensionistas, para o ano de 2017;
III - 12,5% (doze e meio por cento) na totalidade da remuneração dos servidores ativos, para o ano de 2018;
IV - 12,5% (doze e meio por cento) na parcela excedente ao teto previdenciário de benefícios pagas pelo Regime Geral de Previdência, nos proventos dos servidores inativos e pensionistas, para o ano de 2018;
V - 13% (treze por cento) na totalidade da remuneração dos servidores ativos, para o ano de 2019;
VI - 13% (treze por cento) na parcela excedente ao teto previdenciário de benefícios pagas pelo Regime Geral de Previdência, nos proventos dos servidores inativos e pensionistas, para o ano de 2019."
Esta Lei Complementar entra em vigor na data da sua publicação, revogando-se as disposições em contrário, e produzindo seus efeitos a partir do prazo de 90 dias após a publicação. 
Fonte: "Diário Oficial Eletrônico do Município de Feira de Santana"

Sociedade Filarmônica 25 de Março: Falta um ano para sesquicentenário

"O nosso maior sonho é colocar a 25 de Março em atividade", afirmou há três anos o professor Carlos Brito quando assumiu a presidência da Sociedade Filarmônica, que é a mais antiga de Feira de Santana, fundada há 149 anos - falta um ano para o sesquicentenário - em 25 de março de 1868.
A instituição estava desativada há cerca de nove anos, se livrou de um imbróglio jurídico que estava impedindo que se iniciasse o processo de restauração, para que o prédio da entidade volte às suas atividades.
Desde então, é contínuo o resgate da 25 de Março, inclusive com a restauração do prédio que a abriga, na rua Conselheiro Franco. Trata-se de um bem histórico pertencente à população, com tombamento - Processo 011/91, de 9 de setembro de 1998 - pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac).

25 de Março: Escola de Música homenageia Estevam Moura

Em 7 de agosto de 2014, a 25 de Março promoveu a abertura oficial das atividades da Escola de Música Maestro Estevam Moura, no Centro Comunitário Ederval Fernandes Falcão, no bairro das Baraúnas. "Instrumentos que permitam rendimentos para montar uma escola de música e estimular a formação de jovens músicos foram utilizados", segundo Carlos Brito.
Estevão Moura (Foto 1), que dá nome à escola, segundo o historiador Antonio do Lajedinho foi um grande maestro compositor e professor, que "além de ensinar a música e a arte dos instrumentos musicais, ainda compunham músicas das mais diversas categorias".
Estevam Pedreira de Moura (03.08.1907-09.03.1951) iniciou sua carreira na Filarmônica 26 de dezembro que estava em formação em Santo Estevão e da qual ele foi regente. Sua primeira obra foi o dobrado "Alício Cerqueira". Aos 18 anos, ele transferiu-se para Bonfim de Feira, para reger a Filarmônica Minerva. Também foi regente da banda de Afonso Pena, hoje Conceição do Almeida, e da Filarmônica 25 de março. Foi professor de Música e Canto Orfeônico no Colégio Santanópolis.
O dobrado "Tusca", sua mais complexa e elaborada composição, foi dedicado ao seu filho, que tinha este apelido. Durante o Movimento Modernista, Estevam trocou cartas com o compositor Heitor Villa-Lobos. Morreu aos 43 anos.
O músico e professor Antônio Carlos Batista Neves Júnior, o Tony Neves, feirense e integrante da Filarmônica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), é o regente (Foto 2) da Sociedade Filarmônica 25 de Março e responsável pela formação de músicos.
Benfeitores da instituição apoiaram a iniciativa com a doação de instrumentos musicais para a revitalização da secular Filarmônica, que é um patrimônio cultural de inestimável valor para Feira de Santana.

25 de Março: Primeira filarmônica de Feira, segunda da Bahia

Escritor, historiador e jornalista, Antônio Moreira Ferreira, Antônio do Lajedinho, conta que a 25 de Março fez história, assim como a Sociedade Filarmônica Vitória e a Sociedade Filarmônica Euterpe Feirense: "A primeira de Feira de Santana é a segunda da Bahia, depois da Sociedade Filarmônica Erato Nazarena, fundada em 1863, cinco anos antes".
Carlos Brito lembra, a partir do que consta no Estatuto da secular entidade, que na sua primeira diretoria, "abnegados pelo desenvolvimento da 'Divina Arte'", os nomes de João Manoel Laranjeira Dantas, Eduardo Franco, Afonso Nolasco, Antônio Joaquim da Costa, Alípio Cândido da Costa, José Pinto dos Santos (Cazuza do Deserto), Joaquim Sampaio - primeiro intendente de Feira de Santana, entre fevereiro e julho de 1890 -, Francisco Costa, Galdino Dantas, Juvêncio Erudilho, José Nicolau dos Passos, Alexandre Ribeiro, Joviniano Cerqueira, Pedro Nolasco Néu e Tibério Constâncio Pereira.
Antônio do Lajedinho complementa que "cinco anos depois houve um desentendimento entre os membros da diretoria e criou-se uma dissidência.  Como o padre Ovídio Alves de São Boaventura estava fundando a Sociedade Filarmônica Vitória, os dissidentes da 25 de Março juntaram-se a ele e, em 1873, foi criada mais uma filarmônica".
Diz mais que "59 anos depois de fundada, em 1927, a Sociedade Filarmônica 25 de Março, por questões internas, dissolveu o corpo musical e fechou suas portas. E assim ficou durante quatro anos, até 1931, quando o coronel Américo de Almeida Pedra, voltou a residir em Feira de Santana. Foi então que o herói das lutas horacianos na Chapada Diamantina e combatente contra a Coluna Prestes convocou os velhos companheiros como Antonio Cipriano Pinto, Alfredo de Castro, Euclides de Souza Pinto, Alfredo Pereira, Argemiro Souza e o maestro João do Espírito Santo, com os quais constituiu uma diretoria, tendo ainda a colaboração de homens de destaque de então, como Arnold Ferreira da Silva, João Marinho Falcão, Raul Ferreira da Silva, Heráclito Dias de Carvalho, Carlos Rubinos Bahia, Adalberto Pereira, Dálvaro Ferreira da Silva e outros que faziam parte da elite feirense. Juntos soergueram a primogênita filarmônica de Feira".

Maior feito da 25 de Março há 40 anos

Em 1977, o maior feito da 25 de Março, quando se classificou entre as quatro melhores  filarmônicas do Brasil, disputando o I Campeonato Nacional de Bandas Civis, promovido pela Fundação Nacional de Arte (Funarte), Mobral e Rede Globo de Televisão. Coincidentemente no dia em que completava seu 109º aniversário, a 25 de Março seguiu para o Rio de Janeiro, viagem em dois ônibus especiais.
A apresentação no festival ocorreu na manhã do domingo, 27 de março. No dia 10 de abril, durante o programa "Concertos Para a Juventude", a transmissão pela Globo. A comissão julgadora deu a nota 7,84 - a mais alta até então alcançada pelas demais - sendo classificada para a fase final, em 22 de abril.
A 25 de Março executou a marcha "Constelação" e o dobrado "Deputado Arnold Silva", ambos de autoria do maestro Estevão Moura. "Não sejam tão egoístas a ponto de terem somente para si o acervo musical desse grande músico. Permitam que todo o Brasil e o mundo dele se aproximem, pois o seu talento precisa ser evidenciado e proclamado", afirmaram então os componentes do júri sobre Estevão Moura.
Os julgadores do concurso foram os maestros Celso Woltzenlogel (São Paulo), Henrique Morelembaun (Rio de Janeiro), Alceo Bocchino (Paraná), Marlos Nobre (Pernambuco), que deram nota nove, e Julio Medaglia (São Paulo), que deu nota sete.
Em 19 de junho, participou da grande final, ficando em terceiro lugar, representando o Estado da Bahia, quando obteve a nota 8,6, perdendo para as representantes de São Paulo e Pernambuco. O terceiro lugar foi um título considerado honroso e que foi festejado por Feira de Santana quando retornou à cidade. A viagem para o Rio de Janeiro dessa feita foi de avião da Força Aérea Brasileira (FAB).
Então, Claudemiro Daltro, o maestro Miro, foi quem regeu o grupo, formado pelos músicos instrumentistas Alfredo, Toninho, Arcanjo e Jacinto (tumbas), José Ferreira, Francisco, João Babau, Agostinho, Farias e Zequinha (trombones), Gilberto, Nagib, Elias, Valdomiro e Zabidiel (pistons), Aquino, Dé, Wilton (trompas), Carlito, Ferreira, Bento e Chicão (saxofones), Tupinam (sax barítono), Elói, Ulisses, Braga, Otoniel, Humberto, Bonfim e Nivaldo (clarinetas), Nilo (requinta), Rafael (flautim), Saul (pratos), Aloisio (bumbo), Raimundo (tambor e caixa).
O empresário João Domingos Gonçalves, o Doute, presidente de então, chefiou a delegação, composta ainda dos diretores José Manuel de Araújo Freitas, Werther Mascarenhas Farias, Eduardo Pereira da Silva, José Portugal, Djalma Ferreira, Hildeberto Erudilho Suzart, Alpiniano Reis e o radialista Lucílio Bastos, representando a imprensa feirense.


Mais ação pelo desenvolvimento sustentável

Por Dimas Oliveira
Desenvolvimento Sustentável é a palavra do momento. E Feira de Santana tem procurado se inserir na Agenda Global 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) para cumprir os objetivos propostos. Em fevereiro, por exemplo, foi realizado um fórum com o tema "Objetivos do Desenvolvimento Sustentável".
No evento, o prefeito José Ronaldo ressaltou a importância do debate: "Quando se traz uma discussão de um tema tão importante como a energia solar, estamos trazendo um debate extremamente importante para uma sociedade que deseja avançar e ver a sua região, o seu país evoluir."
Em junho de 2016, o José Ronaldo assinou um decreto criando políticas públicas para o desenvolvimento sustentável em Feira de Santana. Foi criado um comitê junto com a sociedade para discutir as políticas públicas que podem advir dessas ações, em várias áreas, como energias renováveis, mobilidade urbana e ações de uma cidade mais inteligente, para que se possa ter uma cidade próspera e que cada cidadão tenha uma visão de futuro.
Agora, através de Decreto, ele criou Grupo de Trabalho Projeto Feira 2030, com o objetivo de acompanhar, coordenar, supervisionar, executar e propor políticas públicas para a implantação de um Programa de Desenvolvimento Sustentável em Feira de Santana, como mecanismo de alcançar resultados de desenvolvimento social, econômico, e ambiental, através de metas aplicáveis, com indicadores quantitativos e qualitativos.
O Grupo de Trabalho é composto pelo vice-prefeito Colbert Martins, na coordenação; secretário de Trabalho Turismo e Desenvolvimento Econômico Antonio Carlos Borges dos Santos Júnior, como secretário executivo; secretários de Planejamento Carlos Brito e de Meio Ambiente Sergio Barradas Carneiro; mais Claudenir Moreira Machado, do Instituto Pensar Feira. 
Caberá ao Grupo de Trabalho: selecionar órgãos, ações, projetos ou propostas que serão objeto de analise e estudos; criar subgrupos temáticos destinados a propostas vinculadas; convidar representantes de órgãos e entidades públicas, assim como membros da sociedade civil organizada para participar e discutir as propostas apresentadas para execução dos trabalhos, inclusive nos subgrupos; e requisitar dos órgãos e entidades públicas as informações necessárias à efetivação de seus objetivos.
A participação no Grupo de Trabalho ou em seus subgrupos será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada. 
O Grupo de Trabalho apresentará relatórios de suas atividades ao chefe do Executivo a cada 90 dias. 
Artigo publicado no jornal "NoiteDia", edição desta sexta-feira, 24

Balaio Político

Zé Neto presta conta
Com o tema "Debates e Estratégias Para Enfrentamento da Crise Política", o deputado estadual Zé Neto (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa realiza, neste domingo, 26, a partir das 9h30, a Plenária Estadual do Mandato da Luta em 2017, na Chácara da Luta. O objetivo é realizar a prestação anual de contas do mandato, discutir sobre a atual conjuntura política brasileira e estreitar a relação com a população e os parceiros dos demais municípios baianos.
Não é mais Ipuaçu
Há mais de 33 anos, desde 26 de dezembro de 1983, que o distrito de Ipuaçu passou a ser Governador João Durval Carneiro, pela lei estadual nº 4.224.
Não é mais Ipuaçu II
Então, a questão: por que órgãos da mídia com seus jornalistas e radialistas insistem em nominar o distrito como Ipuaçu?
Não é mais Ipuaçu II
Antes, Ipuaçu era Remédio da Gameleira, distrito criado pela resolução provincial nº 737, de 18 de maio de 1859. Foi no quadro territorial fixado pelo Decreto Estadual nº 11.089 de 1933, para vigorar no quinquênio 1939-1943, a alteração.
Homenagem
A Unidade de Saúde da Família Feira X, Loteamento Recanto do Feira X, no bairro Muchila, está denominada como Dr. Adroaldo de Oliveira Dórea. Decreto neste sentido, assinado pelo prefeito José Ronaldo. A consideração é que a Administração Municipal "deve homenagear aqueles que, por seus méritos pessoais contribuíram, ou contribuem, para a construção da história da nossa comunidade".
Prazo
O eleitor que não votou e não justificou a ausência nas três últimas eleições (2012, 2014 e 2016) ou não pagou as multas correspondentes deve se dirigir ao cartório eleitoral, até 2 de maio deste ano, para regularizar a sua situação.
Prazo II
Se após essa data esses eleitores não estiverem regulares com a Justiça Eleitoral, correm o risco de ter o título cancelado. A legislação considera cada turno de votação um pleito em separado para efeito de cancelamento de título. O cancelamento automático do título de eleitor ocorrerá de 17 a 19 de maio de 2017.
Coluna publicada na edição desta sexta-feira, 24, do jornal "NoiteDia"

quinta-feira, 23 de março de 2017

José Ronaldo tem audiências com cinco ministros



Dois dias em Brasília e o prefeito José Ronaldo (Democrata) fez um verdadeiro périplo na capital federal. Na quarta-feira, 22, foi recebido em audiência pelo ministro Hélder Barbalho, da Integração Nacional, acompanhado dos deputados federais da bancada baiana Cláudio Cajado, Elmar Nascimento, José Carlos Aleluia e Paulo Azi, os quatro do Democratas, mais Benito Gama (PTB) e João Gualberto (PSDB).
Nesta quinta-feira, 23, iniciou o dia com café da manhã ao lado do presidente da Câmara Rodrigo Maia, dos deputados federais José Carlos Aleluia, Elmar Nascimento e Paulo Azi, os três do Democratas, do prefeito de Alagoinhas Joaquim Neto, e do ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão Dyogo de Oliveira. Em pauta a duplicação da BR-116 Norte, trecho Feira-Serrinha, e duplicação do Anel de Contorno.
Na intensa quinta-feira, audiências com os ministros da Saúde Ricardo Barros (Foto 2), da Cultura Roberto Freire (Foto 1), e de Desenvolvimento Social Osmar Terra. Em todos os encontros, acompanhado do deputado federal Paulo Azi.
José Ronaldo ainda prestigiou a posse de Paulo Azi como presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados e estave reunido com o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) Silvio Pinheiro.

Como se tratava o estupro em 1833

Leia e veja porque havia menos estupros naquele tempo...
SENTENÇA JUDICIAL
O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.
CONSIDERO: QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;
QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;
QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.
CONDENO: O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.
Nomeio carrasco o carcereiro.
Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.
Manoel Fernandes dos Santos
Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe, 15 de outubro de 1833. 
Fonte: Instituto Histórico de Alagoas

O dia em que Maysa cantou a pulso em Feira de Santana

Esta fotografia de Maysa Matarazzo fazia parte dos arquivos do Feira Tênis Clube e ilustrou a matéria "50 artistas essenciais para se conhecer melhor o que o FTC ofereceu em cinco décadas", inserida na "Revista do FTC", edição comemorativa aos 50 anos do clube, editada pelo jornalista Dimas Oliveira, que foi lançada em 8 de dezembro de 1994. 
A legenda dada era "Maysa Matarazzo cantando no FTC". Mas, o show não chegou ao final. Quando ela esteve em Feira de Santana, nos anos 60, a cantora entrou a pulso (na marra, a força) no palco do Feira Tênis Clube. Ela estava embriagada e não queria fazer a apresentação.